31 de julho de 2025

Nordeste e o Senado. PMDB resiste entregar presidência do Conselho de Ética ao PSDB.

Arthur Virgílio (PSDB-AM) diz que não retira candidatura.

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(Brasília-DF, 27/06/2007) A nomeação para a presidência do Conselho de Ética e a relatoria do processo contra Renan Calheiros (PMDB-AL) continua sendo um impasse no Senado. A sugestão do nome de Arthur Virgílio (PSDB-AM) para a presidência do órgão e o senador Aloizio Mercadante (PT-SP)para relatoria não agradou ao PMDB, que não quer abrir mão do cargo. A reunião do Conselho que estava marcada para às 17h já foi adiada para às 18h30 e corre o risco de não haver definição sobre o assunto hoje.
 
O senador José Nery (Psol PA), autor da representação contra a senador Renan Calheiros (PMDB-AL) que tramita no Conselho de Ética, lamenta a indefinição sobre o cargo. “Protelando isso estaremos protelando ainda mais a crise”, disse. O senador defende que se chegue logo a um acordo hoje sobre a nova presidência e relatoria. “O Conselho tem que trabalhar e temos que crer que qualquer membro do órgão tem consciência de suas responsabilidades”, disse, alegando que não faz restrições a indicação de Arthur Virgílio para presidência.
 
O PMDB está trabalhando para indicar Almeida Lima (PMDB-SE) para o cargo de relator e concordaria em ceder a presidência a Aloizio Mercadante. O senador Virgílio, entretanto, afirma que mantém sua candidatura e alega que tem chances de vencer. Ele teria votos dos Democratas e do PSDB dentro do Conselho. O senador Romero Jucá (PMDB-RR) também havia anunciado mais cedo que concordava com indicação de Virgílio.
 
(por Liana Gesteira)