Nordeste e o Poder. União entre tucanos e petistas na região deverá ser um desafio para o novo comando do PSDB.
Futuro presidente dos tucanos, senador Sérgio Guerra(PE), terá o desafio de evitar a confusão que une tucanos e petistas no Nordeste
Publicado em
( Brasília-DF, 11/07/2007) A Política Real vem acompanhando.
Quando a primavera chegar o PSDB deverá mudar o seu comando partidário - entre os pernambucanos e cearenses é tido como certo que o senador Tasso Jereissati(CE) vai passar o comando da agremiação para o senador Sérgio Guerra(PE). A sintonia entre os dois chama atenção. A ligação entre os dois passou a ser mais flagrante após os problemas de saúde do senador ACM(DEM-BA) que era o “par constante” de Jereissati no Senado para estranheza de alguns tucanos. Guerra, quando assumir o partido na convenção dos dias 21 e 22 de setembro, terá pela frente um grande problema para resolver: a busca da identidade tucana, especialmente no Nordeste.
Todas as pesquisas apontam como o presidente Lula, o PT e seus aliados, especialmente o PSB, estão fortes na região. No caso dos partidos, fica evidente, com o comando de vários executivos na região sendo tocados por filiados a esses partidos com amplo apoio federal. Além disso Guerra terá que trabalhar para tirar da cabeça do eleitor a sintonia que se vê em muitos estados entre tucanos e petistas. Para um partido que deseja voltar ao comando da República, e do principal posto da Federação, a União, é necessário que fique claro o que um e o outro.
O PSDB é hoje, no Nordeste, forte em estados como Maranhão, Ceará e Paraíba. O PSDB tem nomes importantes na Bahia, mas nunca foi robusto por lá. Em alguns estados da região o partido ficou sem representantes federais, como em Alagoas, Piauí e no Rio Grande do Norte. É verdade que nos estados, nas representações estaduais e municipais ,esse tamanho não é tão pequeno.
Nos estados onde o partido têm representação federal mais importante, como o Maranhão, só o deputado Sebastião Madeira, presidente do Instituto Teotônio Vilela, ITV, deve ter votado, segundo muitas fontes da agência, no ex-governador Alckmin para presidente no ano passado. Os 4 deputados federais do Estado, onde o partido tem maior número de membros na Câmara Federal, dividem poder com petistas e pedetistas no Estado e acabam votando com interesses do Presidente Lula aqui em Brasília a pedido do governador Jackson Lago.
No Ceará, chamou atenção, ontem, o lançamento da Frente em Defesa da Assistência Social, comandada pelo deputado Raimundo Matos(CE), um dos vice-líderes do partido na Câmara Federal que foi exautivamente elogiado pelo ministro Patrus Ananias, do MDS, face a iniciativa que reunir quase duas centenas de lideranças do setor na Câmara Federal. Matos é visto como o único oposicionista na bancada federal do Ceará, que já chegou a ter seis deputados tucanos dos 21.
Na Paraíba, com dois deputados federais e um senador, como é o caso de Pernambuco – já virou motivo de gozação no Palácio do Planalto como o governador Cássio Cunha Lima é querido por Lula. Ele não ataca, com os seus, na AL-PB, nem o Governo Federal nem o Presidente Lula.
Dos tucanos nordestinos, apesar do estilo “low profile”, parece ser em Pernambuco o único estado da região onde tucano é tucano e petista é petista. A liderança transversa no partido que o senador Jarbas Vasconcelos(PMDB-PE) tem parece não dar fôlego para caminho diverso.
Na Bahia, os tucanos estão dentro do governo petista de Jaques Wagner. É histórica a ligação entre os oposicionistas ao carlismo no Estado.
No Sergipe, o ex-senador, ex-governador e ex-presidente da CNI, Albano Franco(SE), é visto como mais próximo do governador Marcelo Déda(PT) que o deputado federal Iran Saraiva(PT), que eleito em primeiro mandato, foi vereador em Aracaju na época que o atual governador foi prefeito da Capital daquele Estado.
No Piauí, onde o prefeito da capital, Teresina, está nas mãos dos tucanos há duas décadas, virou motivo de piada a união entre o prefeito Sílvio Mendes e o governador petista W. Dias. Diz-se em Teresina que se o governador não fosse tão partidário adoraria apoiar a eleição de Mendes, apoiado pela maioria dos partidos que deram apoio a Dias na eleição do ano passado, como o senador João Vicente Claudino(PTB-PI) e o vice-governador Wilson Martins(PSB).
AJUSTES – O PSDB vem realizando uma série de encontro nos estados para marcar sua presença, porém todos acreditam que o que poderá ao senador Sérgio Guerra em dar uma cara mais autêntica ao partido serão as eleições municipais de 2.008. A dúvida que também surge, com ares de pergunta egípcia: vai dar tempo?
