Nordeste e o Senado. Senadores nordestinos lembram morte de Marcos Freire e aniversário de ACM, recém falecido.
A Política Real está atenta.
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( Brasília-DF, 04/09/2007) A Política Real está atenta. Além da fala do senador Renan Calheiros(PMDB-AL), que chamou atenção do Senado e da República na véspera de seu julgamento no Conselho de Ética, se destacaram as manifestações dos senadores nordestinos sobre a lembrança da morte do senador Marcos Freire(PE), falecido tragicamente há 20 anos, e das lembrança por conta das celebrações, na Bahia, por conta dos 30 dias de morte do senador ACM assim como por conta de seu aniversário, que seria hoje.
O senador Arthur Virgílio(AM), líder do PSDB, foi quem lembrou Marcos Freire porém chamou atenção as manifestações dos senadores Sérgio Guerra(PSDB-PE), Jarbas Vasconcelos(PMDB-PE) e Heráclito Fortes(DEM-PI)
Os senadores Tasso Jereissati(PSDB-CE) e José Agripino Maia(DEM-RN) fizeram questão de lembrar os eventos na Bahia por ACM.
Veja a íntegra das falas dos senadores sobre as citações:
O SR. ARTHUR VIRGÍLIO (PSDB – AM. Para encaminhar. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, o vigésimo aniversário de falecimento do Senador Marcos Freire não poderia passar, jamais, em branco.
Requeiro, aliás, que esse voto de lembrança seja levado, após aprovado pelo Senado Federal, ao conhecimento da viúva do Senador Marcos Freire, Srª Maria Carolina Vasconcelos Freire, e de seus filhos.
E leio, Sr. Presidente, a justificativa que embasa o requerimento que apresento à Mesa:
No dia 8 de setembro de 1987, uma notícia triste abalou o mundo político brasileiro. Um acidente aéreo, no sul do Pará, acabara de ceifar a vida de Marcos Freire, então Ministro da Reforma Agrária do Governo Sarney. Morria, em serviço, um dos mais brilhantes e destemidos parlamentares, que se destacara na luta contra a ditadura militar, pela restauração do regime democrático no País. Marcos Freire, natural do Recife, participara ativamente da política estudantil, desde os tempos em que cursava Direito na Universidade de Pernambuco, na década de 50. Logo depois de formado, em 1955, iniciou-se na vida pública, exercendo vários cargos na Prefeitura da capital
pernambucana, ao mesmo tempo em que se dedicava também ao ensino. Foi Professor da Faculdade de Ciências Econômicas e, depois, em 1967, titular da cátedra de Direito Constitucional da Faculdade de Direito da Universidade de Pernambuco. Em 1968, deu início à sua vitoriosa carreira política, elegendo-se, com expressiva votação, Prefeito da cidade de Olinda, pela legenda do antigo MDB. Ficou, porém, apenas dois dias no cargo. Em sinal de protesto contra a edição do Ato Institucional nº 5 pelo Governo militar e da cassação do Vice-Prefeito, renunciou ao mandato e voltou ao magistério, lecionando na Escola Superior de Relações Públicas de Recife. Em 1970, resolveu retomar a atividade política, elegendo-se, então, Deputado Federal pela legenda do MDB, com a maior votação do Estado. Na Câmara dos Deputados, teve proeminente atuação. Foi Vice-Líder do Partido e um dos fundadores do célebre e valoroso “Grupo Autêntico”, a ala mais avançada e mais aguerrida do partido de oposição ao regime militar. Em 1974, candidatou-se ao Senado Federal, lançando o lema de campanha que ficou na história: “Sem ódio e sem medo”. Foi um daqueles 16 oposicionistas que naquele ano se elegeram para a Câmara Alta – lembro que o Brasil, àquela altura, tinha apenas 22 Estados –, surpreendendo o regime. Com a redemocratização, Marcos freire foi escolhido por Tancredo Neves para assumir o Ministério da Reforma Agrária e, em face da doença de Tancredo Neves, foi confirmado e nomeado pelo Presidente José Sarney. Marcos Freire foi exemplo de dedicação e honradez na vida pública. É um desses nomes que o Senado Federal, que ele dignificou com a sua atuação, não pode esquecer. É nome que deve ser sempre lembrado num País de tão pouca memória e tão carente de valores como ele. São 20 anos sem Marcos Freire, nome que faz jus à homenagem que ora propomos.
