Pernambuco. Eduardo Campos fala sobre visita de Lula ao estado para lançar refinaria.
Ele falou sobre empresas que chegam ao Estado, sobre saúde, segurança, emprego.
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( Brasília-DF, 03/09/2007) A Política Real teve acesso.
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que recebe o Presidente Lula hoje a noite, eles que lançam a “Refinaria Abreu Lima” amanhã, deu entrevista a Globo Nordeste, em Recife. Tivemos acesso as falas dos governador do Estado que está em destaque face às expectativas de que deverá ser o que vai mais crescer neste segundo Governo Lula.
Campos falou sobre o encontro dos governadores nordestinos, hoje, e sobre diversos temas, como segurança, emprego e saúde pública. Veja a íntegra da entrevista:
Reforma Tributária, o que se pretende com esse encontro?
“Todos nós entendemos que é a hora do Brasil fazer uma reforma tributária. A carga sobre a sociedade está alta. Nós entendemos que há uma distribuição entre a União, Estados e municípios que precisa ser melhor. É preciso isso: tornar o sistema tributário brasileiro mais inteligente, não pode sufocar a geração de empregos.
Precisamos e estamos fazendo essa discussão junto com a Confederação Nacional da Indústria, o deputado Armando Monteiro que é o seu presidente, estará aqui e os governadores do Nordeste vão construir alguns princípios que devem guiar a reforma tributária.”
Principais pontos:
“É importante garantir o princípio do destino, ou seja, hoje nós nordestinos exportamos renda na hora que pagamos tributos de mercadorias que compramos aqui aos Estados que nos remetem essa mercadoria, esse é um primeiro ponto.
Segundo é tentarmos por fim a guerra fiscal honrando os compromissos que têm de incentivos às empresas que aqui vieram, mas que, num médio prazo, extinguindo isso e entrando em campo as políticas de incentivos fiscal regional, que devem ser exercidas pelo Governo Federal.
Aí entra a Sudene, que nós vimos ser recriada, mas temos uma grande preocupação para que ela tenha recursos. Não interessa uma Sudene frágil. Interessa uma Sudene fortalecida com recursos para investimentos em infra-estrutura e também com recursos para fazer incentivos fiscais para que o Nordeste possa ter um crescimento mais acelerado.
Pontos semelhantes:
“Na verdade, há uma grande concordância nas linhas gerais. O que é que vai pegar: como sair da guerra fiscal, em que tempo, com que mecanismo, porque tem Estados que olham Pernambuco como uma ameaça e acham que é preciso ter mais condições de incentivo.
Essa é uma primeira questão. E a outra questão que deve nos unir é a reivindicação para dar à Sudene força, recursos e orçamento para que ela cumpra, nesta nova etapa, o seu papel.”
Incentivos fiscais em Pernambuco
“Atualmente nós estamos inteiramente em dia com todas as empresas que apresentaram projetos. Os projetos foram analisados, todas as carta-consultas foram analisadas em uma seqüência de reuniões que o Condic fez. Pernambuco tem instrumentos de incentivo que são comparados a qualquer outro Estado da Federação. Nós estamos cumprindo todos os contratos que encontramos e os que fizemos para as empresas que estão chegando a Pernambuco.”
Existem muitas empresas querendo se instalar aqui?
“Há muitas, passam de 200 entre projetos e Cartas-consulta. Nossa disposição é que nem todos esses projetos têm que ir para Suape, eles precisam se espalhar pelo conjunto do Estado. Nós, inclusive, aumentamos o incentivo para quem vai para o interior. Estamos constituindo um fundo na AD/Diper para a melhoria dos distritos industriais do nosso interior e já estamos tendo êxito.
Agora mesmo duas empresas estão indo para Vitória, outra para Caruaru, outras para Mata Norte. Uma grande empresa nacional, na próxima semana, vem anunciar investimentos no Agreste Meridional, para que a gente também leve a geração de oportunidade de trabalho para o interior de Pernambuco.”
Visita do presidente Lula:
“Esse é um momento muito importante na vida do nosso Estado. Depois de muitos anos de luta, de tantos pernambucanos, chegou a hora de começarmos essa obra que vai mudar o patamar da economia de Pernambuco. Para você ter uma idéia, a refinaria representa quase duas vezes todo o investimento que já houve em Suape. Todos os empreendimentos que estão funcionando hoje em Suape, receberam cerca de R$ 5 bilhões em investimentos, a refinaria é um pouco mais de R$ 8 bilhões.
