Bahia. Governo do Estado fala em greve praticamente finalizada, mas sindicalistas anunciam manifestação e definem calendário.
A Política Real teve acesso.
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( Brasília-DF, 14/06/2007) A Política Real teve acesso. A greve dos professores “praticamente acabou no interior do estado”, é o que garante a assessoria de comunbicação do Governo do Estado. Os sindicalistas dizem que continuam em greve e prometem constranger Jaques Wagner em visita a Alagoinhas.
Das 1.409 escolas do interior, quase mil estão funcionando normalmente e em algumas a paralisação só continua porque o movimento grevista tem feito piquetes, impedindo o acesso de alunos e professores às salas de aula. Há 36 dias os professores precipitadamente cruzaram os braços para reivindicar melhorias. O Governo do Estado diz que os professores se negam ao diálogo enquanto os sindicalistas dizem que só negociam com Wagner.
Em Barreiras, funcionários da Diretoria Regional de Educação (Direc-25) asseguraram o retorno das atividades, ontem, em várias escolas. No Colégio Estadual Antônio Geraldo, por exemplo, seis professores garantiram que houvesse aulas para 170 alunos. Já no Colégio Estadual Duque de Caxias, também em Barreiras, das nove turmas do matutino, sete tiveram aula. “Os funcionários da Direc realizaram uma força tarefa para assegurar o direito do aluno e do professor que quer voltar as suas atividades”, informou o diretor da Direc de Barreiras, Adalto Soares.
Nas Direc de Bom Jesus da Lapa, Brumado, Ibotirama e Macaúbas – a greve não atinge mais nenhuma escola e as aulas estão ocorrendo normalmente. Já na Direc de Vitória da Conquista, das 64 escolas, somente em uma as atividades continuam paralisadas. A situação se repete nas Direc de Ribeira do Pombal – das 31 escolas, a greve só é mantida em uma. Em Salvador e Região Metropolitana (RMS), onde existem 347 escolas da rede, o movimento grevista também registra sinal de desgaste, com 15 escolas funcionando normalmente.
O secretário estadual da Educação, Adeum Sauer, voltou a convocar os professores para o retorno às atividades, no intuito de não aumentar ainda mais o prejuízo que a paralisação tem causado aos alunos. “O reajuste já foi consumado e aprovado por lei. O governo mantém sua posição inicial e se coloca a disposição da categoria para retomar as negociações com a criação da mesa setorial”, destacou o secretário, ressaltando que o retorno das aulas já está consolidado no interior.
Sauer também lamentou o fato de alguns professores estarem realizando piquete nas portas das escolas, no intuito de barrar a volta às aulas. “Sem dúvida há uma tendência de retorno entre os professores. Não adianta quererem inventar novos fatos e plantar notícias porque os professores não precisam de nenhum mártir. O governo não tem essa prática de populismo nem de messianismo”, pontuou.
OUTRO LADO - No próximo domingo, 17, professores e professoras de Alagoinhas , segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Bahia, APLB, fazem uma grande manifestação, aproveitando a visita que o governador Jaques Wagner fará a cidade. A concentração será em frente ao Centro de Cultura, a partir de 7h30.
O slogan da manifestação é “Luto pela Educação”. Os carros estrão com fita preta nas antenas; adesivos nos pára-choques e os educadors vão usar camisetas com o slogan estampado.
Professores e professoras vão mostrar ao governador toda a insatisfação pelo mau tratamento que o governo popular está dando à educação pública da Bahia.
REPOSIÇÃO - Ontem,13, foi realizada uma reunião entre o Secretário da Educação, a direção da APLB-Sindicat para discutir parâmetros para a reposição de aulas motivados pela greve da categoria.
Na próxima segunda-feira, 18, todos se reunirão mais uma vez para oficializar o acordo para que a SMEC possa publicar Circular Interna dirigidas às Unidades Escolares. Podemos, resumidamente, adiantar que foram acordados os seguintes pontos :
1. O cumprimento dos 200 dias letivos requer a reposição de 09 (nove) dias oficiais. Esses 09 dias foram oficiais, do movimento;
2. Essa reposição deve ser extensiva aos três turnos;
3.Praticar mecanismos de reposição que não necessariamente utilize o recesso junino, nem transfira para o final do ano letivo;
4. O calendário,deve ser discutido, votado e assinado pelo Conselho Escolar (pais, alunos, profissionais da educação, direção) para que todos se comprometam com o cumprimento integral;
5.Haverá monitoramento desse processo por parte da Secretaria, APLB-Sindicato, Conselhos Escolares;
6. Será dado prazo para que os calendários sejam encaminhados para a SMEC.
( da redação com informações de assessorias)
Das 1.409 escolas do interior, quase mil estão funcionando normalmente e em algumas a paralisação só continua porque o movimento grevista tem feito piquetes, impedindo o acesso de alunos e professores às salas de aula. Há 36 dias os professores precipitadamente cruzaram os braços para reivindicar melhorias. O Governo do Estado diz que os professores se negam ao diálogo enquanto os sindicalistas dizem que só negociam com Wagner.
