31 de julho de 2025

Nordeste e Inflação. IGP-DI da Fundação Getúlio Vargas aponta grande avanço em agosto; Números do Nordeste não foram segmentados.

A Política Real teve acesso.

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( Brasília-DF, 05/09/2007) A Política Real teve acesso. O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) elevou-se 1,39%, em agosto. A variação registrada em julho foi de 0,37%. O IGP-DI de agosto foi calculado com base nos preços coletados entre os dias 1º e 31 do mês de referência.

O Índice de Preços por Atacado (IPA) registrou aumento de 1,96%. No mês anterior, a taxa alcançou 0,42%. O índice relativo a Bens Finais apresentou elevação de 0,49%, após redução de 0,15%, no mês anterior. A principal contribuição para a aceleração partiu do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 2,42%, em julho, para 3,39%, em agosto. O índice de Bens Finais (ex), obtido após a exclusão de alimentos in natura e combustíveis, registrou variação de 1,08%. No mês anterior, o resultado foi de 0,63%.

O índice do grupo Bens Intermediários registrou variação de 0,70%, em agosto, ante 0,00%, em julho. O destaque ficou por conta do subgrupo materiais e componentes para manufatura, cuja taxa de variação passou de -0,61% para 0,41%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão dos combustíveis e lubrificantes para a produção, apresentou variação de 0,49%. No mês anterior, a variação foi de –0,09%.

No estágio das Matérias-Primas Brutas, a taxa de variação avançou de 2,01%, em julho, para 6,31%,
em agosto. Os destaques no sentido ascendente foram: soja (em grão) (1,67% para 8,06%), milho (em grão) (-0,68% para 12,29%) e leite in natura (8,91% para 13,85%). Em sentido oposto, vale mencionar: bovinos (6,97% para 5,11%), aves (8,21% para 5,47%) e mandioca (aipim) (8,72% para 6,33%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou taxa de variação de 0,42%, acima da apurada no
mês de julho, de 0,28%. Três das sete classes de despesa componentes do índice apresentaram
acréscimos em suas taxas de variação. A maior contribuição para a aceleração do índice partiu do
grupo Habitação (-0,40% para 0,46%), sob a influência do item tarifa de eletricidade residencial, que
registrou aumento em sua taxa de variação de -4,24% para 0,28%.

Os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,34% para 0,43%) e Vestuário (-0,31% para -0,26%) também
registraram acréscimos em suas taxas. No primeiro caso, a elevação se deveu ao aumento
registrado pelo item artigos de higiene e cuidados pessoais (0,48% para 0,81%). No segundo caso, a
principal influência foi exercida pelo item calçados (0,35% para 0,98%).
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Em contrapartida, os grupos Alimentação (1,26% para 0,99%), Educação, Leitura e Recreação (0,59%
para 0,25%), Despesas Diversas (0,59% para 0,20%) e Transportes (-0,26% para -0,45%) registraram
decréscimos em suas taxas de variação, contribuindo para que a aceleração do índice não fosse
maior.

A redução verificada na taxa do grupo Alimentação foi provocada, principalmente, pelos itens:
frutas (2,10% para -7,86%), laticínios (9,24% para 5,38%), carnes bovinas (3,92% para 2,93%) e aves e
ovos (1,62% para 0,78%). No grupo Educação, Leitura e Recreação, o destaque foi o item passagem
aérea (11,15% para 6,87%). No grupo Transportes, vale mencionar tarifa de táxi (2,89% para –2,55%)
e álcool combustível (-5,35% para -6,14%) e em Despesas Diversas, cigarro (1,71% para 0,30%).

O núcleo do IPC registrou variação de 0,37%, em agosto, ante 0,26%, em julho. Dos 87 itens
componentes do IPC, foram excluídos 34 para o cálculo do núcleo. Destes, 16 registraram variações
acima de 1,12%, linha de corte superior, e 18 apresentaram taxas abaixo de -0,03%, linha de corte
inferior. Em agosto, o índice de dispersão, que mede a proporção de itens com taxa de variação

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em agosto, taxa de variação de 0,26%,
abaixo do resultado do mês anterior, de 0,31%. Dos três grupos componentes do índice, somente
Mão-de-Obra apresentou acréscimo em sua taxa de variação, que passou de 0,20%, em julho, para
027%, em agosto. A aceleração foi conseqüência do impacto crescente do reajuste salarial, por
ocasião da data-base, na cidade de Porto Alegre. Curitiba também apresentou taxa positiva, mas
declinante. O índice relativo a Materiais recuou de 0,30% para 0,16%. O grupo Serviços também
teve sua taxa reduzida, de 0,97%, no mês anterior, para 0,68%, nesta apuração.


( da redação com informações de assessoria)