31 de julho de 2025

Pernambuco. Roberto Magalhães(DEM-PE) diz, em artigo, que Reforma Política é a “mães das reformas”.

A Politica Real teve acesso.

Publicado em
(Brasília-DF, 21/06/2007) A Política Real teve acesso. O deputado Roberto Magalhães(DEM-PE), da cota de parlamentares juristas da Câmara Federal, enviou artigo a redação em que avalia a Reforma Política. O experiente político lembra uma frase que ficou marcada na fala do deputado Inocêncio Oliveira(PR-PE), que a usa como verdadeiro bordão nas horas de dificuldades frente ao tema: “A Mãe das Reformas”.
Veja a íntegra do artigo a que tivemos acesso:


“ A mãe das reformas.

Na semana passada, vivemos um dia muito importante na
Câmara dos Deputados. Quebramos um tabu e vencemos, talvez, um
preconceito.

Na Casa, jamais se tinha conseguido colocar em votação ou em
discussão no plenário a reforma política. Aquela que estava em discussão e
que se pretendia votar é a esperança de todos. Certamente ela voltará com
nova e diferenciada proposta do relator.

A reforma política ficou quase quatro anos aprovada pela Comissão Especial designada para preparar o projeto. Depois, a Mesa transformou-a em projeto, que foi para a Comissão de Justiça, obteve parecer favorável, mas ficou mais três anos paralisada.

E por que ficou paralisada? Porque três partidos da base do governo, cujas siglas, até por uma questão de elegância, não vou nominar, disseram que se ela fosse colocada em pauta retirariam o apoio ao governo. E o governo resolveu não dar andamento ao projeto, que já contava com a assinatura de quase todos os líderes para urgência.

Agora, louve-se a posição do presidente Arlindo Chinaglia. Finalmente, o projeto vai à pauta e é submetido à discussão. Penso que a Câmara não vai mais ter receio de discutir matérias dessa natureza. A presidência provou que quando há vontade política, o plenário aceita a pauta e a discute, ainda que os que sejam contra tenham legitimamente o direito de utilizar as formas regimentais de obstruir e procrastinar, ainda que usem de todos os meios para tentar derrotar a proposição em relação à qual eles são oposicionistas.

Quero dizer que houve um grande consenso na Câmara. E qual foi o consenso que houve? A grande maioria não está aceitando o atual sistema. Há um sentimento de repulsa ao atual sistema eleitoral. Apenas não convergimos quanto à solução. Uns querem o sistema distrital misto; outros querem apenas o distrital; e outros, ainda, querem a lista fechada.

Mas um dia vamos chegar a um resultado que possa soerguer a Casa e atender
à vontade do povo brasileiro, que é a vontade do voto e um fim à corrupção nas eleições.

( da redação com informações de assessoria)