Nordeste e Reforma Política. Questões regionais foram engolidas neste primeiro momento.
As próximas eleições, a disputa tucana e entre a nova elite política nordestina falaram mais alto.
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( Brasília-DF, 15/06/2007) O dia 13 de junho foi marcante para aqueles que acreditam, e são muitos, que se deva fazer uma mudança no modelo político nacional. O que vimos foi uma disputa política entre partidos e grupos políticos que acabou se sobrepondo a diversos interesses regionais. A política nordestina e alguns temas que lhe chama atenção acabou sendo deixada de lado - acabou prevalencendo a próxima eleição e não a próxima geração.
ANTES - A semana começou com a expectativa de que teríamos a questão da Reforma Política, em pauta. Não era um mistério. Na terça-feira,12, os líderes partidários, na Câmara dos Depitados, se reuniram e acertaram que iriam votar o projeto de lei, PL no. 1.210/07, que tinha como relator o deputado Ronaldo Caiado(DEM-GO). Em tese, a Reforma Política iria mudar algumas leis ordinárias, como o velho e famoso Código Eleitoral, a Lei dos Partidos Político e a chamada Lei das Eleições. Quatro prinicípios das legislação poderiam mudar: fim das coligações proporcionais, o financiamento público, a fidelidade partidária e as listas partidárias preordenadas.
Quando começou aquele dia, o presidente da Câmara Federal, deputado Arlindo Chinaglia(PT-SP), logo nas primeiras horas da manhã afirmou que, ao final daquele dia ,se iria começar às discussões e votações a partir das listas preordenadas. Foi o motivo para que, em seguida, alguns deputados nordestinos e do PT, partido do Presidente Lula, interessado numa finalização sobre essa discussão antes das eleições municipais – logo dessem o tom de suas insatisfações. O dia foi marcado por manifestações em plenário, logo expostas pela mídia do tempo real, destacando uma marcante insatisfação com essa condução. Os grandes partidos começaram a discrepar, especialmente o PSDB. PT e DEM fecharam questão pela lista fechada. O PMDB tendia a ficar com a lista preordenada. A tendência no partido não era nítida, quase opaca.
COMO FICOU – Os partidos médios, como o PTB, PP, PSB e PR, acabaram dando o tom que os grandes partidos precisavam - para não se convenceram dos aparentes interesses comuns. Desconfiados, eles preferiram, alegar de tudo para não quererem que a coisa seguisse adiante. No PR, a voz era marcante – o projeto era inconstitucional. No PSB, que almeja crescer mais um pouco, ficou a certeza, pelo menos pública, que a proposta não seria adequada ao Brasil. O PTB alegou um pouquinho de tudo para dizer não as listas. O mesmo se viu no PP.
NORDESTINOS - A partir dessas e de outras constatações o que pudemos ver passado o primeiro momento, até porque na semana que vem a discussão deverá certamente voltar, é que a questão nordestina maior ficou de lado e se ela foi abordada ficou muito mais restrita a futura eleição, tanto a municipal como a federal, em 2.010.
Os grandes partidos no Nordeste, hoje, são o PT e PSB. Eles dominam os executivos em seis dos nove estados nordestinos. O PT e o PSB ainda não dominam os parlamentos na região. Os dois partidos detêm menos de 33 % da representação federal na Câmara dos Deputados, porém se se juntarem ao PC do B e PDT essa porcentagem avança. Hoje, PC do B e PDT estão mais próximos do PSB. Nos meios políticos, em Brasília, existe uma disputa clara entre uma nova e uma velha esquerda que hoje está no poder. O PTB de Mares Guia e os nordestinos e poderosos Armado Monteiro Neto(PE) e José Múrcio(PE) poderiam concordar com o Governo mas o Partido era contra. Como o Governo poderia se fazer representar nessa questão?! Boa pergunta.
O PSDB, um partido fraco hoje no Nordeste, com 12 deputados ao todo - acabou fechando questão contra a lista fechada. A tomada de posição dos tucanos tinha relação direta com a disputa surda, audível só a iniciados, entre os tucanos pró-Serra e os pro-Aécio. Esse movimento tem relação com a eleição municipal e nacional. É certo que o grupo de Serra vai crescer muito em São Paulo nessas eleições municipais em São Paulo e, segundo entendimento médio, seria melhor que as listas não valessem. Novos tucanos ,alinhados com Serra, teriam interesse também nas coligações. O condutor dessa discussão foi o deputado Arnaldo Madeira(PSDB-SP), ligadísimo a Serra. A turma de Aécio Neves preferia a lista, pois evitaria o inchasso do partido que viria de São Paulo. Neves sai perdendo. Seu avanço tem relação com o Nordeste pois ele, dos, hoje, tucanos ,é o que tem condição de mais crescer no eleitorado nordestino. Serra é mal visto no Nordeste. Novo e articulado nunca foi abominado pelas elites e nem pelo político médio nordestino que, em tese, seria sucectíviel a figura dos Neves, vindos de uma Minas que uniu o país há 25 anos atrás. Em 2.010, faz 25 anos da morte de Tancredo Neves, avô de Aécio.
O PSB não queria saber de lista. Tanto Ciro Gomes como Eduardo Campos sabem que terão dificuldades com o PT, especialmente o do Campo Majoritário, que ainda domina a cúpula partidária.
