31 de julho de 2025

Nordeste e Ocupação. Comparado com 2.006 houve aumento da ocupação.

Dentro deste nicho houve avanço em Salvador.

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( Brasília-DF, 30/05/2007) A Política Real teve acesso. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o nível de ocupação, em abril, cresceu 2,7%, mesma variação de março.


Foram geradas 415 mil ocupações no total das regiões pesquisadas, aumento mais que suficiente para absorver as pessoas que entraram no mercado de trabalho (254 mil), reduzindo em 161 mil o número de desempregados. A taxa de participação pouco variou, ao passar de 60,7% para 60,5%, entre abril de 2006 e de 2007.


O desempenho favorável do nível de ocupação resultou da geração de postos de trabalho em todas as regiões pesquisadas, embora com intensidades diferenciadas: 6,8% em Belo Horizonte; 4,6% no Distrito Federal; 3,9% em Salvador; 3,5% em Porto Alegre; 2,5% em Recife e 1,1% em São Paulo.


Segundo os setores de atividade analisados, foram gerados postos de trabalho no Comércio (7,9%), nos Serviços (3,4%) e na Construção Civil (0,9%). Ocorreram retrações no agregado Outros Setores (2,3%) e na Indústria (1,3%).


Por posição na ocupação, o número de assalariados aumentou 4,1% no setor privado e 1,0% no público. O desempenho do primeiro deveu-se, exclusivamente, à expansão dos assalariados com carteira de trabalho assinada (5,4%), já que houve variação negativa daqueles sem carteira (0,6%). Ampliou-se em 5,5% o número de ocupados no agregado outras posições, houve relativa estabilidade entre os autônomos (0,3%) e diminuiu o emprego doméstico (1,4%).


Nos últimos 12 meses, devido ao comportamento positivo do nível de ocupação, a taxa de desemprego total no conjunto das seis regiões onde a PED é realizada diminuiu de 18,0% para 16,9%. Segundo suas componentes, reduziram-se as taxas de desemprego aberto (de 11,9% para 11,4%) e oculto (de 6,1% para 5,5%).
A taxa de desemprego total diminuiu em todas as regiões pesquisadas, com mais intensidade em Belo Horizonte (13,5%) e Porto Alegre (12,3%), seguido pelo Distrito Federal (8,2%), Recife (5,5%), Salvador (4,1%) e São Paulo (3,6%).


Entre março de 2006 e de 2007, o rendimento médio real dos ocupados aumentou 3,5%, refletindo crescimentos verificados em quase todas as regiões pesquisadas: Belo Horizonte (5,7%), Distrito Federal (4,1%), São Paulo (4,0%), Recife (3,3%) e Porto Alegre (1,9%). Apenas em Salvador o rendimento médio apresentou pequena redução (0,8%).


As massas de rendimento de ocupados e assalariados elevaram-se em 6,2% e 6,1%, respectivamente, refletindo os aumentos nos níveis de ocupação e de rendimentos, no período em análise.


( da redação com informações da Dieese)