31 de julho de 2025

Nordeste e Emprego. Folha de pagamento no emprego industrial no Nordeste chegou a evoluir 7,9%.

A Política Real teve acesso.

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( Brasília-DF, 14/06/2007) A Política Real teve acesso. Em abril, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria ajustado sazonalmente cresceu 1,4% em relação ao mês imediatamente anterior, após apresentar recuo de 3,7% em março. O indicador de média móvel trimestral, ao variar 0,4% entre os trimestres encerrados em março e abril, registrou a quarta taxa positiva consecutiva, acumulando acréscimo de 6,7% neste ano.

No confronto com igual período do ano anterior, os resultados prosseguiram positivos: 5,9% no indicador mensal e 4,7% no acumulado no ano. O acumulado nos últimos doze meses, mostrou incremento entre o mês de março (2,3%) e abril (2,7%), mantendo a trajetória ascendente desde dezembro de 2006.

O valor da folha de pagamento real cresceu 5,9% em relação a abril do ano anterior, com taxas positivas nos quatorze locais pesquisados. A maior influência veio de São Paulo (6,0%), em função, principalmente, do aumento salarial em produtos químicos (11,8%), meios de transporte (6,6%) e máquinas e equipamentos (6,0%). Em seguida, destacou-se o Rio Grande do Sul (7,8%), por conta de produtos de metal (44,8%), produtos químicos (49,5%) e alimentos e bebidas (18,4%). O elevado crescimento da folha de pagamento no primeiro setor deveu-se ao aumento das contratações e, no caso de produtos químicos, ao reajuste salarial retroativo a janeiro em uma importante empresa. Vale citar, ainda, a Região Nordeste (7,9%), em função de alimentos e bebidas (11,3%), calçados e artigos de couro (13,0%) e refino de petróleo e produção de álcool (29,9%, 1); e Minas Gerais (4,5%), cujo aumento da folha de pagamento foi decorrente, sobretudo, de alimentos e bebidas (15,9%), indústria extrativa (18,9%) e máquinas e equipamentos (12,7%).

Setorialmente, ainda no indicador mensal, o valor da folha de pagamento real cresceu em quatorze dos dezoito setores investigados. Os principais impactos positivos vieram de alimentos e bebidas (8,0%), produtos químicos (11,0%), meios de transporte (5,5%) e indústria extrativa (19,0%). Por outro lado, as maiores pressões negativas foram observadas em papel e gráfica (-5,1%), madeira (-7,4%) e fumo (-25,0%).

O indicador acumulado no primeiro quadrimestre do ano (4,7%) cresceu em todos os locais pesquisados. As principais contribuições para a expansão do valor real da folha de pagamento vieram de São Paulo (3,5%), Região Nordeste (7,9%) e Minas Gerais (6,0%).

Em São Paulo, produtos químicos (8,5%), alimentos e bebidas (6,5%) e minerais não-metálicos (12,0%) foram os destaques mais importantes. Na região Nordeste, sobressaíram alimentos e bebidas (11,6%), refino de petróleo e produção de álcool (30,4%) e calçados e artigos de couro (9,1%) e, em Minas Gerais, metalurgia básica (7,6%), indústria extrativa (17,5%) e alimentos e bebidas (10,3%).

Em termos setoriais, quatorze atividades ampliaram o valor da folha de pagamento, com destaque para alimentos e bebidas (9,0%), produtos químicos (8,5%) e indústria extrativa (15,8%). Por outro lado, as maiores influências negativas vieram de papel e gráfica (-4,3%), madeira (-6,4%) e calçados e artigos de couro (-2,7%).

( da redação com informações de assessoria)