Ou seja, todo o investimento em infra-estrutura que foi feito em 30 anos, em Suape, pelo esforço de tantas pessoas, somam R$ 545 milhões. Só para a refinaria nós vamos precisar colocar de infra-estrutura, em três anos, cerca de R$ 240 milhões na via de contorno, no novo acesso direto da refinaria, na questão do píer para os petroleiros, na dragagem para os grandes navios que vão trazer o petróleo bruto puderem se aproximar e na linha de transmissão.
É um volume de geração de emprego que chegará em 2009 de 20 mil empregos só na obra. E ela se integra com o novo Pólo de Poliéster, de PTA, POI, confecção, indústria têxtil, ou seja, é com certeza um momento histórico. Devemos reconhecer o trabalho de todos os pernambucanos e trabalhar firme. “
Emprego:
“Veja que situação. Nós tivemos aquelas inscrições, porque jamais as escolas públicas em torno de Suape tiveram acesso a um processo de melhor qualificação para que os alunos pudessem disputar uma vaga no mercado de trabalho. Nós tivemos de fazer isso em articulação com os prefeitos. Ao mesmo tempo, esse ano, já duplicamos o número de vagas nas nossas escolas técnicas. Acabamos de fechar com o MEC a vinda de mais 5 Cefets para Pernambuco, dois agora para 2008, dois para 2009 e mais um em 2010.
Estamos lançando mais sete por responsabilidade do Estado. Acabamos, ainda este ano, a reforma no Etepam, voltando a ser uma escola técnica, onde nós investimos R$ 3,2 milhões. Conseguimos, para este ano, triplicar o volume de qualificação profissional na articulação com o Ministério de Trabalho, saímos de 7 mil vagas para 23 mil. Ou seja, é um esforço que estamos fazendo para corrigir, inclusive, distorções que nós encontramos de retirada do foco na qualificação profissional, que é tão importante para a nossa juventude. É hora de fazermos isso com grande esforço. “
Educação – salário dos professores baixo não atrapalha na qualidade?
“Claro que atrapalha, e não é só isso que atrapalha. Os tetos das escolas caindo como encontramos em 72 escolas e tivemos de arrumar espaço para 78 mil alunos. A falta do livro didático, por exemplo, para o ensino médio que nunca recebeu livros, os estudantes da rede pública estadual que nunca receberam fardamento e vão receber. E a questão da qualificação do profissional da educação.
Nós vamos recuperar, na medida em que o Estado tenha as condições, não só a questão do salário, mas a auto-estima dos profissionais de educação, a condição de trabalho e uma nova gestão sobre a escola. Para você ter uma idéia, nós diagnosticamos quase 12% da nossa carga horária sendo paga sem que os professores sequer estivessem lotados. O que isso significa? A gente fica precisando contratar mais gente, quando tem mais, não pode dar a quantidade de aumento que a gente desejava dar ao professor que dar aula, que é a grande maioria.”
Concurso
“Estamos terminando o levantamento da necessidade efetiva de novos professores. Na medida em que você coloca novos professores, você se limita à condição de dar melhor salário e condição de trabalho. Pelo nosso diagnóstico, não precisamos de tantos professores como se falava agora, no início do ano, quando assumimos o Governo. Esse trabalho nós estamos concluindo e vamos passar ao Ministério Público. Pela primeira vez começaremos o ano de 2008 com todas as escolas cuidadas e reformadas, com sistema de manutenção por cada regional do Estado, ou seja, qualquer necessidade de consertos terá uma firma imediatamente contratada para se fazer a manutenção. Então, bancas resolvidas, todos os professores em sala, fardamento pela primeira vez para todas as crianças, com bolsa, caderno, lápis e livro didáticos. Esse é o esforço que estamos fazendo para começar o ano de 2008 num outro patamar da educação em Pernambuco.”
Saúde
“ Nós já anunciamos, desde março, e estamos fazendo, um conjunto de investimentos emergenciais da ordem de R$ 54 milhões nas nossas emergências. Conseguimos recursos no ministério da saúde para qualificação da urgência e emergência junto ao ministério da Saúde e estamos fazendo um largo diagnóstico sobre a situação de pessoal e recursos humanos na saúde de Pernambuco.
