31 de julho de 2025

Sergipe. Estado continua inadimplente com o Tesouro apesar dos esforços, garante Nilson Lima.

Secretário de Fazenda falou aos deputados estaduais, hoje.

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( Brasília-DF, 13/06/2007) A Política Real teve acesso. A situação financeira do Estado de Sergipe foi exposta hoje ,13 durante Audiência Pública na sala das Comissões da Assembléia Legislativa do Estado.

Cumprindo a legislação estadual, o secretário de Fazenda, Nilson Lima, fez uma explanação aos deputados estaduais integrantes da Comissão de Economia e Finanças e, através de gráficos, mostrou que nos primeiros quatro meses da atual gestão o governo arrecadou mais e gastou menos, num comparativo com o mesmo período do governo passado. De acordo com os números apresentados, em 2006 o governo havia arrecadado R$ 1.055,7 bilhão e gasto R$ 953,8 milhões. Já em 2007, a arrecadação foi de R$ 1.141,1 bilhão e o gasto de R$ 913,6 milhões.

O secretário reafirmou que em janeiro o governador Marcelo Déda encontrou a situação financeira do Estado “ muito ruim”, por isso foram necessários vários ajustes nas contas públicas. No atual período, houve redução da dívida fiscal liquida, caindo de R$ 1.431,1 bilhão em 31 de dezembro de 2006, para R$ 1.167,4 bilhão em 30 de abril de 2007. Apesar dessa notícia, o secretário Nilson Lima garantiu que os problemas com o descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) persistem. “Justamente por isso o nosso Estado continua inadimplente junto à Secretaria do Tesouro Nacional e impedido de contrair empréstimos e outros financiamentos do governo federal”, explicou o secretário.

Após a avaliação do cumprimento das metas fiscais do primeiro quadrimestre de 2007, feita pelo secretário Nilson Lima, teve início o debate com a participação dos parlamentares. Venâncio Fonseca (PP), líder da oposição na Casa, mostrou-se insatisfeito com as explicações do secretário e cobrou informações mais detalhadas. Num determinado momento da discussão, o presidente da comissão, Francisco Gualberto (PT), fez críticas à postura do opositor e deu início a um bate-boca que terminou com a cassação da palavra do deputado Venâncio.

Participaram da audiência, além do presidente da comissão, Francisco Gualberto, os deputados Venâncio Fonseca, Conceição Vieira, Suzana Azevedo, Wanderlê Correia, Angélica Guimarães, Antônio Passos, Augusto Bezerra, César Mandarino, Luiz Mitidieri, Mardoqueu Bodano, Arnaldo Bispo e Zeca Ramos. “A apresentação do secretário provou uma tese que estamos defendendo desde o início da gestão do governador Marcelo Déda: a maior obra dele nesses primeiros meses de mandato é reestruturar e reorganizar o Estado”, disse Gualberto.


( da redação com informações de assessoria)