31 de julho de 2025

Pernambuco. Aniversário de Ariano Suassuna é motivo de saudação na Câmara Federal.

Deputado Gonzaga Patriota( PSB-PE) fez discurso.

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( Brasília-DF, 20/06/2007) A Política Real teve acesso. O deputado Gonzaga Patriota( PSB-PB) foi hoje ao Plenário Ulysses Guimarães destacar a passagem de aniversário de Ariano Suassuna. O paraibano que fez sucesso a partir de Pernambuco é uma referência da cultura popular nacional e está em moda. Ele completou 80 anos no sábado. Patriota que é filiado ao PSB, mesmo partido de Suassuna, deitou falação. Veja a íntegra da fala com a íntegra, também, do discurso entregue pelo parlamentar a taquigrafia da Câmara Federal:

“ Sr. Presidente, quero registrar com muita alegria os 80 anos bem vividos de Ariano Suassuna, paraibano que adotou o meu Estado, hoje é Secretário de Cultura de Pernambuco, e produziu uma dezena de peças extraordinárias neste País, tais como O Auto da Compadecida e A Pedra do Reino.

A Ariano Suassuna, ao Governo do Estado de Pernambuco, do qual ele faz parte, à juventude brasileira, os seus 80 anos correspondem talvez à minha idade, 40, ou talvez à metade, 20 anos, pela maneira como ele trata a cultura nas suas peças.
Ariano, um grande abraço.

O SR. PRESIDENTE (Narcio Rodrigues) - A Mesa se associa à homenagem prestada por V.Exa. ao grande brasileiro Ariano Suassuna.

(PRONUNCIAMENTO ENCAMINHADO PELO GABINETE)

O SR. GONZAGA PATRIOTA (Bloco/PSB-PE. Pronuncia o seguinte discurso.) - Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, o socialista, o companheiro de partido, Secretário de Cultura do Estado de Pernambuco Ariano Suassuna, completou neste dia 16 de Junho, 80 anos de vida. São 80 anos de muitas histórias para contar. Entre as mais conhecidas, o Auto da Compadecida, que foi sucesso nos livros e nas telas de cinema. O dramaturgo, romancista e advogado, que completou 80 anos, recebeu muitas homenagens, por todo Brasil.

Atualmente, uma das suas obras de arte ocupou espaço em horário nobre da televisão brasileira. Na semana passada a Rede Globo exibiu a minissérie “A Pedra do Reino”.
Criador de tipos, pitorescos como João Grilo e Chicó, do “Auto da Compadecida”, Suassuna é imortal da Academia Brasileira de Letras, onde ocupa a cadeira número 32 que pertenceu ao escritor Genolino Amado. Sertanejo, como ele gosta de ser chamado, para a cultura brasileira, o poeta pode ser considerado Patrimônio Nacional.
Ariano Suassuna nasceu na cidade de João Pessoa, Paraíba. Depois da morte de seu pai mudou-se para Taperoá. Em 1942, a família do escritor mudou-se para Recife. Durante o curso de Direito, em 1946, conheceu um grupo de escritores, atores, poetas, romancistas e pessoas interessadas em artes e literatura, entre os quais, Hermino Borba Filho, com quem fundou o Teatro de Estudantes de Pernambuco.

No ano de 1947, apresentou sua primeira peça de teatro, “Uma Mulher Vestida de Sol”, baseada no romanceiro popular do nordeste brasileiro. Com ela, Suassuna ganhou o premio Nicolau Carlos Magno, um ano depois. Sempre preocupado em contar os “causos” que viveu ou que gostaria de ter vivido, o dramaturgo dispõe de pitadas de crítica social e nuances políticas em seus textos.

Os romances de Suassuna, peças de teatro e até suas obras de ficção são capazes de há um só tempo, unir elementos do Simbolismo, do Barroco e da literatura de Cordel, tradição nordestina. Assim como Guimarães Rosa, para Suassuna, o sertão é o palco das questões humanas.

Criador do “Movimento Armorial”, que tem como projeto a confluência simultânea de todas as artes populares do nordeste brasileiro, trabalhando a favor da dignidade humana, Suassuna é mestre na arte de decifrar brasilidades em cada um de seus personagens.
Ariano Suassuna foi membro fundador do Conselho Federal de Cultura, do qual fez parte de 1967 a 1973 e do Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco de 1968 a 1972. Em 1969, foi nomeado diretor do Departamento de Extensão Cultural da Universidade Federal de Pernambuco. De 1975 a 1978 foi Secretário de Educação e Cultura do Recife, e agora Secretário Estadual de Cultura.

Dentre as suas publicações, destacamos as seguintes peças de teatro: O Auto da Compadecida, 1959; O Castigo da Soberba, 1960; O Casamento Suspeitoso, 1961; O Santo e a Porca, 1964; A Pena e a Lei, 1974. Das obras de ficção, o romance A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai e Volta, 1971.

Ariano Suassuna para homenagear a cidade em que viveu até os 15 anos, Itaperoá, no Cariri Paraibano, conseguiu que o cenário das gravações, em 2006 da minissérie na Rede Globo “A Pedra do Reino”, fosse naquele município. Artistas da região representaram 98% do elenco da minissérie.

A contratação de trabalhadores e talentos locais foi uma exigência sua. Ao todo, cerca de 800 pessoas encontraram trabalho, renda e ocupação durante três meses de filmagens da minissérie. Quinhentos figurantes foram contratados. Vinte pedreiros e pintores locais trabalharam na construção da cidade cenográfica e dos cenários. O figurino da minissérie foi totalmente confeccionado por oito costureiras de Itaperoá.

Exemplos como esse, demonstram o quanto Suassuna gosta e valoriza o povo nordestino.


( da redação com informações de assessoria)