Nordeste e Senado. Renan Calheiros disse que não encomendou parece e leu carta.
Ele leu o pedido de demissão do servidor que teria dito que estaria sendo pressionado.
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( Brasília-DF, 29/08/2007) A Política Real está atenta. O Senado chamou atenção nesta tarde face a divulgação por alguns jornais nacionais de que funcionário de carreira do Senado estaria sendo pressionado para dar parece favorável a votação secreta no Conselho de Ética no caso do pagamento de despesas pessoais.
O senador Renan Calheiros(PMDB-AL) instado a falar sobre o caso pelo líder do PSDB, senador Arthur Virgílio disse que não queria comprar parecer nenhum e acabou por ler uma carta do servidor que teria sido pressionado.
Veja a íntegra da falação dos dois que foi antes da ordem do dia de hoje:
Arthu Virgílio(PSDB-AM) – Sr. Presidente, gostaria de ouvir a palavra de V. Exª a respeito deste último fato, envolvendo funcionário da Casa, que se diz pressionado e que, por isso, teria aberto mão de um cargo em comissão na Casa.
Gostaria de ouvir a palavra de V. Exª porque esta é uma indagação que responderia aos anseios do Plenário.
Renan Calheiros- “ Agradeço a oportunidade da pergunta, sobretudo pela possibilidade de, de uma só vez, fazer o esclarecimento ao Senado Federal e ao Brasil.
Desde que foi instaurado o processo contra mim, passei o comando da condução da investigação para o Senador Tião Viana, demonstrando absoluta isenção com o aprofundamento da investigação, objetivando as verdades que o Brasil sempre quis saber.
Pedi, Sr. Presidente – e também não foi divulgado –, que o Ministério Público me investigasse para que eu pudesse, comprovadamente, apresentar as provas da verdade, fazendo a inversão do ônus da prova e a prova contrária, que é algo condenado desde o Direito Romano.
Antes disso, sem que ninguém tivesse me pedido nada, absolutamente nada, abri mão de todos os meus sigilos perante este Senado Federal. Nunca permiti que utilizassem a máquina do Senado Federal para beneficiar ninguém, absolutamente ninguém, muito menos o seu Presidente.
V. Exª sabe, o Senado sabe, que sou um democrata. Já disse, durante esta semana, que, mesmo sendo vítima do excesso da democracia, continuarei defendendo, com toda ênfase, a democracia como o melhor regime de governo.
Simplesmente não conheço o Dr. Marco Evandro. Não o conheço. Hoje, recebi uma carta, que exibo ao Senado Federal, dizendo o seguinte: "Solicito a V. Exª, à Secretaria-Geral da Mesa, que encaminhe ao Excelentíssimo Sr. Presidente do Senado Federal minha solicitação de dispensa, em caráter irrevogável, da função comissionada da Secretaria-Geral da Mesa Adjunta, símbolo FC – 9.”
Vou repetir para que a Casa e o País ouçam: “Esclareço, por oportuno, que em momento algum concedi entrevista a qualquer veículo de comunicação”
( da redação com informações da taquigrafia do Senado)