Nordeste e o Senado. Romeu Tuma (DEM-SP) pede agilidade nos outros processos contra Renan.
Governistas esperam que presidente consiga apaziguar ânimos e fazer a Casa funcionar.
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(Brasília-DF, 13/09/2007) Um dia depois da votação que absolveu Renan Calheiros (PMDB-AL) o Senado vive um dia de repercussões. Os oposicionistas insistem em dar continuidade aos outros processos e os governistas esperam que a Casa volte a funcionar na normalidade. O corregedor Romeu Tuma (DEM-SP) afirmou que o Conselho de Ética deveria retomar os trabalhos. “A gente não pode esmorecer, temos que continuar. O relator dos outros casos deve ser indicado rapidamente. Estamos atrasados”, alegou.
Tuma considera o caso dos laranjas usados por Renan Calheiros em veículos de comunicação de Alagoas é grave. “O nome do presidente (Renan) não aparece nos documentos, mas existem provas consistentes contra o Uchôa”, afirmou. O corregedor espera poder ouvir o depoimento de Tito Uchôa, primo de Renan Calheiros, que tem seu nome relacionado aos órgãos de comunicação, os quais João Lyra afirmou serem do presidente do Senado. “Ele foi indicado como a pessoa que movimentou o dinheiro. Ele precisa ser ouvido”, afirmou.
Questionado se a absolvição do senador em plenário ontem não seria um indicativo de impunidade nos outros casos o corregedor rebateu. “O resultado de ontem foi dividido. O senador não saiu fortalecido, ele não recuperou a confiança do povo com esse resultado”, declarou. O senador Tião Viana (PT-AC) afirmou que o desgaste na Casa é grande mas acredita que Calheiros deve tentar amenizar a crise. “Renan vai obsessivamente buscar a reconciliação e diminuir as disputas políticas no Senado”, afirmou.
(por Liana Gesteira)