Passamos aquele momento crítico, fizemos todo um processo de levantamento que está em curso nas urgências e emergência, e tem situações assim. Dentro em breve, nós vamos mostrar a necessidade de gestão também na Saúde. Há hospitais que faltam médicos na emergência, mas existem enfermarias com 30 leitos e 130 médicos trabalhando naquela enfermaria. Ou seja, há uma absoluta necessidade de rever e é o que nossa gestão está fazendo na educação e na saúde.
Essa história de sempre estar precisando de mais gente, ela só pode ser comprovada na hora em que tirarmos os diagnósticos. Tem hospitais em que existe muito mais gente do que se necessita. O que acontece? Tem um grupo de funcionários que trabalha muito e outra parte que sequer aparece para trabalhar.”
Segurança
“O doutor Romero Menezes foi convidado sim pelo novo diretor geral da Polícia Federal, Luis Fernando (Corrêa), que é um amigo nosso, uma das pessoas que me ajudou a identificar o doutor Romero Menezes como secretário ali na transição. Ele ainda não respondeu ao convite. O que eu posso dizer é que não haverá nenhuma mudança na política de segurança que viemos colocando em prática.
Estão havendo investimentos. Para você ter uma idéia, o prédio do batalhão de Casa Forte, por exemplo, que deixou de existir após a venda do terreno para a construção de um estacionamento para um shopping, já foi comprado.
Nós encontramos mais da metade das viaturas sucateadas. Está em curso uma licitação em que vamos alugar 450 novos carros, agora em novembro chegam, para o trabalho operacional.
Lá no Sertão, onde os policiais não tinham escolas para os filhos, estamos começando a construção dessas escolas. Aquela estrada que você viu, é uma estrada federal, a Polícia Rodoviária Federal é que deveria fazer aquele trabalho. Estamos contratando mais 1.000 policiais a cada ano daqui para frente mais dois mil para termos um efetivo maior, que possa estar estimulado a fazer o seu trabalho.
Fizemos todo um processo na revisão da carreira da PM e da Polícia Civil, estamos recuperando delegacias, batalhões, contratando pessoas. Mas para contratar um policial, levam cinco meses para um concurso e mais seis meses de treinamento. Portanto, é um esforço que vamos continuar a fazer, está dando e dará ainda melhores resultados no futuro. “
( da redação com informações de assessoria)
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que recebe o Presidente Lula hoje a noite, eles que lançam a “Refinaria Abreu Lima” amanhã, deu entrevista a Globo Nordeste, em Recife. Tivemos acesso as falas dos governador do Estado que está em destaque face às expectativas de que deverá ser o que vai mais crescer neste segundo Governo Lula.
Campos falou sobre o encontro dos governadores nordestinos, hoje, e sobre diversos temas, como segurança, emprego e saúde pública. Veja a íntegra da entrevista:
Reforma Tributária, o que se pretende com esse encontro?
“Todos nós entendemos que é a hora do Brasil fazer uma reforma tributária. A carga sobre a sociedade está alta. Nós entendemos que há uma distribuição entre a União, Estados e municípios que precisa ser melhor. É preciso isso: tornar o sistema tributário brasileiro mais inteligente, não pode sufocar a geração de empregos.
Precisamos e estamos fazendo essa discussão junto com a Confederação Nacional da Indústria, o deputado Armando Monteiro que é o seu presidente, estará aqui e os governadores do Nordeste vão construir alguns princípios que devem guiar a reforma tributária.”
Principais pontos:
“É importante garantir o princípio do destino, ou seja, hoje nós nordestinos exportamos renda na hora que pagamos tributos de mercadorias que compramos aqui aos Estados que nos remetem essa mercadoria, esse é um primeiro ponto.
Segundo é tentarmos por fim a guerra fiscal honrando os compromissos que têm de incentivos às empresas que aqui vieram, mas que, num médio prazo, extinguindo isso e entrando em campo as políticas de incentivos fiscal regional, que devem ser exercidas pelo Governo Federal.
Aí entra a Sudene, que nós vimos ser recriada, mas temos uma grande preocupação para que ela tenha recursos. Não interessa uma Sudene frágil. Interessa uma Sudene fortalecida com recursos para investimentos em infra-estrutura e também com recursos para fazer incentivos fiscais para que o Nordeste possa ter um crescimento mais acelerado.