Sr. Presidente, Marcos Freire é auto-explicável. Querido amigo, companheiro inesquecível, alguém que mostrava, a serviço do governo da transição democrática, a mesma competência e o mesmo espírito público dos seus tempos de atirar pedras no regime de força.
Marcos Freire poderia estar conosco hoje, aconselhando-nos; poderia estar conosco hoje, na vida pública, participando dela diretamente ou não. Mas, em outras palavras, sei que esse requerimento haverá de ser assinado por todos os Senadores presentes a esta sessão, especialmente os Senadores de Pernambuco, que tanto o conheceram e que tanto o admiraram ao longo de sua trajetória.
Imagino que este País não pode continuar sendo o País da desmemória, da não-memória; tem que ser um País que cultive os seus valores. Conheci poucos que possam ter sido tão afirmativos e tão construtivos na vida pública do País, em quadra histórica muito dura, como foi a quadra do regime autoritário, como o Senador Marcos Freire.
Muito obrigado, Sr. Presidente.
Era o que tinha a dizer.
Veja a fala de Sérgio Guerra:
O SR. SÉRGIO GUERRA (PSDB – PE. Para encaminhar. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, tanto no meu caso, como no caso do Senador Jarbas Vasconcelos, convivemos em Pernambuco com o Senador Marcos Freire. Fizemos a campanha dele para Governador e o conhecemos intimamente. Sem dúvida, como disse o Senador Arthur Virgílio, foi um líder que soube desempenhar um papel adequado ao momento em que viveu, lançando a base para uma ação política conseqüente de oposicionistas brasileiros.
Temperamento extremamente afável, personalidade das mais generosas, o Senador Marcos Freire foi um grande homem público, um talento. Coragem política, determinação, uma procura obsessiva na defesa daquilo que acreditava e também de seus objetivos. Morreu precocemente, e fez falta a Pernambuco e ao Brasil.
Não poderia ser outra a nossa palavra – e, tenho certeza, do Senador Jarbas Vasconcelos e de todos os pernambucanos –, de consideração e respeito, neste dia em que lembramos a morte de um grande brasileiro, que foi o Senador Marcos Freire, de quem fomos amigos, cuja família é nossa amiga, e que prestou um grande serviço à democracia brasileira e a Pernambuco, de uma maneira especial.
Veja a fala de Jarbas Vasconcelos:
O SR. JARBAS VASCONCELOS (PMDB – PE. Para encaminhar. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, incorporo-me às homenagens justas que o Plenário do Senado presta à memória do Senador Marcos Freire, pernambucano, desaparecido há vinte anos.
Exemplo de combatividade, de correção, de dignidade, ele marcou a sua presença no Congresso Nacional tanto no exercício de um mandato de Deputado, representando Pernambuco, como aqui, no Senado da República, pela sua voz corajosa, destemida, com que enfrentou a ditadura e defendeu os interesses do Estado de Pernambuco e do País.
Dessa forma, quero me associar às justas homenagens prestadas à memória de Marcos Freire.
O SR. PRESIDENTE (Renan Calheiros. PMDB – AL) – Agradeço a V. Exª.
Senador Heráclito Fortes.
O SR. HERÁCLITO FORTES (DEM – PI. Para encaminhar. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, associo-me aos pernambucanos com assento nesta Casa e aos brasileiros que nesta tarde prestam reverência à memória de Marcos Freire.
Sou de uma geração sobre a qual Marcos Freire teve tremenda influência. E, com relação a mim, essa influência se redobra, porque eu tive o início da minha formação política exatamente em Pernambuco.
Lembro-me bem: na campanha de 70 – o Senador Sérgio Guerra, bem novinho –, acompanhei a primeira eleição do Deputado Marcos Freire. Ele, que havia dois anos antes renunciado, eleito que fora, à Prefeitura de Olinda.
Veja a manifestação do senador Tasso Jereissati sobre ACM:
O SR. TASSO JEREISSATI (PSDB – CE. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, apenas para lembrar que hoje acontece na Bahia uma homenagem ao nosso querido e saudoso Senador Antonio Carlos Magalhães pelo trigésimo dia de seu falecimento. Hoje também seria o aniversário do Senador Antonio Carlos Magalhães, quando ele completaria oitenta anos.
