31 de julho de 2025

Nordeste e a CPI do Apagão Aéreo. Carlos Wilson rebate acusações de superfaturamento e fraudes na Infraero.

Ex-presidente do órgão declarou que nunca recebeu reclamação por parte dos controladores.

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(Brasília-DF, 28/06/2007) A CPI do Apagão Aéreo ouviu hoje o depoimento do deputado Carlos Wilson (PT-PE), ex-presidnete da Infraero. O principal ponto de esclarecimento a ser feito pelo ex-presidente era referente a relatórios do Tribunal de Contas da União que alegavam irregularidades e superfaturamentos em obras feitas durante a sua gestão. “Esses relatório do TCU são preliminares, não são conclusivos. Todos os questionamentos feitos nesses relatórios já foram respondidos ao TCU que está fazendo o relatório final sobre o caso”, disse Carlos Wilson.
 
O deputado levou para a CPI um certificado do próprio TCU afirmando que não há nenhuma condenação à sua pessoa pelo órgão. “Essa questão de superfaturamento quem tem que responder é o TCU, pois eu não conheço nenhum tipo de superfaturamento feito durante minha gestão”, afirmou. Carlos Wilson ainda relatou que nenhuma obra foi paralisada por irregularidade enquanto estava na presidência da Infraero.
 
A deputada Luciana Genro (Psol-RS) questionou se ele tinha sociedade empresarial com algum diretor de Infraero, e ele respondeu com tranquilidade que nunca teve nenhum empreendimento. “Eu nunca fui empresário, muito menos do setor agropecuário. Não tenho nenhum pedaço de terra seja no Acre ou no Rio Grande do Sul”, declarou.
 
Questionado sobre as acusações que foram feitas contra ele pela empresária Silvia Pfeiffer o deputado negou veementemente. Carlos Wilson alega que nunca conheceu Silvia Pfeiffer e que entrou com uma queixa crime contra a empresária por calúnia e difamação. O ex-presidnete da Infraero disse que fez uma interpelação junto a justiça de Curitiba com alguns questionamentos. O deputado leu as respostas da empresária afirmando não conhecer pessoalmente Carlos Wilson, que nunca depositou nenhum dinheiro em seu benefício e que baseou suas denúncias em informações  “que ouviu falar”.
 
Questionado sobre a situação dos controladores de vôo, o ex-presidnete da Infraero respondeu que não conhecia insatisfação do setor. “Nos três anos de minha gestão nunca detectei insatisfação por parte dos controladores. Eu sentia total tranquilidade por onde passava na estrutura aeroportuária”, relatou. O deputado sugeriu inclusive que para resolver de forma mais rápida a falta de quadros de controladores que se faça um concurso pela Infraero, ao invés de pela Aeronáutica.
 
Outro ponto importante do depoimento de Carlos Wilson foi referente a um encaminhamento enviado pelo CGU indicando o afastamento de alguns funcinarios da Infraero, muitos que lá estavam desde sua gestão. O ex-presidente alegou que não sabe o motivo do pedido de afastamento e que solicitou a Jorge Hage explicações sobre isso mas nunca recebeu.   
 
(por Liana Gesteira)