( por Genésio Araújo Junior, coordenador-editor )
Quando a primavera chegar o PSDB deverá mudar o seu comando partidário - entre os pernambucanos e cearenses é tido como certo que o senador Tasso Jereissati(CE) vai passar o comando da agremiação para o senador Sérgio Guerra(PE). A sintonia entre os dois chama atenção. A ligação entre os dois passou a ser mais flagrante após os problemas de saúde do senador ACM(DEM-BA) que era o “par constante” de Jereissati no Senado para estranheza de alguns tucanos. Guerra, quando assumir o partido na convenção dos dias 21 e 22 de setembro, terá pela frente um grande problema para resolver: a busca da identidade tucana, especialmente no Nordeste.
Todas as pesquisas apontam como o presidente Lula, o PT e seus aliados, especialmente o PSB, estão fortes na região. No caso dos partidos, fica evidente, com o comando de vários executivos na região sendo tocados por filiados a esses partidos com amplo apoio federal. Além disso Guerra terá que trabalhar para tirar da cabeça do eleitor a sintonia que se vê em muitos estados entre tucanos e petistas. Para um partido que deseja voltar ao comando da República, e do principal posto da Federação, a União, é necessário que fique claro o que um e o outro.
O PSDB é hoje, no Nordeste, forte em estados como Maranhão, Ceará e Paraíba. O PSDB tem nomes importantes na Bahia, mas nunca foi robusto por lá. Em alguns estados da região o partido ficou sem representantes federais, como em Alagoas, Piauí e no Rio Grande do Norte. É verdade que nos estados, nas representações estaduais e municipais ,esse tamanho não é tão pequeno.
Nos estados onde o partido têm representação federal mais importante, como o Maranhão, só o deputado Sebastião Madeira, presidente do Instituto Teotônio Vilela, ITV, deve ter votado, segundo muitas fontes da agência, no ex-governador Alckmin para presidente no ano passado. Os 4 deputados federais do Estado, onde o partido tem maior número de membros na Câmara Federal, dividem poder com petistas e pedetistas no Estado e acabam votando com interesses do Presidente Lula aqui em Brasília a pedido do governador Jackson Lago.
No Ceará, chamou atenção, ontem, o lançamento da Frente em Defesa da Assistência Social, comandada pelo deputado Raimundo Matos(CE), um dos vice-líderes do partido na Câmara Federal que foi exautivamente elogiado pelo ministro Patrus Ananias, do MDS, face a iniciativa que reunir quase duas centenas de lideranças do setor na Câmara Federal. Matos é visto como o único oposicionista na bancada federal do Ceará, que já chegou a ter seis deputados tucanos dos 21.
Na Paraíba, com dois deputados federais e um senador, como é o caso de Pernambuco – já virou motivo de gozação no Palácio do Planalto como o governador Cássio Cunha Lima é querido por Lula. Ele não ataca, com os seus, na AL-PB, nem o Governo Federal nem o Presidente Lula.
Dos tucanos nordestinos, apesar do estilo “low profile”, parece ser em Pernambuco o único estado da região onde tucano é tucano e petista é petista. A liderança transversa no partido que o senador Jarbas Vasconcelos(PMDB-PE) tem parece não dar fôlego para caminho diverso.
Na Bahia, os tucanos estão dentro do governo petista de Jaques Wagner. É histórica a ligação entre os oposicionistas ao carlismo no Estado.
No Sergipe, o ex-senador, ex-governador e ex-presidente da CNI, Albano Franco(SE), é visto como mais próximo do governador Marcelo Déda(PT) que o deputado federal Iran Saraiva(PT), que eleito em primeiro mandato, foi vereador em Aracaju na época que o atual governador foi prefeito da Capital daquele Estado.
No Piauí, onde o prefeito da capital, Teresina, está nas mãos dos tucanos há duas décadas, virou motivo de piada a união entre o prefeito Sílvio Mendes e o governador petista W. Dias. Diz-se em Teresina que se o governador não fosse tão partidário adoraria apoiar a eleição de Mendes, apoiado pela maioria dos partidos que deram apoio a Dias na eleição do ano passado, como o senador João Vicente Claudino(PTB-PI) e o vice-governador Wilson Martins(PSB).
AJUSTES – O PSDB vem realizando uma série de encontro nos estados para marcar sua presença, porém todos acreditam que o que poderá ao senador Sérgio Guerra em dar uma cara mais autêntica ao partido serão as eleições municipais de 2.008. A dúvida que também surge, com ares de pergunta egípcia: vai dar tempo?
( por Genésio Araújo Junior, coordenador-editor )