Em Barreiras, funcionários da Diretoria Regional de Educação (Direc-25) asseguraram o retorno das atividades, ontem, em várias escolas. No Colégio Estadual Antônio Geraldo, por exemplo, seis professores garantiram que houvesse aulas para 170 alunos. Já no Colégio Estadual Duque de Caxias, também em Barreiras, das nove turmas do matutino, sete tiveram aula. “Os funcionários da Direc realizaram uma força tarefa para assegurar o direito do aluno e do professor que quer voltar as suas atividades”, informou o diretor da Direc de Barreiras, Adalto Soares.
Nas Direc de Bom Jesus da Lapa, Brumado, Ibotirama e Macaúbas – a greve não atinge mais nenhuma escola e as aulas estão ocorrendo normalmente. Já na Direc de Vitória da Conquista, das 64 escolas, somente em uma as atividades continuam paralisadas. A situação se repete nas Direc de Ribeira do Pombal – das 31 escolas, a greve só é mantida em uma. Em Salvador e Região Metropolitana (RMS), onde existem 347 escolas da rede, o movimento grevista também registra sinal de desgaste, com 15 escolas funcionando normalmente.
O secretário estadual da Educação, Adeum Sauer, voltou a convocar os professores para o retorno às atividades, no intuito de não aumentar ainda mais o prejuízo que a paralisação tem causado aos alunos. “O reajuste já foi consumado e aprovado por lei. O governo mantém sua posição inicial e se coloca a disposição da categoria para retomar as negociações com a criação da mesa setorial”, destacou o secretário, ressaltando que o retorno das aulas já está consolidado no interior.
Sauer também lamentou o fato de alguns professores estarem realizando piquete nas portas das escolas, no intuito de barrar a volta às aulas. “Sem dúvida há uma tendência de retorno entre os professores. Não adianta quererem inventar novos fatos e plantar notícias porque os professores não precisam de nenhum mártir. O governo não tem essa prática de populismo nem de messianismo”, pontuou.
OUTRO LADO - No próximo domingo, 17, professores e professoras de Alagoinhas , segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Bahia, APLB, fazem uma grande manifestação, aproveitando a visita que o governador Jaques Wagner fará a cidade. A concentração será em frente ao Centro de Cultura, a partir de 7h30.
O slogan da manifestação é “Luto pela Educação”. Os carros estrão com fita preta nas antenas; adesivos nos pára-choques e os educadors vão usar camisetas com o slogan estampado.
Professores e professoras vão mostrar ao governador toda a insatisfação pelo mau tratamento que o governo popular está dando à educação pública da Bahia.
REPOSIÇÃO - Ontem,13, foi realizada uma reunião entre o Secretário da Educação, a direção da APLB-Sindicat para discutir parâmetros para a reposição de aulas motivados pela greve da categoria.
Na próxima segunda-feira, 18, todos se reunirão mais uma vez para oficializar o acordo para que a SMEC possa publicar Circular Interna dirigidas às Unidades Escolares. Podemos, resumidamente, adiantar que foram acordados os seguintes pontos :
1. O cumprimento dos 200 dias letivos requer a reposição de 09 (nove) dias oficiais. Esses 09 dias foram oficiais, do movimento;
2. Essa reposição deve ser extensiva aos três turnos;
3.Praticar mecanismos de reposição que não necessariamente utilize o recesso junino, nem transfira para o final do ano letivo;
4. O calendário,deve ser discutido, votado e assinado pelo Conselho Escolar (pais, alunos, profissionais da educação, direção) para que todos se comprometam com o cumprimento integral;
5.Haverá monitoramento desse processo por parte da Secretaria, APLB-Sindicato, Conselhos Escolares;
6. Será dado prazo para que os calendários sejam encaminhados para a SMEC.
( da redação com informações de assessorias)