31 de julho de 2025

Nordeste e Indústria. Em julho, indústria cresceu em oito das quatorze regiões pesquisadas; O maior destaque foi na Bahia.

A Política Real teve acesso.

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( Brasília-DF, 10/09/2007) A Política Real teve acesso. Na passagem de junho para julho de 2007, a produção industrial cresceu em oito dos quatorze locais pesquisados, na série ajustada sazonalmente. Já na comparação com julho de 2006, a indústria apresentou crescimento em onze regiões, segundo a Pesquisa Industrial Mensal Regional do IBGE.

As indústrias de São Paulo e Minas acompanharam a aceleração no ritmo de produção da indústria nacional observada entre os dois primeiros trimestres e confirmada em julho. No indicador acumulado no ano, treze locais registraram índices positivos.

Em julho de 2007, os índices regionais da produção industrial ajustados sazonalmente mostram crescimento, em oito dos quatorze locais pesquisados, com Bahia (4,6%), Goiás (4,3%), Pará (2,3%) e Espírito Santo (2,2%) apontando os resultados mais elevados. Também com taxas positivas, porém menos expressivas, aparecem Rio Grande do Sul (0,5%), Minas Gerais (0,4%), Paraná (0,4%) e região Nordeste (0,3%). Por outro lado, São Paulo (-0,3%), parque fabril de maior peso no país, registra taxa próxima à média nacional (-0,4%). Também com resultados negativos figuram Ceará (-5,8%), Pernambuco (-4,2%), Amazonas (-1,7%), Santa Catarina e Rio de Janeiro (ambos com -0,8%).

Na comparação julho 2007/julho 2006, os índices são predominantemente positivos, com onze locais registrando aumento na produção, valendo citar a influência de um dia útil a mais em julho de 2007. Os principais destaques ficam com Minas Gerais (11,4%), Paraná (10,4%), Rio Grande do Sul (8,5%), Bahia (7,7%) e Espírito Santo (6,8%), que assinalam crescimento acima ou idêntico ao da média nacional (6,8%). Com resultados positivos, figuram ainda São Paulo (6,7%), Santa Catarina (5,8%), região Nordeste (4,4%), Pernambuco (3,3%), Pará (1,9%) e Rio de J aneiro (0,4%). Amazonas e Goiás mostraram crescimento nulo neste tipo de comparação, enquanto o Ceará (-4,7%) foi o único local com queda em julho.

A indústria nacional mostra aceleração no ritmo de produção ao longo de 2007: (3,8%) no primeiro trimestre de 2007, (5,7%) no segundo e 6,8% no mês de julho. Com ganhos contínuos de ritmo entre esses períodos, se encontram São Paulo, que nos mesmos períodos obteve 2,9%, 5,1%, 6,7%; e Minas Gerais, com taxas de 5,9%, 9,9% e 11,4%, respectivamente.




No indicador acumulado no ano, treze locais registraram índices positivos, com destaque para Minas Gerais e Rio Grande do Sul (ambos com 8,4%), Paraná (7,3%) e Pernambuco (6,1%), todos com performances acima da média do país (5,1%). A forte presença da produção de automóveis e suas peças, a recuperação do setor agrícola, influenciando positivamente a fabricação de implementos agrícolas e fertilizantes, e a manutenção do dinamismo das exportações, principalmente de commodities (minérios de ferro e açúcar), explicam o bom desempenho desses locais. Ainda com acréscimo na produção, porém abaixo da média do Brasil, se encontram: Santa Catarina (4,9%), Espírito Santo (4,6%), São Paulo (4,4%), Pará (3,3%), Nordeste (2,6%), Rio de Janeiro (2,0%), Bahia (1,4%), Goiás (1,3%) e Amazonas (0,1%). Por outro lado, a única taxa negativa foi observada no Ceará (-0,3%), onde o setor industrial esteve pressionado, sobretudo, pela redução em refino de petróleo e têxtil.

( da redação com informações de assessoria)