Nordeste e o Senado. Adiada votação do processo contra Renan Calheiros.
Conselho de Ética vai aprofundar perícia sobre documentos e ouvir depoimento de Renan.
Publicado em
(Brasília-DF, 20/06/2007) O Conselho de Ética decidiu adiar a votação do relatório sobre o processo contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) após diversos apelos dos membros. Os senadores alegaram que não tinham condições de proferir juízo sobre um caso que não estava completamente esclarecido. “Votar hoje seria nos abrigar a votar contra o arquivamento do caso porque a dúvida prevaleceria”, alegou o senador José Agripino (DEM-RN).
As dúvidas dos senadores vieram a tona após a divulgação do relatório da Polícia Federal sobre os documentos de defesa de Renan Calheiros (PMDB-AL). “As diligências da PF apontaram algumas dúvidas. Não me sinto confortável para votar o relatório enquanto não foram esclarecidas”, alegou o senador Valter Pereira (PMDB-MS). Eduardo Suplicy (PT-SP) foi além e pediu a presença do senador Renan no Conselho para “dilimir toda e qualquer dúvida”. A proposta de Suplicy foi apoiada pelos senadores Sérgio Guerra (PSDB-PE) e Renato Casagrande (PSB-ES).
Diante dos apelos o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) concordou em comparecer ao Conselho amanhã a tarde. A notícia foi dada pelo líder governista Romero Jucá (PMDB-RR). Renan queria vir dar um depoimento e em seguida votar o relatório. Os líderes decidiram que o mais sensato seria aprofundar as investigações da PF antes de ouvir o senador. Renato Casagrande apontou a importância de se delimitar “até onde vai essa investigação”.
Os outros membros do Conselho concordaram em fazer uma reunião amanhã para discutir um cronograma de trabalho e definir o foco da investigação que deverá ser feita e ainda marcar a data de depoimento do senador Renan. “Ninguém quer soluções que não sejam aprofundadas se não a crise pode voltar”, alegou Arthur Virgílio (PSDB-AM).
RELATOR – O senador Wellington Salgado (PMDB-MG), que assumiu a relatoria no lugar de Epitácio Cafeteira (PTB-MA), anunciou que não permaneceria na relatoria caso o processo não fosse votado hoje. A declaração de Wellington Salgado foi pronunciada após o senador José Nery (Psol-PA) apresentar uma questão de ordem colocando em dúvida a imparcialidade do senador para ocupar a relatoria do cargo. José Nery relatou que quando Renan Calheiros foi presidente da Campanha Nacional de Escolas da Comunidade assinou um contrato de comodato de um terreno da Campanha por 40 anos para a Universo (rede de universidade privada que pertence a Wellinton Salgado). Com a saída de Salgado o presidente Sibá Machado terá que buscar novos nomes para assumir relatoria.
(por Liana Gesteira)
As dúvidas dos senadores vieram a tona após a divulgação do relatório da Polícia Federal sobre os documentos de defesa de Renan Calheiros (PMDB-AL). “As diligências da PF apontaram algumas dúvidas. Não me sinto confortável para votar o relatório enquanto não foram esclarecidas”, alegou o senador Valter Pereira (PMDB-MS). Eduardo Suplicy (PT-SP) foi além e pediu a presença do senador Renan no Conselho para “dilimir toda e qualquer dúvida”. A proposta de Suplicy foi apoiada pelos senadores Sérgio Guerra (PSDB-PE) e Renato Casagrande (PSB-ES).
Diante dos apelos o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) concordou em comparecer ao Conselho amanhã a tarde. A notícia foi dada pelo líder governista Romero Jucá (PMDB-RR). Renan queria vir dar um depoimento e em seguida votar o relatório. Os líderes decidiram que o mais sensato seria aprofundar as investigações da PF antes de ouvir o senador. Renato Casagrande apontou a importância de se delimitar “até onde vai essa investigação”.
Os outros membros do Conselho concordaram em fazer uma reunião amanhã para discutir um cronograma de trabalho e definir o foco da investigação que deverá ser feita e ainda marcar a data de depoimento do senador Renan. “Ninguém quer soluções que não sejam aprofundadas se não a crise pode voltar”, alegou Arthur Virgílio (PSDB-AM).
RELATOR – O senador Wellington Salgado (PMDB-MG), que assumiu a relatoria no lugar de Epitácio Cafeteira (PTB-MA), anunciou que não permaneceria na relatoria caso o processo não fosse votado hoje. A declaração de Wellington Salgado foi pronunciada após o senador José Nery (Psol-PA) apresentar uma questão de ordem colocando em dúvida a imparcialidade do senador para ocupar a relatoria do cargo. José Nery relatou que quando Renan Calheiros foi presidente da Campanha Nacional de Escolas da Comunidade assinou um contrato de comodato de um terreno da Campanha por 40 anos para a Universo (rede de universidade privada que pertence a Wellinton Salgado). Com a saída de Salgado o presidente Sibá Machado terá que buscar novos nomes para assumir relatoria.
(por Liana Gesteira)