31 de julho de 2025

Nordeste e o Plano Agrícola. Novata foi a primeira a avaliar o Plano Safra no Nordeste.

Oeste baiano foi o destaque.

Publicado em
( Brasília-DF, 29/06/2007) A Política Real teve acesso.

A deputado Jusmari Oliveira(PR-BA), uma novata, foi a primeira a repercutir no plenário Ulysses Guimarães, da Câmara Federal, o lançamento do Plano de Safra Agrícola lançado pelo presidente Lula e os ministros da Agricultura e Pecuária, Reinhold Stephanes, e de Guilherme Cassel, do MDA.

Numa fala equilibrada, a parlamentar citou nove vezes a Embrapa, disse que a agricultura no Brasil vai bem mais os agricultores vão mal. Sobre o Nordeste e a Bahia se prendeu - ela destacou a importância da chegada de um centro de pesquisas da Embrapa no oeste baiano.

“Todos sabem que a agricultura tem sido a mola mestra do desenvolvimento daquela região. Tenho falado nesta Casa constantemente sobre a importância da agricultura para o desenvolvimento do cerrado da Bahia. A EMBRAPA foi a principal responsável por comprovar ao Brasil que o cerrado baiano poderia ser um celeiro, um pólo de desenvolvimento, ao realizar pesquisas e comprovar a possibilidade da produção de grãos nessa região. A EMBRAPA inclusive é hoje uma parceira importante da nossa EBDA — Empresa Baiana de Desenvolvimento Agropecuário — e da nossa Fundação BA para desenvolver pesquisas importantes e mostrar novos rumos para a produção agrícola de nossa região.”

Veja a íntegra da falação da parlamentar:



“ Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, nos últimos 2 dias, durante o lançamento do Plano Safra 2007/2008, no Palácio do Planalto, ouvimos do Presidente Lula, bem como o Ministro Guilherme Cassel e o Ministro Reinhold Stephanes, que o Governo Federal busca dispositivos e instrumentos que dêem consolidação definitiva à agricultura brasileira para que não seja necessário recorrer a instrumentos especiais em todos os momentos de calamidade ou de dificuldade.

Sabemos que a agricultura é muito instável. Nós, que somos agricultores, e representamos a agricultura nesta Casa sabemos que na agricultura há 1 ano ou 2 anos de bonança e, depois, infelizmente, 1 ano de dificuldades, em função de intempéries, secas, excesso de chuvas, falta de casamento entre planos econômicos, enfim, todos esses problemas para os quais vimos apontando nesta Casa, que são um grande empecilho para o nosso setor.

Os números dizem que a agricultura brasileira vai bem, mas nós agricultores dizemos que nós vamos mal. Colaboramos com a economia brasileira, por meio do barateamento da cesta básica e da melhoria da alimentação dos brasileiros, mas, nas nossas propriedades, sentimos as mesmas dificuldades que todos os brasileiros que são beneficiados por nós. Nosso lucro e nossa renda a cada ano diminui, devido às excessivas dificuldades de anos e anos de intempéries e calamidades, como reconheceu ontem o Presidente Lula.

Repudiamos os altos juros praticados no País, por isso esperávamos que os juros do Plano Safra viessem um pouco mais baixos do que foi anunciado pelo Presidente e seus Ministros. Era o que nós, do setor agrícola, esperávamos , por isso não estamos satisfeitos com as taxas de juros anunciadas ontem pelo Governo Federal.

Mesmo discordando nessa questão, temos que reconhecer que houve um avanço significativo por parte do Governo brasileiro com relação aos nossos agricultores, especialmente da agricultura familiar. Houve o aumento do volume de recursos, a diminuição das taxas de juros e também uma visibilidade maior na questão do aumento dos serviços de assistência técnica à nossa agricultura. Mas consideramos importante, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, — é a nossa luta nesta Casa — o apoio à agricultura familiar no que tange à pesquisa. Buscamos no nosso mandato e no nosso compromisso com as nossas bases a implantação de um centro de pesquisas da EMBRAPA na região oeste da Bahia.

Todos sabem que a agricultura tem sido a mola mestra do desenvolvimento daquela região. Tenho falado nesta Casa constantemente sobre a importância da agricultura para o desenvolvimento do cerrado da Bahia. A EMBRAPA foi a principal responsável por comprovar ao Brasil que o cerrado baiano poderia ser um celeiro, um pólo de desenvolvimento, ao realizar pesquisas e comprovar a possibilidade da produção de grãos nessa região. A EMBRAPA inclusive é hoje uma parceira importante da nossa EBDA — Empresa Baiana de Desenvolvimento Agropecuário — e da nossa Fundação BA para desenvolver pesquisas importantes e mostrar novos rumos para a produção agrícola de nossa região.

Mas nossa agricultura familiar, Sr. Presidente, precisa de uma atenção especial. Essa atenção especial só será efetivada com a implantação do centro de pesquisas da EMBRAPA naquela região. Não importa a cidade em que seja instalado. O que importa é que a EMBRAPA esteja ali de forma definitiva, com seus pesquisadores, que já comprovaram e comprovam todo dia sua eficiência, para que o nosso agricultor familiar ter acesso às novas tecnologias da agricultura, que estão na média e na grande agricultura, mas não na agricultura familiar. Essa é uma ação de responsabilidade do Governo Federal.

Sr. Presidente, o centro de pesquisas da EMBRAPA levará o desenvolvimento para a região dos vales, onde o agricultor familiar ainda vive nas mesmas condições de há 30 anos, quando a EMBRAPA comprou a possibilidade de se produzir grãos no cerrado. Mas isso não foi estendido aos nossos vales.

O centro de pesquisa da EMBRAPA possibilitará que sejam desenvolvidas variedades da mandioca plantada por nossos agricultores. Os índices de produtividade da mandioca impossibilitam a melhoria da qualidade de vida dos nossos pequenos produtores.
Gostaríamos que EMBRAPA possibilitasse o desenvolvimento de variedade de oleaginosas para que os agricultores e as agricultoras dos assentamentos rurais, das pequenas propriedades à beira do rio Grande, do rio Preto, do rio Corrente, do rio Carinhanha, do rio Itaguari, pudessem se desenvolver e também participar do processo tão falado, tão propalado, tão importante para o desenvolvimento da economia do nosso País, que é biodiesel. As indústrias de biodiesel estão se instalando na região. Elas visam processar a soja e o grão do algodão produzidos no cerrado. Elas têm um compromisso social com o Governo brasileiro e com a nossa população de também processar produtos da agricultura familiar, mas nosso agricultor familiar não tem a pesquisa que o ajude a plantar oleaginosa nos vales dos municípios.

Portanto, este centro de pesquisas da EMBRAPA é vital para nossa região, para nosso povo.

Conclamo os nobres colegas a que nos ajudem nessa luta em benéfico daquela região, em benefício de homens e mulheres que tanto lutam, que tanto trabalham, que superam as dificuldades do semi-árido, do sol ardente, de uma estrutura de solo difícil, arenoso, mas que teme em produzir no interior do Brasil, onde esperamos que os técnicos da EMBRAPA possam ajudar o nosso povo a encontrar novos caminhos, novas culturas e maior produtividade nas culturas que já praticam, como o milho, o feijão, a mandioca.

Sr. Presidente, um dia poderemos dizer com toda tranqüilidade que a agricultura do Brasil é uma só, que não aceitamos a divisão. Temos nossas diferenciações de espaço, de tamanho de propriedade, mas todos nós acreditamos no milagre da semente e no milagre deste solo que Deus nos deu.”

( da redação com informações de assessoria)