Nordeste e Emprego. Desemprego aumentou, mas no Nordeste o destaque negativo continua na Bahia.
Dieese divulgou pesquisa sobre o trabalho nas regiões metropolitanas no trimestre abril.
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( Brasília-DF,30/05/2007) A Política Real teve acesso. As informações da Pesquisa de Emprego e Desemprego, do Dieese, divulgadas agora há pouco - mostram que, no mês em análise( trimestre que termina em abril), o contingente de desempregados no conjunto das seis regiões metropolitanas onde a pesquisa é realizada foi estimado em 3.238 mil pessoas, 67 mil a mais do que no mês anterior. A taxa de desemprego total variou de 16,6%, em março, para 16,9%, em abril. A taxa de desemprego aberto cresceu de 11,0% para 11,4% e a de desemprego oculto oscilou negativamente, ao passar de 5,7% para 5,5%, no período em análise.
Em abril, a relativa estabilidade do nível de ocupação (0,2%) interrompeu comportamento de redução usualmente observado no primeiro trimestre do ano. Em números absolutos foram geradas 37 mil novas ocupações, quantidade insuficiente para absorver as 104 mil pessoas que entraram no mercado de trabalho, o que resultou no acréscimo de 67 mil pessoas ao contingente de desempregados. O número de ocupados foi estimado em 15.950 mil pessoas e a População Economicamente Ativa, em 19.188 mil, no mês em análise.
Entre as regiões pesquisadas, verificaram-se comportamentos diferenciados na taxa de desemprego total: aumento de 5,4% em Porto Alegre, 2,5% em São Paulo e 2,2% em Salvador, relativa estabilidade no Distrito Federal (0,5%) e decréscimo em Belo Horizonte (2,2%) e Recife (1,9%).
O desempenho do nível de ocupação foi positivo no Distrito Federal (1,5%), Belo Horizonte (1,4%) e Recife (0,7%), permaneceu inalterado em São Paulo e relativamente estável em Porto Alegre (-0,2%) e apresentou pequena variação negativa em Salvador (0,7%).
A relativa estabilidade do nível ocupacional metropolitano decorreu do crescimento nos Serviços (0,6%) e na Indústria (0,5%), que praticamente compensou o decréscimo no agregado Outros setores (1,2%) e no Comércio (0,5%). Na Construção Civil houve relativa estabilidade (0,2%), conforme Tabela 3.
Por posição ocupacional, registrou-se estabilidade do contingente de assalariados tanto do setor privado com e sem carteira de trabalho assinada como do setor público (0,2%). Houve pequeno aumento do número de autônomos (0,8%) e no agregado outras posições (1,4%), enquanto o emprego doméstico apresentou pequena variação negativa (0,5%) .
( da redação com informações do Dieese)