Tive o privilégio de participar, na Igreja do Bonfim, dessa bonita homenagem que a Bahia toda faz, mostrando ao saudoso e ilustre baiano todo o amor e todo o respeito que tem por sua memória.
Quero compartilhar com os nossos colegas Senadores a homenagem ao nosso querido ACM.
Veja a fala do senador José Agripino(DEM-RN), líder partidário dos Democratas:
O SR. JOSÉ AGRIPINO (DEM – RN. Como Líder. Sem revisão do orador) – Sr. Presidente, V. Exª me telefonou no começo da tarde, eu estava acabando de desembarcar de Salvador, onde fui participar da missa que reuniu os amigos do Senador Antonio Carlos Magalhães, que todo ano se reuniam – ou no Pelourinho ou na Igreja do Bonfim – para comemorar mais um ano de vida de S. Exª.
Este ano, em vez de mais um ano de vida, os amigos ser reuniram para homenagear a memória de um cidadão que marcou – e marcou muito – este Plenário. Homem de virtudes e defeitos, mas um homem de muito espírito público e a quem a Bahia deve muito.
Saí do meu Estado no domingo, fui a São Paulo, na segunda-feira, para compromissos dos quais não poderia abrir mão e, na noite de ontem, fui a Salvador e hoje de manhã estava lá. Ao desembarcar em Brasília, às três da tarde, recebi uma ligação de V. Exª, que me convidava para assistir ao pronunciamento que V. Exª faria. Disse a V. Exª que estava desembarcando, mas que faria todo esforço, e aqui cheguei para ouvi-lo – quase que do meio para o fim, mas para ouvi-lo. Tive de sair em seguida para receber uma autoridade, o que fiz rapidamente.
Agora, quero fazer aqui uma observação e manifestar uma posição do meu Partido. Acho que está certíssima a Casa – quando digo a Casa, são os Líderes e até mesmo V. Exª – em abreviar esse processo.
Nós temos de definir este assunto de condenação ou de absolvição, Senador Renan Calheiros, pelo voto; pelo voto, definitivamente. Não tem de haver mais apelo de coisa nenhuma; é pelo voto, pragmaticamente pelo voto.
Há os que se incomodam e os que não se incomodam de vê-lo presidindo esta sessão. Pouco importa. Importa é que temos de decidir se V. Exª vai, pelo voto, continuar ou não presidindo esta Casa. E temos de fazê-lo mais rápido, porque é constrangedor para V. Exª e para nós ouvi-lo apresentando a sua defesa, e nós termos de concordar ou de discordar, de forma frontal com ela. Isso é sempre muito desagradável; é sempre muito desagradável. Nós temos de abreviar este processo, Presidente Renan, para que não nos cobrem providências outras que não dependem de nós. O voto depende de nós. O voto é um dever de consciência de cada um de nós e depende de nós. E temos de fazer isso o mais rápido possível.
O Senador Arthur Virgílio fez uma proposta com a qual quero concordar, e quero manifestar a posição do meu Partido. É votarmos amanhã, como o Conselho de Ética decidiu: pelo processo de voto aberto no Conselho de Ética, o relatório do Senador Almeida Lima ou o relatório da Senadora Marisa Serrano com Renato Casagrande. Se, porventura, sair vencedor o voto de Almeida Lima, o processo estará arquivado. Se, porventura, ganhar o processo ou o relatório da Senadora Marisa Serrano e do Senador Renato Casagrande, estará aberto um processo por quebra de decoro, que terá de ir à CCJ e, da CCJ, ao Plenário. É aí que eu acho que estamos todos acordes: temos de dar celeridade a esse processo. Aí, eu quero me manifestar. Eu não conversei ainda com o Senador Marco Maciel, que é o Presidente da CCJ, sobre essa proposta específica, mas tenho certeza absoluta de que S. Exª concordará em fazer, se for o caso, uma reunião extra da CCJ amanhã, para cumprir a obrigação da Comissão em se manifestar sobre a legalidade e a constitucionalidade, se for o caso, da abertura do processo. Aí, caberá a V. Exª marcar a data para que, na semana que entra, possamos apreciar, pelo voto secreto, como manda a Constituição, o processo que possa chegar ao plenário.
