Ceará. Técnicos afirmam que abalos sísmicos no Açude Castanhão são normais.
José Guimarães se tranqüilizou com debate e vai cobrar verbas para aparelhos de monitoramento.
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(Brasília-DF, 04/09/2007) A Comissão da Amazônia, Integração e desenvolvimento realizou hoje uma audiência a pedido do deputado José Guimarães (PT-CE) para avaliar situação do Açude Castanhão. A região onde se situa o açude, que fica a 253 Km de Fortaleza, vem sofrendo abalos sísmicos. “Estava preocupado porque não se faz uma obra dessa sem ter segurança máxima”, disse Guimarães. O deputado alegou que ficou alarmado com a situação pois o Açude de Castanhão é uma grande obra, com capacidade para represar 6,7 bilhões de metros cúbicos de água.
Após o debate, Guimarães anunciou que se tranqüilizou com as explicações dos técnicos presentes na audiência. “Quando a obra foi iniciada já se previa que tremores sísmicos fosse ocorrer. O estudo de impacto ambiental já previa os abalos”, explicou o parlamentar. “Os palestrantes afirmaram que só é preciso fazer um monitoramento 24h no local para detrectar alguma anormalidade”, complementou Guimarães.
O deputado cearense informou que vai diiscutir com a bancada uma forma de destinar recursos para melhorar a aparelhagem usada no monitoramento dos tremores. “Alguns aparelhos já estão obsoletos. Precisamos nos precaver”, declarou.
A audiência contou com a participação de engenheiro do DNOCs, Getúlio Peixoto Maia; de engenheiro da construtora Andrade Gutierrez, Ângelo Araújo de Freitas; e o professor Joaquim Mendes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, queé especialista na questão.
(por Liana Gesteira)