31 de julho de 2025

Nordeste e Industria

CE: Setor caiu 4,9 por cento em março comparado com fevereiro.

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( Brasília-DF, 09/05/2007) A Política Real teve acesso. Em março de 2007, a produção industrial do Ceará, ajustada sazonalmente, recuou 4,9% frente a fevereiro, após ter crescido 3,9% no mês anterior. Em relação a março do ano passado, a indústria cearense mostrou decréscimo de 6,9%. No fechamento do primeiro trimestre do ano, houve recuo de 4,2% frente a igual período do ano anterior e de 2,4% em relação ao trimestre imediatamente anterior (série ajustada sazonalmente). O indicador acumulado nos últimos doze meses cresceu 4,6%, porém segue em trajetória descendente desde dezembro de 2006 (8,2%). O indicador de média móvel trimestral apresentou recuo de 1,6% entre os trimestres encerrados em fevereiro e março
O indicador mensal da produção industrial cearense apresentou decréscimo de 6,9%, com seis dos dez setores industriais pesquisados com taxas negativas. A maior contribuição negativa veio de refino de petróleo e produção de álcool (-50,4%), refletindo uma paralisação técnica em importante refinaria, com impactos, sobretudo, na produção de gasolina. Em seguida, vale citar também os recuos observados em alimentos e bebidas (-4,5%), por conta da menor fabricação de amendoim e castanha de caju torrados, e biscoitos e bolachas; e na indústria têxtil (-4,9%), em função da queda na produção de tecidos e fios de algodão. Por outro lado, as principais influências positivas foram assinaladas na metalurgia básica (46,4%) e em calçados e artigos de couro (3,7%).
O primeiro trimestre do ano recuou 4,2%, em relação ao mesmo período do ano passado, com seis das dez atividades pesquisadas apresentando resultados negativos. As principais influências sobre a média global vieram de refino de petróleo e produção de álcool (-34,2%), por conta da menor produção de gasolina e asfalto; e de têxtil (-12,2%), em função de tecidos e fios de algodão. Em sentido oposto, os maiores impactos positivos foram assinalados em alimentos e bebidas (3,8%) e em metalurgia básica (41,2%). O primeiro trimestre do ano (-4,2%), primeiro resultado negativo desde o último trimestre de 2005, mostrou ritmo bastante inferior ao observado no último trimestre do ano passado (8,0%). Para este movimento contribuíram oito dos dez setores pesquisados, com destaque para calçados e artigos de couro, que passou de 14,3% para -4,0%; e alimentos e bebidas (de 12,4% para 3,8%).

(da redação com informações de assessoria)