Quero manifestar o meu absoluto “de acordo” com a Casa e com os Líderes, dizendo que o meu Partido está empenhado para que cheguemos a uma conclusão, pelo voto, sobre este assunto que incomoda muito a todos.
( da redação com informações de assessoria)
O senador Arthur Virgílio(AM), líder do PSDB, foi quem lembrou Marcos Freire porém chamou atenção as manifestações dos senadores Sérgio Guerra(PSDB-PE), Jarbas Vasconcelos(PMDB-PE) e Heráclito Fortes(DEM-PI)
Os senadores Tasso Jereissati(PSDB-CE) e José Agripino Maia(DEM-RN) fizeram questão de lembrar os eventos na Bahia por ACM.
Veja a íntegra das falas dos senadores sobre as citações:
O SR. ARTHUR VIRGÍLIO (PSDB – AM. Para encaminhar. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, o vigésimo aniversário de falecimento do Senador Marcos Freire não poderia passar, jamais, em branco.
Requeiro, aliás, que esse voto de lembrança seja levado, após aprovado pelo Senado Federal, ao conhecimento da viúva do Senador Marcos Freire, Srª Maria Carolina Vasconcelos Freire, e de seus filhos.
E leio, Sr. Presidente, a justificativa que embasa o requerimento que apresento à Mesa:
No dia 8 de setembro de 1987, uma notícia triste abalou o mundo político brasileiro. Um acidente aéreo, no sul do Pará, acabara de ceifar a vida de Marcos Freire, então Ministro da Reforma Agrária do Governo Sarney. Morria, em serviço, um dos mais brilhantes e destemidos parlamentares, que se destacara na luta contra a ditadura militar, pela restauração do regime democrático no País. Marcos Freire, natural do Recife, participara ativamente da política estudantil, desde os tempos em que cursava Direito na Universidade de Pernambuco, na década de 50. Logo depois de formado, em 1955, iniciou-se na vida pública, exercendo vários cargos na Prefeitura da capital
pernambucana, ao mesmo tempo em que se dedicava também ao ensino. Foi Professor da Faculdade de Ciências Econômicas e, depois, em 1967, titular da cátedra de Direito Constitucional da Faculdade de Direito da Universidade de Pernambuco. Em 1968, deu início à sua vitoriosa carreira política, elegendo-se, com expressiva votação, Prefeito da cidade de Olinda, pela legenda do antigo MDB. Ficou, porém, apenas dois dias no cargo. Em sinal de protesto contra a edição do Ato Institucional nº 5 pelo Governo militar e da cassação do Vice-Prefeito, renunciou ao mandato e voltou ao magistério, lecionando na Escola Superior de Relações Públicas de Recife. Em 1970, resolveu retomar a atividade política, elegendo-se, então, Deputado Federal pela legenda do MDB, com a maior votação do Estado. Na Câmara dos Deputados, teve proeminente atuação. Foi Vice-Líder do Partido e um dos fundadores do célebre e valoroso “Grupo Autêntico”, a ala mais avançada e mais aguerrida do partido de oposição ao regime militar. Em 1974, candidatou-se ao Senado Federal, lançando o lema de campanha que ficou na história: “Sem ódio e sem medo”. Foi um daqueles 16 oposicionistas que naquele ano se elegeram para a Câmara Alta – lembro que o Brasil, àquela altura, tinha apenas 22 Estados –, surpreendendo o regime. Com a redemocratização, Marcos freire foi escolhido por Tancredo Neves para assumir o Ministério da Reforma Agrária e, em face da doença de Tancredo Neves, foi confirmado e nomeado pelo Presidente José Sarney. Marcos Freire foi exemplo de dedicação e honradez na vida pública. É um desses nomes que o Senado Federal, que ele dignificou com a sua atuação, não pode esquecer. É nome que deve ser sempre lembrado num País de tão pouca memória e tão carente de valores como ele. São 20 anos sem Marcos Freire, nome que faz jus à homenagem que ora propomos.
Sr. Presidente, Marcos Freire é auto-explicável. Querido amigo, companheiro inesquecível, alguém que mostrava, a serviço do governo da transição democrática, a mesma competência e o mesmo espírito público dos seus tempos de atirar pedras no regime de força.
