31 de julho de 2025

Nordeste e Indústria. Seis estados lideram ranking da produção industrial brasileira.

No Nordeste, a Bahia é o destaque.

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( Brasília-DF, 30/05/2007) A Política Real teve acesso. No período de 1996 a 2005, foi também verificada uma redução de importância da atividade industrial em São Paulo e no Rio Grande do Sul, neste último de forma mais suave, por conta da perda de participação no valor de transformação industrial.

Em sentido oposto, as unidades da federação que lideraram os ganhos de participação, foram: Bahia (refino de petróleo e produção de álcool e veículos), Rio de Janeiro (indústria extrativa), Minas Gerais (indústria extrativa), Espírito Santo (indústria extrativa), Paraná (refino de petróleo e produção de álcool) e Mato Grosso (alimentos).

PIA-Produto: óleo diesel e petróleo se destacam em valor de vendas

A PIA-Produto levantou informações das empresas industriais do país com 30 ou mais pessoas ocupadas, investigando cerca de 3.600 itens. Em 2005, as vendas totalizaram R$1,1 trilhão, que representam cerca de 90% das vendas totais da indústria brasileira.

Destaque no setor de bens intermediários em 2005, o óleo diesel liderou a lista dos 100 maiores produtos industriais em valor de vendas no país, com R$ 40 bilhões, e teve 64% de suas vendas localizadas nos estados de São Paulo, Paraná e Bahia. Outro destaque neste ranking foi o petróleo: o insumo saltou da 99ª posição, em 2000, para a oitava em 2005. Um dos motivos desse bom desempenho é sua crescente participação na pauta das exportações brasileiras nos últimos anos.

São Paulo se mantém com a maior participação nas vendas em 2005 (41,6%), embora mostre perda de importância em relação a 2000 (46,4%). O mesmo movimento ocorre em todas as categorias de uso: bens de capital , que inclui máquinas e equipamentos, com redução de 66,6% para 57,4%; bens intermediários , que compreende produção de matérias-primas e insumos, de 42,7% para 38,5%; bens de consumo duráveis , como celulares e automóveis, de 42,7% para 37,0%; e bens de consumo semi e não duráveis , tais como alimentos e calçados, com queda de 46,7% para 44,5%.

O segmento de bens intermediários confirmou sua liderança nas vendas industriais por categorias de uso em 2005, com 57,9%. Há cinco anos, participava com 55,0% do total. Este movimento de expansão está provavelmente associado ao dinamismo das exportações brasileiras, especialmente favorecidas pela valorização das commodities . No mesmo setor, vale ainda ressaltar o crescimento no setor de minérios de ferro beneficiados, que passou a ocupar a terceira colocação no ranking das vendas nacionais, saindo do quinto lugar em 2000. O item minérios de ferro teve 78,5% de suas vendas efetuadas por Minas Gerais e Espírito Santo.

O segmento de bens de consumo semi e não duráveis mantém a segunda posição entre as categorias de uso, com perda de participação entre 2000 (24,5%) e 2005 (21,2%). Entre os semiduráveis, sobressaem os itens calçados de couro femininos, com Rio Grande do Sul e Ceará sendo responsáveis por 88,4% das vendas. Já entre os bens de consumo não duráveis, os destaques são gasolina e álcool, anidro e hidratado, para fins carburantes. No primeiro, destacam-se as vendas em São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, com 69,7% do total, e no segundo, São Paulo, com participação de 61,6%.

No setor de bens de capital, observa-se queda de participação de 9,3% em 2000 para 7,7% em 2005. A indústria do Rio Grande do Sul, no entanto, mostra o maior ganho entre 2000 (8,4%) e 2005 (11,9%). Neste local, o destaque são os tratores agrícolas, com 16,4% de participação nas vendas de bens de capital no estado. São Paulo e Rio de Janeiro também se destacam por produzirem, predominantemente, o item caminhões leves, que sobressai com 10,1% das vendas do setor em 2005.


Celulares alcançam sexta posição em vendas

Na categoria de bens de consumo duráveis houve aumento de participação entre 2000 (8,0%) e 2005 (8,8%). As vendas de celulares já colocam estes aparelhos na sexta posição entre os produtos com maior valor de vendas, dez posições acima da alcançada em 2000. Amazonas manteve a segunda maior participação nesse segmento (24,0%), graças às vendas de eletroeletrônicos, motocicletas e telefones celulares. Por produtos, sobressaem automóveis com cilindrada maior que 1500 cm³ e menor ou igual a 3000 cm³, que tiveram 61,7% das vendas realizadas em São Paulo e Minas Gerais. Já veículos de cilindrada menor ou igual a 1000 cm responderam por 85% das vendas, com destaque para São Paulo, Bahia e Paraná.

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1 VTI é a diferença entre valor bruto da produção industrial (soma de vendas, variação dos estoques e produção própria realizada para o ativo imobilizado) e o custo das operações industriais (custos ligados diretamente à produção).

( da redação com informações do IBGE)