31 de julho de 2025

Nordeste e o Parlamento. Gaudenzi chamou atenção na sessão do PSB.

Foi anunciada sua chegada a Infraero na condição de executivo, mas o PSB dá sinais de que deseja ganhar com seu desempenho.

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por Genésio Araújo Junior.

( Brasília-DF, 27/08/2007) A Política Real está atenta. A presença do presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi, na sessão solene organizada pela Câmara Federal por conta dos 60 anos do Partido Socialista Brasileiro não chamou atenção só dos jornalistas que vêm cobrindo a CPI da Crise Aérea, tanto na Câmara como no Senado.

Gaudenzi chegou ao comando da Infraero, a estatal que controla os aeroportos no país, a condição de um profissional, executivo competente, indicado pelo ministro da Defesa, Nélson Jobim. Gaudenzi fez questão de assumir o comando da estatal alegando que seus diretores iriam assumir sem compromissos políticos-partidários e que poderiam formar suas equipes sem interferência. A intenção era clara, acabar com a imagem de cabide de empregos que a estatal ganhou no pior momento da crise política após as quedas dos aviões da Gol e da Tam, especialmente.

Após a chegada de Jobim ao Ministério da Defesa passou a ser comum se dizer que se o ex-presidente do Supremo tivesse sucesso poderia ser um bom candidato do PMDB à sucessão de Lula. Quando Gaudenzi assumiu, ele que veio da Agência Espacial Brasileira, AEB, inidicado por Eduardo Campos e Sérgio Rezende – a Infraero boa parte do PSB foi a sua posse. Agora, o PSB ao expor Gaudenzi, citado por todos no evento desta manhã, também anuncia quer os dividendos políticos de seu sucesso, se houver.

Com isso, o PMDB não ficaria sozinho com os ganhos políticos de uma solução na Crise Aérea. O PSB tem um pré-candidato à Presidência da República que não deseja deixar o PMDB atuar sozinho na cena governamental. O deputado federal Ciro Gomes seria, naturalmente, um dos beneficiados do sucesso de Gaudenzi ao tempo que ligado a Campos, que não arreda a condição de contolador da máquina partidária.

O presidente, em exercício do PSB, Roberto Amaral, apesar de ser um homem de opinião não discrepa de Campos na condução do Partido. Amaral é tido como o melhor substituto que Campos poderia ter, além de fazer o estilo Arraes, de poucas falas e poucos sorrisos.

( por Genésio Araújo Junior, da coordenação)