Marcos Freire poderia estar conosco hoje, aconselhando-nos; poderia estar conosco hoje, na vida pública, participando dela diretamente ou não. Mas, em outras palavras, sei que esse requerimento haverá de ser assinado por todos os Senadores presentes a esta sessão, especialmente os Senadores de Pernambuco, que tanto o conheceram e que tanto o admiraram ao longo de sua trajetória.
Imagino que este País não pode continuar sendo o País da desmemória, da não-memória; tem que ser um País que cultive os seus valores. Conheci poucos que possam ter sido tão afirmativos e tão construtivos na vida pública do País, em quadra histórica muito dura, como foi a quadra do regime autoritário, como o Senador Marcos Freire.
Muito obrigado, Sr. Presidente.
Era o que tinha a dizer.
Veja a fala de Sérgio Guerra:
O SR. SÉRGIO GUERRA (PSDB – PE. Para encaminhar. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, tanto no meu caso, como no caso do Senador Jarbas Vasconcelos, convivemos em Pernambuco com o Senador Marcos Freire. Fizemos a campanha dele para Governador e o conhecemos intimamente. Sem dúvida, como disse o Senador Arthur Virgílio, foi um líder que soube desempenhar um papel adequado ao momento em que viveu, lançando a base para uma ação política conseqüente de oposicionistas brasileiros.
Temperamento extremamente afável, personalidade das mais generosas, o Senador Marcos Freire foi um grande homem público, um talento. Coragem política, determinação, uma procura obsessiva na defesa daquilo que acreditava e também de seus objetivos. Morreu precocemente, e fez falta a Pernambuco e ao Brasil.
Não poderia ser outra a nossa palavra – e, tenho certeza, do Senador Jarbas Vasconcelos e de todos os pernambucanos –, de consideração e respeito, neste dia em que lembramos a morte de um grande brasileiro, que foi o Senador Marcos Freire, de quem fomos amigos, cuja família é nossa amiga, e que prestou um grande serviço à democracia brasileira e a Pernambuco, de uma maneira especial.
Veja a fala de Jarbas Vasconcelos:
O SR. JARBAS VASCONCELOS (PMDB – PE. Para encaminhar. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, incorporo-me às homenagens justas que o Plenário do Senado presta à memória do Senador Marcos Freire, pernambucano, desaparecido há vinte anos.
Exemplo de combatividade, de correção, de dignidade, ele marcou a sua presença no Congresso Nacional tanto no exercício de um mandato de Deputado, representando Pernambuco, como aqui, no Senado da República, pela sua voz corajosa, destemida, com que enfrentou a ditadura e defendeu os interesses do Estado de Pernambuco e do País.
Dessa forma, quero me associar às justas homenagens prestadas à memória de Marcos Freire.
O SR. PRESIDENTE (Renan Calheiros. PMDB – AL) – Agradeço a V. Exª.
Senador Heráclito Fortes.
O SR. HERÁCLITO FORTES (DEM – PI. Para encaminhar. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, associo-me aos pernambucanos com assento nesta Casa e aos brasileiros que nesta tarde prestam reverência à memória de Marcos Freire.
Sou de uma geração sobre a qual Marcos Freire teve tremenda influência. E, com relação a mim, essa influência se redobra, porque eu tive o início da minha formação política exatamente em Pernambuco.
Lembro-me bem: na campanha de 70 – o Senador Sérgio Guerra, bem novinho –, acompanhei a primeira eleição do Deputado Marcos Freire. Ele, que havia dois anos antes renunciado, eleito que fora, à Prefeitura de Olinda.
Veja a manifestação do senador Tasso Jereissati sobre ACM:
O SR. TASSO JEREISSATI (PSDB – CE. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, apenas para lembrar que hoje acontece na Bahia uma homenagem ao nosso querido e saudoso Senador Antonio Carlos Magalhães pelo trigésimo dia de seu falecimento. Hoje também seria o aniversário do Senador Antonio Carlos Magalhães, quando ele completaria oitenta anos.
Tive o privilégio de participar, na Igreja do Bonfim, dessa bonita homenagem que a Bahia toda faz, mostrando ao saudoso e ilustre baiano todo o amor e todo o respeito que tem por sua memória.
