31 de julho de 2025

Nordeste e Indústria.

IBGE aponta perdas na maioria dos estados do Nordeste; Em março, indústria cresce em 8 dos 14 locais pesquisados

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( Brasília-DF, 09/05/2007) A Política Real teve acesso. Os índices regionais da produção industrial ajustados sazonalmente mostraram, de fevereiro para março, expansão em oito dos quatorze locais investigados pelo IBGE. Em Minas Gerais (5,3%) foi verificado o maior crescimento, seguido por Pernambuco (4,9%), Paraná e Rio de Janeiro (ambos com 3,6%) e Goiás (3,4%). São Paulo (0,0%), parque fabril de maior peso no país, registrou estabilidade após crescer 2,4% em fevereiro. Ainda nesse mesmo período, Ceará (-4,9%), região Nordeste (-1,6%) e Bahia (-0,2%) apresentaram resultados negativos.

Em relação a março de 2006, os índices regionais apresentaram taxas positivas em onze das quatorze regiões pesquisadas. Os aumentos oscilaram entre os 11,4% do Paraná e os 0,3% da região Nordeste. Os demais locais com taxas positivas, acima da média nacional (3,9%), foram: Minas Gerais (7,8%), Rio Grande do Sul (7,4%), Espírito Santo (6,3%), Pernambuco (5,9%) e Rio de Janeiro (4,4%). Ainda nessa comparação, Ceará (-6,9%), Amazonas (-2,6%) e Bahia (-0,3%) apresentaram recuo.
Resultados para o primeiro trimestre de 2007
No primeiro trimestre do ano, frente a igual período do ano anterior, com taxas acima da média nacional (3,8%), situaram-se as indústrias do Paraná (8,0%), Pará (6,7%), Goiás (6,5%), Rio Grande do Sul e Espírito Santo (ambos com 6,4%), Minas Gerais (5,8%) e Pernambuco (5,7%), onde se destacaram, respectivamente, os itens: caminhões; minérios de ferro; fertilizantes; autopeças; petróleo; automóveis; e açúcar cristal. Apenas Ceará (-4,2%) e Amazonas (-2,3%) assinalaram resultados negativos e as principais pressões vieram, respectivamente, de refino de petróleo e produção de álcool (gasolina, 1); e de material eletrônico e equipamentos de comunicações (telefones celulares e televisores).
Os indicadores regionais da produção mostraram que a aceleração no ritmo produtivo, observada nos índices nacionais na passagem do 4º trimestre de 2006 (3,2%) para o 1º trimestre de 2007 (3,8%), teve reflexo também na maioria (9) dos quatorze locais pesquisados. Os ganhos mais acentuados entre esses dois períodos foram verificados na Região Sul: Rio Grande do Sul, onde a taxa salta de 1,2% para 6,4%, seguido por Paraná (de 4,5% para 7,9%) e Santa Catarina (de 0,1% para 2,5%). A forte presença de produtos associados a produção de bens de capital e a recuperação do setor agrícola explicam o bom desempenho desses locais.



( da redação com informações de assessoria)