Pontos semelhantes:
“Na verdade, há uma grande concordância nas linhas gerais. O que é que vai pegar: como sair da guerra fiscal, em que tempo, com que mecanismo, porque tem Estados que olham Pernambuco como uma ameaça e acham que é preciso ter mais condições de incentivo.
Essa é uma primeira questão. E a outra questão que deve nos unir é a reivindicação para dar à Sudene força, recursos e orçamento para que ela cumpra, nesta nova etapa, o seu papel.”
Incentivos fiscais em Pernambuco
“Atualmente nós estamos inteiramente em dia com todas as empresas que apresentaram projetos. Os projetos foram analisados, todas as carta-consultas foram analisadas em uma seqüência de reuniões que o Condic fez. Pernambuco tem instrumentos de incentivo que são comparados a qualquer outro Estado da Federação. Nós estamos cumprindo todos os contratos que encontramos e os que fizemos para as empresas que estão chegando a Pernambuco.”
Existem muitas empresas querendo se instalar aqui?
“Há muitas, passam de 200 entre projetos e Cartas-consulta. Nossa disposição é que nem todos esses projetos têm que ir para Suape, eles precisam se espalhar pelo conjunto do Estado. Nós, inclusive, aumentamos o incentivo para quem vai para o interior. Estamos constituindo um fundo na AD/Diper para a melhoria dos distritos industriais do nosso interior e já estamos tendo êxito.
Agora mesmo duas empresas estão indo para Vitória, outra para Caruaru, outras para Mata Norte. Uma grande empresa nacional, na próxima semana, vem anunciar investimentos no Agreste Meridional, para que a gente também leve a geração de oportunidade de trabalho para o interior de Pernambuco.”
Visita do presidente Lula:
“Esse é um momento muito importante na vida do nosso Estado. Depois de muitos anos de luta, de tantos pernambucanos, chegou a hora de começarmos essa obra que vai mudar o patamar da economia de Pernambuco. Para você ter uma idéia, a refinaria representa quase duas vezes todo o investimento que já houve em Suape. Todos os empreendimentos que estão funcionando hoje em Suape, receberam cerca de R$ 5 bilhões em investimentos, a refinaria é um pouco mais de R$ 8 bilhões.
Ou seja, todo o investimento em infra-estrutura que foi feito em 30 anos, em Suape, pelo esforço de tantas pessoas, somam R$ 545 milhões. Só para a refinaria nós vamos precisar colocar de infra-estrutura, em três anos, cerca de R$ 240 milhões na via de contorno, no novo acesso direto da refinaria, na questão do píer para os petroleiros, na dragagem para os grandes navios que vão trazer o petróleo bruto puderem se aproximar e na linha de transmissão.
É um volume de geração de emprego que chegará em 2009 de 20 mil empregos só na obra. E ela se integra com o novo Pólo de Poliéster, de PTA, POI, confecção, indústria têxtil, ou seja, é com certeza um momento histórico. Devemos reconhecer o trabalho de todos os pernambucanos e trabalhar firme. “
Emprego:
“Veja que situação. Nós tivemos aquelas inscrições, porque jamais as escolas públicas em torno de Suape tiveram acesso a um processo de melhor qualificação para que os alunos pudessem disputar uma vaga no mercado de trabalho. Nós tivemos de fazer isso em articulação com os prefeitos. Ao mesmo tempo, esse ano, já duplicamos o número de vagas nas nossas escolas técnicas. Acabamos de fechar com o MEC a vinda de mais 5 Cefets para Pernambuco, dois agora para 2008, dois para 2009 e mais um em 2010.
Estamos lançando mais sete por responsabilidade do Estado. Acabamos, ainda este ano, a reforma no Etepam, voltando a ser uma escola técnica, onde nós investimos R$ 3,2 milhões. Conseguimos, para este ano, triplicar o volume de qualificação profissional na articulação com o Ministério de Trabalho, saímos de 7 mil vagas para 23 mil. Ou seja, é um esforço que estamos fazendo para corrigir, inclusive, distorções que nós encontramos de retirada do foco na qualificação profissional, que é tão importante para a nossa juventude. É hora de fazermos isso com grande esforço. “
Educação – salário dos professores baixo não atrapalha na qualidade?
