31 de julho de 2025

Nordeste e Reforma Política. Parlamentares utilizam mecanismos regimentais para impedir votação da reforma.

A aprovação da lista fechada é o motivo para que partidos estejam evitando a reforma.

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(Brasília-DF, 13/06/2007) O início da sessão da Câmara de hoje deu o tom do embate que vai nortear a votação da reforma política. Parlamentares do PR, PP, PTB, PV e PDT tentaram adiar a discussão da reforma a partir de mecanismos obstrução. “Vamos usar todos os argumentos regimentais para invibializar a aprovação da lista fechada, com a qual não concordamos”, explicou o líder do PR, Luciano Castro (PR-RR).


Ontem, os líderes fecharam um acordo para colocar o projeto de reforma em apreciação e a questão da votação por lista fechada seria o primeiro ítem a ser analisada. A proposta é uma das mais polêmicas, dividindo a opinião das maiores bancadas como o PSDB e PT. Com medo que a lista fechada fosse aprovada líderes dos partidos que são contra a proposta resolveram utilizar de manobras regimentais para impedir a votação. “Quem está fazendo obstrução está quebrando um acordo, pois não está permitindo a discussão do mérito da reforma”, criticou Raul Jungmann (PPS-PE) em plenário.


Após uma hora, o recurso apresentado pelo deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) para suspender a discussão da reforma foi derrotado. Desta forma, o presidente Arlindo Chinaglia (PT-SP), retomou a discussão sobre a reforma política. Alguns deputados, entretanto, seguem apresentando impedimentos regimentais para adiar a apreciação da matéria.


(por Liana Gesteira)