Bancada do Nordeste. Zezeu Ribeiro escreve sobre sua viagem a Antártica e salienta a preocupação com o aquecimento global.
A Politica Real teve acesso.
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( Brasília-DF, 22/06/2007) A Política Real teve acesso. O deputado Zezeu Ribeiro(PT-BA), coordenador da Bancada do Nordeste, enviou a redação, direto de Punta Arenas, artigo em que faz sua primeira avaliação da ida a Antártica. Ele avalia que sua ida ao Continente Branco lhe deu mais confiança para tratar do drama mundial do aquecimento global. Apesar dele ter feito a viagem cumprindo missão oficial por conta das ações à frente da Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara Federal, a Bancada do Nordeste deve ser influenciada por essa empreitada face a questão do aquecimento global que no Brasil atingirá mais fortemente, segundo a ministra do MMA, Marina Silva, o Nordeste e seu semi-árido. Veja a íntegra do artigo:
O BRASIL NA ANTÁRTICA
Zezéu Ribeiro
Punta Arenas, junho de 2007
Estamos vivendo o Ano Polar Internacional 2007/2008 e o Brasil comemorando o 25º ano de sua primeira expedição à Antártica.
Este é um momento em que a comunidade científica internacional e brasileira, todos os agentes governamentais e políticos, todos os que lutam por um desenvolvimento social e ambientalmente sustentável, os que lutam pela paz entre os povos, devem fazer uma reflexão coletiva e ampliar a discussão com a sociedade em todas os rincões da terra sobre o aquecimento global e suas conseqüências para o nosso planeta.
O nosso Continente Branco é regido pelo Tratado da Antártica de 1º de dezembro de 1959 e subscrito pelo Brasil em 1975, tendo por bases o uso da Antártica apenas para fins pacíficos, a facilitação das pesquisas científicas e da cooperação internacional e a preservação e conservação dos recursos vivos na Antártica.
Após mais de trinta anos, muitas pesquisas, grandes e pequenos desastres ecológicos e uma maior conscientização mundial sobre as questões ambientais é firmado o Protocolo ao Tratado da Antártica para Proteção ao Meio Ambiente, em vigor desde 1998, que nos dá mais 50 anos para "tomarmos juízo".
Do "Tratado" já são trinta anos, do Protocolo de Madrid mais cinqüenta anos. Portanto, menos de um século, o que é pouco tempo na história da humanidade, entretanto espaço suficiente para a voracidade do processo de acumulação econômica predatória que vivemos.
Porém estamos avançando. O Protocolo de Madrid torna a região uma reserva dedicada à paz e à ciência, proíbe a exploração comercial dos recursos minerais e regulamenta e controla as atividades econômicas no local.
O Brasil participa ativamente deste processo civilizatório por meio da implementação e manutenção da Estação Antártica Comandante Ferraz, base do envolvimento de 14 ministérios, 24 instituições de pesquisas e da ação de 32 Grupos de Trabalho. Estão estudando, por meio de duas redes de integração internacional, o impacto da presença humana na região e as mudanças ambientais globais em especial do clima na América do Sul.
Estou hoje, aos vinte e dois dias do mês de junho de 2007, em Punta Arenas, acompanhado de outros parlamentares e cientistas de diversas universidades, dirigentes governamentais e membros das Forças Armadas neste Continente Austral, a fim de acompanhar de perto esta experiência internacional em visita à Estação Frei do Chile e à Ferraz do Brasil com a honra de cidadão brasileiro e com o sentimento de cidadão do mundo, participar do Programa Antártico Brasileiro.
Esta viagem tem uma significação especial pelo trabalho que estamos desenvolvendo, com uma preocupação centrada na integração com os países América Latina e nas questões referentes ao aquecimento global, tema de um seminário recente realizado na Comissão de Desenvolvimento Urbano, que deliberou pela realização de estudos das fontes do aquecimento em nossas cidades.
* Zezéu Ribeiro é Deputado Federal, Presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano e Coordenador da Bancada do Nordeste na Câmara dos Deputados.
( da redação)
O BRASIL NA ANTÁRTICA
Zezéu Ribeiro
Punta Arenas, junho de 2007
Estamos vivendo o Ano Polar Internacional 2007/2008 e o Brasil comemorando o 25º ano de sua primeira expedição à Antártica.
Este é um momento em que a comunidade científica internacional e brasileira, todos os agentes governamentais e políticos, todos os que lutam por um desenvolvimento social e ambientalmente sustentável, os que lutam pela paz entre os povos, devem fazer uma reflexão coletiva e ampliar a discussão com a sociedade em todas os rincões da terra sobre o aquecimento global e suas conseqüências para o nosso planeta.
O nosso Continente Branco é regido pelo Tratado da Antártica de 1º de dezembro de 1959 e subscrito pelo Brasil em 1975, tendo por bases o uso da Antártica apenas para fins pacíficos, a facilitação das pesquisas científicas e da cooperação internacional e a preservação e conservação dos recursos vivos na Antártica.
Após mais de trinta anos, muitas pesquisas, grandes e pequenos desastres ecológicos e uma maior conscientização mundial sobre as questões ambientais é firmado o Protocolo ao Tratado da Antártica para Proteção ao Meio Ambiente, em vigor desde 1998, que nos dá mais 50 anos para "tomarmos juízo".
Do "Tratado" já são trinta anos, do Protocolo de Madrid mais cinqüenta anos. Portanto, menos de um século, o que é pouco tempo na história da humanidade, entretanto espaço suficiente para a voracidade do processo de acumulação econômica predatória que vivemos.
Porém estamos avançando. O Protocolo de Madrid torna a região uma reserva dedicada à paz e à ciência, proíbe a exploração comercial dos recursos minerais e regulamenta e controla as atividades econômicas no local.
O Brasil participa ativamente deste processo civilizatório por meio da implementação e manutenção da Estação Antártica Comandante Ferraz, base do envolvimento de 14 ministérios, 24 instituições de pesquisas e da ação de 32 Grupos de Trabalho. Estão estudando, por meio de duas redes de integração internacional, o impacto da presença humana na região e as mudanças ambientais globais em especial do clima na América do Sul.
Estou hoje, aos vinte e dois dias do mês de junho de 2007, em Punta Arenas, acompanhado de outros parlamentares e cientistas de diversas universidades, dirigentes governamentais e membros das Forças Armadas neste Continente Austral, a fim de acompanhar de perto esta experiência internacional em visita à Estação Frei do Chile e à Ferraz do Brasil com a honra de cidadão brasileiro e com o sentimento de cidadão do mundo, participar do Programa Antártico Brasileiro.
Esta viagem tem uma significação especial pelo trabalho que estamos desenvolvendo, com uma preocupação centrada na integração com os países América Latina e nas questões referentes ao aquecimento global, tema de um seminário recente realizado na Comissão de Desenvolvimento Urbano, que deliberou pela realização de estudos das fontes do aquecimento em nossas cidades.
* Zezéu Ribeiro é Deputado Federal, Presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano e Coordenador da Bancada do Nordeste na Câmara dos Deputados.
( da redação)