31 de julho de 2025

Nordeste e Reforma Política. Lideranças nordestinas não estão conduzindo discussões.

Grandes partidos tendem a votar favoráveis ao fim das coligações, fidelidade, financiamento público e listas.

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( Brasília-DF, 12/06/2007) As discussões que antecedem a prevista votação de amanhã da reforma política, na Câmara Federal, estão evidenciando que as lideranças nordestinas não deverão ter grande força neste primeiro momento de um votação histórica para o Parlamento Brasileiro.

Os grandes partidos, PMDB, PT, DEM e PSDB, caminham para um consenso em torno de quatro pontos na reforma: fim das coligações proporcionais, fidelidade partidária, financiamento público e listas partidárias.

O PT deverá fechar questão pelos quatro pontos destacados Alguns deputados nordestinos, como Paulo Rubem Santiago(PE) e Sérgio Barradas Carneiro(BA), não aceitam votar em lista. A maioria da bancada nordestina do PT é de novos nomes que seriam preservados na composição das listas, mesmo com a tendência de racha entre as tendências. O PT é liderado pelo deputado Luiz Sérgio(PT-RJ)

No DEM fechou estão e a liderança vai orientar os deputados para votarem pelos chamados quatro pontos de consenso. O líder do partido é Ônix Lorenzoni(DEM-RS).

O líder do PSDB, Antonio Carlos Pannuzio(SP), informou que o Partido se reúne amanhã às 9 horas para reduzir as discrepâncias em torno de alguns pontos. Ele disse que o fato da Executiva Nacional não ter fechado questão, deverá motivá-lo a orientar em torno de três pontos: fim das coligações proporcionais, pela fidelidade partidária e com financiamento público. Este ponto, entende ele, teria viunculação com as listas partidárias.

“Com esse modelo de proposta de financiamento(público) não dá para fechar com listas. É uma excresência”. Pela tônica da postura do líder, o PSDB tenderá a apoiar dois dos chamados quatro pontos de consenso. Com referência aos pontos de consenso, Pannuzio garante que existe acordo “entre 70% e 80 % da bancada”.

O PMDB, dos quatro grandes, é o único que é liderado por um nordestino, o deputado Henrique Eduardo Alves(RN). Ele não quis antecipar sobre os chamados pontos de consenso. Ele garantiu para amanhã, às 9 horas, uma reunião para definir as orientações. O presidente do Partido, Michel Temer(SP) foi mais consultado sobre a questão.

( por Genésio Araújo Junior)