“Claro que atrapalha, e não é só isso que atrapalha. Os tetos das escolas caindo como encontramos em 72 escolas e tivemos de arrumar espaço para 78 mil alunos. A falta do livro didático, por exemplo, para o ensino médio que nunca recebeu livros, os estudantes da rede pública estadual que nunca receberam fardamento e vão receber. E a questão da qualificação do profissional da educação.
Nós vamos recuperar, na medida em que o Estado tenha as condições, não só a questão do salário, mas a auto-estima dos profissionais de educação, a condição de trabalho e uma nova gestão sobre a escola. Para você ter uma idéia, nós diagnosticamos quase 12% da nossa carga horária sendo paga sem que os professores sequer estivessem lotados. O que isso significa? A gente fica precisando contratar mais gente, quando tem mais, não pode dar a quantidade de aumento que a gente desejava dar ao professor que dar aula, que é a grande maioria.”
Concurso
“Estamos terminando o levantamento da necessidade efetiva de novos professores. Na medida em que você coloca novos professores, você se limita à condição de dar melhor salário e condição de trabalho. Pelo nosso diagnóstico, não precisamos de tantos professores como se falava agora, no início do ano, quando assumimos o Governo. Esse trabalho nós estamos concluindo e vamos passar ao Ministério Público. Pela primeira vez começaremos o ano de 2008 com todas as escolas cuidadas e reformadas, com sistema de manutenção por cada regional do Estado, ou seja, qualquer necessidade de consertos terá uma firma imediatamente contratada para se fazer a manutenção. Então, bancas resolvidas, todos os professores em sala, fardamento pela primeira vez para todas as crianças, com bolsa, caderno, lápis e livro didáticos. Esse é o esforço que estamos fazendo para começar o ano de 2008 num outro patamar da educação em Pernambuco.”
Saúde
“ Nós já anunciamos, desde março, e estamos fazendo, um conjunto de investimentos emergenciais da ordem de R$ 54 milhões nas nossas emergências. Conseguimos recursos no ministério da saúde para qualificação da urgência e emergência junto ao ministério da Saúde e estamos fazendo um largo diagnóstico sobre a situação de pessoal e recursos humanos na saúde de Pernambuco.
Passamos aquele momento crítico, fizemos todo um processo de levantamento que está em curso nas urgências e emergência, e tem situações assim. Dentro em breve, nós vamos mostrar a necessidade de gestão também na Saúde. Há hospitais que faltam médicos na emergência, mas existem enfermarias com 30 leitos e 130 médicos trabalhando naquela enfermaria. Ou seja, há uma absoluta necessidade de rever e é o que nossa gestão está fazendo na educação e na saúde.
Essa história de sempre estar precisando de mais gente, ela só pode ser comprovada na hora em que tirarmos os diagnósticos. Tem hospitais em que existe muito mais gente do que se necessita. O que acontece? Tem um grupo de funcionários que trabalha muito e outra parte que sequer aparece para trabalhar.”
Segurança
“O doutor Romero Menezes foi convidado sim pelo novo diretor geral da Polícia Federal, Luis Fernando (Corrêa), que é um amigo nosso, uma das pessoas que me ajudou a identificar o doutor Romero Menezes como secretário ali na transição. Ele ainda não respondeu ao convite. O que eu posso dizer é que não haverá nenhuma mudança na política de segurança que viemos colocando em prática.
Estão havendo investimentos. Para você ter uma idéia, o prédio do batalhão de Casa Forte, por exemplo, que deixou de existir após a venda do terreno para a construção de um estacionamento para um shopping, já foi comprado.
Nós encontramos mais da metade das viaturas sucateadas. Está em curso uma licitação em que vamos alugar 450 novos carros, agora em novembro chegam, para o trabalho operacional.
Lá no Sertão, onde os policiais não tinham escolas para os filhos, estamos começando a construção dessas escolas. Aquela estrada que você viu, é uma estrada federal, a Polícia Rodoviária Federal é que deveria fazer aquele trabalho. Estamos contratando mais 1.000 policiais a cada ano daqui para frente mais dois mil para termos um efetivo maior, que possa estar estimulado a fazer o seu trabalho.
Fizemos todo um processo na revisão da carreira da PM e da Polícia Civil, estamos recuperando delegacias, batalhões, contratando pessoas. Mas para contratar um policial, levam cinco meses para um concurso e mais seis meses de treinamento. Portanto, é um esforço que vamos continuar a fazer, está dando e dará ainda melhores resultados no futuro. “
( da redação com informações de assessoria)