Os nordestinos, pelo que pudemos observar, estavam envolvidos muito mais com a nova eleição do que com o futuro da política. Pelo menos esse foi o primeiro momento. Na semana que vem teremos mais.
( por Genésio Araújo Junior, coordenador editor)
ANTES - A semana começou com a expectativa de que teríamos a questão da Reforma Política, em pauta. Não era um mistério. Na terça-feira,12, os líderes partidários, na Câmara dos Depitados, se reuniram e acertaram que iriam votar o projeto de lei, PL no. 1.210/07, que tinha como relator o deputado Ronaldo Caiado(DEM-GO). Em tese, a Reforma Política iria mudar algumas leis ordinárias, como o velho e famoso Código Eleitoral, a Lei dos Partidos Político e a chamada Lei das Eleições. Quatro prinicípios das legislação poderiam mudar: fim das coligações proporcionais, o financiamento público, a fidelidade partidária e as listas partidárias preordenadas.
Quando começou aquele dia, o presidente da Câmara Federal, deputado Arlindo Chinaglia(PT-SP), logo nas primeiras horas da manhã afirmou que, ao final daquele dia ,se iria começar às discussões e votações a partir das listas preordenadas. Foi o motivo para que, em seguida, alguns deputados nordestinos e do PT, partido do Presidente Lula, interessado numa finalização sobre essa discussão antes das eleições municipais – logo dessem o tom de suas insatisfações. O dia foi marcado por manifestações em plenário, logo expostas pela mídia do tempo real, destacando uma marcante insatisfação com essa condução. Os grandes partidos começaram a discrepar, especialmente o PSDB. PT e DEM fecharam questão pela lista fechada. O PMDB tendia a ficar com a lista preordenada. A tendência no partido não era nítida, quase opaca.
COMO FICOU – Os partidos médios, como o PTB, PP, PSB e PR, acabaram dando o tom que os grandes partidos precisavam - para não se convenceram dos aparentes interesses comuns. Desconfiados, eles preferiram, alegar de tudo para não quererem que a coisa seguisse adiante. No PR, a voz era marcante – o projeto era inconstitucional. No PSB, que almeja crescer mais um pouco, ficou a certeza, pelo menos pública, que a proposta não seria adequada ao Brasil. O PTB alegou um pouquinho de tudo para dizer não as listas. O mesmo se viu no PP.
NORDESTINOS - A partir dessas e de outras constatações o que pudemos ver passado o primeiro momento, até porque na semana que vem a discussão deverá certamente voltar, é que a questão nordestina maior ficou de lado e se ela foi abordada ficou muito mais restrita a futura eleição, tanto a municipal como a federal, em 2.010.
Os grandes partidos no Nordeste, hoje, são o PT e PSB. Eles dominam os executivos em seis dos nove estados nordestinos. O PT e o PSB ainda não dominam os parlamentos na região. Os dois partidos detêm menos de 33 % da representação federal na Câmara dos Deputados, porém se se juntarem ao PC do B e PDT essa porcentagem avança. Hoje, PC do B e PDT estão mais próximos do PSB. Nos meios políticos, em Brasília, existe uma disputa clara entre uma nova e uma velha esquerda que hoje está no poder. O PTB de Mares Guia e os nordestinos e poderosos Armado Monteiro Neto(PE) e José Múrcio(PE) poderiam concordar com o Governo mas o Partido era contra. Como o Governo poderia se fazer representar nessa questão?! Boa pergunta.
O PSDB, um partido fraco hoje no Nordeste, com 12 deputados ao todo - acabou fechando questão contra a lista fechada. A tomada de posição dos tucanos tinha relação direta com a disputa surda, audível só a iniciados, entre os tucanos pró-Serra e os pro-Aécio. Esse movimento tem relação com a eleição municipal e nacional. É certo que o grupo de Serra vai crescer muito em São Paulo nessas eleições municipais em São Paulo e, segundo entendimento médio, seria melhor que as listas não valessem. Novos tucanos ,alinhados com Serra, teriam interesse também nas coligações. O condutor dessa discussão foi o deputado Arnaldo Madeira(PSDB-SP), ligadísimo a Serra. A turma de Aécio Neves preferia a lista, pois evitaria o inchasso do partido que viria de São Paulo. Neves sai perdendo. Seu avanço tem relação com o Nordeste pois ele, dos, hoje, tucanos ,é o que tem condição de mais crescer no eleitorado nordestino. Serra é mal visto no Nordeste. Novo e articulado nunca foi abominado pelas elites e nem pelo político médio nordestino que, em tese, seria sucectíviel a figura dos Neves, vindos de uma Minas que uniu o país há 25 anos atrás. Em 2.010, faz 25 anos da morte de Tancredo Neves, avô de Aécio.
O PSB não queria saber de lista. Tanto Ciro Gomes como Eduardo Campos sabem que terão dificuldades com o PT, especialmente o do Campo Majoritário, que ainda domina a cúpula partidária.
Os nordestinos, pelo que pudemos observar, estavam envolvidos muito mais com a nova eleição do que com o futuro da política. Pelo menos esse foi o primeiro momento. Na semana que vem teremos mais.
( por Genésio Araújo Junior, coordenador editor)