31 de julho de 2025

Bahia. Deputado destaca preocupação com meio ambiente e defende proposta que incentiva o setor.

Iniciativa já tratada pela agência surgiu no Senado com Waldeck Ornelas.

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( Brasília-DF, 12/06/2007) A Política Real teve acesso. O deputado federal Fernando de Fabinho(DEM-BA) enviou à redação artigo em que alerta para a questão ambiental, lembra impressões do passado recente e defende a aprovação pela Câmara Federal de proposta que já passou pelo Senado, de iniciativa do ex-senador Waldeck Ornelas(DEM-BA), que dá incentivos para quem investir no meio ambiente. Veja a íntegra do artigo:

“Coisa de maluco”


“ Lembro-me quando mais jovem, no decorrer da década de 1970, algumas cenas, quase hollywoodianas, de rapazes e moças, em pequenos barcos, abordar navios imensos que faziam parte da indústria de caça a mamíferos marinhos, como as focas, as baleias e os leões-marinhos, dentre muitas outras espécies que sofriam (muitas ainda sofrem) com a caça predatória, covarde e brutal, poder-se-ia dizer infame que traduziam, de forma concreta e fiel, a que ponto nós, humanos, podemos chegar, no que concerne à nossa avareza, à nossa ganância, à nossa irresponsabilidade e, principalmente, à nossa violência, que muitas vezes é dissimulada, escondida, até mesmo controlada, mas que de
repente explode e destrói e mata e por fim nos envergonha, por sermos tão frágeis quanto as nossas atitudes mesquinhas e, ambiguamente, tão fortes quanto percebemos a necessidade de sermos nobres e generosos com os nossos semelhantes, com a natureza e com o meio ambiente em que vivemos.

Quando jovem achava estranhas aquelas cenas que eu via pela televisão. Pensava: “que coisa de maluco”, ao tempo que percebia muita coragem daqueles ativistas em abordar indústrias poderosíssimas, em mares profundos, de ondas furiosas e pessoal de navio disposto a reprimir os ambientalistas por intermédio da violência. Era algo que eu achava uma “coisa de doido”, muitas vezes insensato, mas, em contradição ao meu pensamento crítico, admirava aquelas pessoas, sem, no entanto, perceber que os ativistas prónatureza
estavam anos-luz à frente do restante da humanidade que ainda não tinha a clareza ou a consciência de que nós, os humanos, estávamos a destruir a Terra, o planeta, que é a nossa casa, o único lugar em que os seres vivos podem viver. Achava estranho também a defesa dos animais, até então considerados pela sociedade humana como seres inferiores, e que, na verdade, não o são, porque eles também têm direito à vida, tanto quanto os homens e as mulheres, bem como esses seres “inferiores” se reproduzem, tais quais a humanidade.

Hoje, passados mais de trinta anos, a grande questão da humanidade é saber como preservar a sua casa, que é o planeta Terra. Surpresos, percebemos que aqueles grupos de ecologistas e ambientalistas chamados de “loucos” tinham razão e sabiam o que estava a acontecer, bem como sabiam o que iria acontecer, ou seja, um futuro nada ditoso para a espécie humana. Criamos um grande problema no que tange como preservar a vida, tanto no que se refere aos milhares de tipos de biomas que estão a ser extintos, como no que é relativo à salvação de tudo o que é Via-crucis dos impostos vivo. O problema ambiental é mais grave que as guerras, pois, se o planeta perecer, não haverá solução factível que possa reverter a destruição da Terra.

A degradação do meio ambiente, o aquecimento global, a derrubada delorestas, a poluição dos rios e dos oceanos e a morte de milhares e milhares de espécies de animais e plantas é uma catástrofe sem precedentes na história da humanidade. Não paramos de consumir, aliás, não equacionamos nossas necessidades e com isso os bens da natureza, que geralmente não são renováveis, são exauridos ao máximo, o que acarreta imensas transformações no globo terrestre, a começar pelo aquecimento global, que, inapelavelmente, começou a modificar o clima no planeta. Por isso, a mobilização dos países para conscientizar as populações e denunciar governos que não cooperam com a comunidade internacional é de grande importância. Há necessidade de os governos perceberem que o aquecimento da terra não é uma ficção científica, é real, e esta realidade mata, modifica os biomas, destrói os ecossistemas, pois tudo isso tem origem na nossa necessidade de consumo, um consumo exacerbado e despido de responsabilidade.

O Brasil está entre os dez países que mais poluem o planeta. A nossa questão está retratada nas queimadas de campos e florestas, que, junto com outros países poluidores, ajudam a causar o aquecimento e poluir as matas, os mares, os rios e o ar que respiramos. É lamentável percebermos que países poderosos como os Estados Unidos, os maiores poluidores do mundo, tenham dificuldade em cooperar com a maioria dos países que estão imbuídos em diminuir o aquecimento global e combater a destruição da Terra.

A humanidade tem de entender que ela não deve e não pode ser suicida. A preservação da vida é inerente ao homem e a todas as criaturas. Por isso, o Brasil, ao tempo em que polui com as queimadas, também busca criar soluções por intermédio de energias alternativas — os chamados biocombustíveis, bem como o etanol. Essas tecnologias são de ponta e o Brasil está na vanguarda desse segmento tecnológico e, por conseguinte, poderá liderar o comércio desses tipos de produtos em escala mundial.

Tramita na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 5.974/05, que tem por finalidade estimular doações de pessoas físicas e jurídicas a entidades ambientalistas ou a fundos governamentais, como o Fundo Nacional de Meio Ambiente (FNMA) e fundos estaduais e municipais, por intermédio de descontos no Imposto de Renda, que proporcionarão incentivos fiscais a quem investe na preservação do meio ambiente. Desde 2005, o projeto tramita e por isso faço um apelo para que o PL seja aprovado, porque se trata de um avanço para os interesses da sociedade brasileira, que deseja, definitivamente, que seja estancado o processo de degradação do meio ambiente, que é tão necessário para que possamos ter uma qualidade de vida melhor, bem como sermos exemplo para aqueles países cujos governos não cooperam a favor de termos um mundo melhor para nossos filhos e para as futuras gerações.”

( da redação com informações de assessoria)