Quero compartilhar com os nossos colegas Senadores a homenagem ao nosso querido ACM.
Veja a fala do senador José Agripino(DEM-RN), líder partidário dos Democratas:
O SR. JOSÉ AGRIPINO (DEM – RN. Como Líder. Sem revisão do orador) – Sr. Presidente, V. Exª me telefonou no começo da tarde, eu estava acabando de desembarcar de Salvador, onde fui participar da missa que reuniu os amigos do Senador Antonio Carlos Magalhães, que todo ano se reuniam – ou no Pelourinho ou na Igreja do Bonfim – para comemorar mais um ano de vida de S. Exª.
Este ano, em vez de mais um ano de vida, os amigos ser reuniram para homenagear a memória de um cidadão que marcou – e marcou muito – este Plenário. Homem de virtudes e defeitos, mas um homem de muito espírito público e a quem a Bahia deve muito.
Saí do meu Estado no domingo, fui a São Paulo, na segunda-feira, para compromissos dos quais não poderia abrir mão e, na noite de ontem, fui a Salvador e hoje de manhã estava lá. Ao desembarcar em Brasília, às três da tarde, recebi uma ligação de V. Exª, que me convidava para assistir ao pronunciamento que V. Exª faria. Disse a V. Exª que estava desembarcando, mas que faria todo esforço, e aqui cheguei para ouvi-lo – quase que do meio para o fim, mas para ouvi-lo. Tive de sair em seguida para receber uma autoridade, o que fiz rapidamente.
Agora, quero fazer aqui uma observação e manifestar uma posição do meu Partido. Acho que está certíssima a Casa – quando digo a Casa, são os Líderes e até mesmo V. Exª – em abreviar esse processo.
Nós temos de definir este assunto de condenação ou de absolvição, Senador Renan Calheiros, pelo voto; pelo voto, definitivamente. Não tem de haver mais apelo de coisa nenhuma; é pelo voto, pragmaticamente pelo voto.
Há os que se incomodam e os que não se incomodam de vê-lo presidindo esta sessão. Pouco importa. Importa é que temos de decidir se V. Exª vai, pelo voto, continuar ou não presidindo esta Casa. E temos de fazê-lo mais rápido, porque é constrangedor para V. Exª e para nós ouvi-lo apresentando a sua defesa, e nós termos de concordar ou de discordar, de forma frontal com ela. Isso é sempre muito desagradável; é sempre muito desagradável. Nós temos de abreviar este processo, Presidente Renan, para que não nos cobrem providências outras que não dependem de nós. O voto depende de nós. O voto é um dever de consciência de cada um de nós e depende de nós. E temos de fazer isso o mais rápido possível.
O Senador Arthur Virgílio fez uma proposta com a qual quero concordar, e quero manifestar a posição do meu Partido. É votarmos amanhã, como o Conselho de Ética decidiu: pelo processo de voto aberto no Conselho de Ética, o relatório do Senador Almeida Lima ou o relatório da Senadora Marisa Serrano com Renato Casagrande. Se, porventura, sair vencedor o voto de Almeida Lima, o processo estará arquivado. Se, porventura, ganhar o processo ou o relatório da Senadora Marisa Serrano e do Senador Renato Casagrande, estará aberto um processo por quebra de decoro, que terá de ir à CCJ e, da CCJ, ao Plenário. É aí que eu acho que estamos todos acordes: temos de dar celeridade a esse processo. Aí, eu quero me manifestar. Eu não conversei ainda com o Senador Marco Maciel, que é o Presidente da CCJ, sobre essa proposta específica, mas tenho certeza absoluta de que S. Exª concordará em fazer, se for o caso, uma reunião extra da CCJ amanhã, para cumprir a obrigação da Comissão em se manifestar sobre a legalidade e a constitucionalidade, se for o caso, da abertura do processo. Aí, caberá a V. Exª marcar a data para que, na semana que entra, possamos apreciar, pelo voto secreto, como manda a Constituição, o processo que possa chegar ao plenário.
Quero manifestar o meu absoluto “de acordo” com a Casa e com os Líderes, dizendo que o meu Partido está empenhado para que cheguemos a uma conclusão, pelo voto, sobre este assunto que incomoda muito a todos.
( da redação com informações de assessoria)