Nordeste e a Reforma Política. Proposta de lista flexível acalma divergências dentro do PT.
Paulo Rubem (PT-PE) defende criação de critérios definidos para organização de lista.
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(Brasília-DF, 14/06/2007) A bancada do PT se reuniu hoje para discutir sobre as divergências do partido diante da proposta de voto por lista pré-ordenada. Ontem o líder Luiz Sérgio (PT-RJ) havia anunciado que o partido teria fechado a questão a favor da lista, e um grupo de parlamentares dissidentes chegaram a encaminhar um recurso ao Diretório Nacional contra a determinação da Executiva. Alguns deputados afirmavam que iam votar contra a lista mesmo que enfrentassem o Comitê de Ética do PT.
Como o movimento contra a lista tomou força no Congresso durante a discussão da matéria ocorrida ontem, os líderes dos partidos começaram a se articular em torno de uma proposta de lista flexível. A nova proposta mantém a idéia de uma lista pré-ordenada mas permite que o eleitor também escolha um candidato dentro da lista. “Esta é uma forma de aperfeiçoar o voto de legenda”, disse Paulo Rubem Santiago (PT-PE).
O deputado alega que a reação dos parlamentares que não queriam a lista fechada serviu como uma pressão para melhorar a relação dentro do PT. “Isso serviu de sinal para tentar equilibrar a bancada”, declarou. Paulo Rubem acredita que o episódio de ontem está contribuindo para um caminho “de mediação” dentro do partido. A bancada definiu hoje que um grupo de parlamentares será responsável por avaliar outras propostas sobre o tema e dialogar com os demais partidos para chegarem em um projeto viável.
Mesmo sendo mais aberto a idéia da lista flexível Paulo alerta que a questão principal é definir os critérios usados pelos partidos para definição da lista e fazer uma ampla divulgação do novo sistema de voto. “É preciso definir uma forma criteriosa de organizar a lista para não permitir que políticos da máquina Executiva imponham seus candidatos”, disse. O petista alega que é preciso permitir a opinião dos partidários para composição da lista para não estimular o elitismo partidário.
(por Liana Gesteira)