31 de julho de 2025

Nordeste e Indústria. Nordeste é a terceira no setor, porém ainda tem produtividade abaixo da média nacional.

Pesquisa do IBGE traça perfil de empresas e produtos industriais do país.

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( Brasília-DF, 30/05/2007) A Política Real teve acesso. A Pesquisa Industrial Anual (PIA -Empresa) do IBGE – divulgado agora há pouco - mostra que, em 2005, 147.400 empresas empregaram cerca de 6,4 milhões de pessoas, sendo que 3,8 milhões (59,6%) trabalhavam para as pequenas (de 5 e 99 trabalhadores) e médias (de 100 a 499 trabalhadores) empresas. Contudo, entre as pequenas empresas, as que ocupavam de 5 a 29 pessoas empregaram 1,3 milhão de pessoas, o que representa 20% do contingente de ocupados nas empresas industriais em todo o país. Das pessoas ocupadas na indústria, 40,4% (ou cerca de 2,6 milhões) estavam nas grandes empresas (de 500 ou mais pessoas ocupadas).

Ainda em 2005, as empresas industriais pagaram R$ 106 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações, que representam uma média de 4,4 salários mínimos mensais. Elas também acumularam uma receita de R$ 1.256 bilhões e o valor da transformação industrial (VTI) foi de R$ 511 bilhões .

Em relação aos produtos industriais, a PIA-Produto revelou que o óleo diesel lidera a lista dos 100 maiores em valor de vendas em 2005, com R$ 40 bilhões. No mesmo ranking, o óleo bruto de petróleo saltou da 99ª posição, em 2000, para a oitava, com R$ 11,7 bilhões. São Paulo teve a maior participação nas vendas industriais brasileiras em 2005 (41,6%), mas sofreu queda frente a 2000 (46,4%). No estado, no mesmo período (2000-2005), as vendas de bens de capital passaram de 66,6% para 57,4% das vendas totais desse setor no país; bens intermediários caíram de 42,7% para 38,5%; bens de consumo duráveis recuaram de 42,7% para 37,0%; e bens de consumo semi e não duráveis caíram de 46,7% para 44,5%.

Grandes empresas são responsáveis por 68,9% do valor da transformação industrial

A diferença entre grandes e pequenas empresas industriais foi observada também pela participação no valor da transformação industrial 1. Em 2005, as empresas com mais de 500 pessoas ocupadas representaram 68,9% do valor de transformação, enquanto as pequenas apenas 13,3%. Entre as pequenas, as que tinham entre 5 e 29 pessoas ocupadas tiveram participação de 6,3%. As médias contribuíram com 17,8%.

As grandes empresas, que apresentam mais produtividade e também pagam maiores salários, pagaram em média 6,2 salários mínimos, acima do resultado do total da indústria (4,4) em 2005. No mesmo período, o pessoal ocupado nas médias empresas recebeu 4,3 salários mínimos e os das pequenas 2,5.

Em relação à participação na produção, as empresas com faturamento superior a R$ 60,0 milhões concentraram 78,9% do valor de transformação industrial. Já as empresas de menor faturamento (até R$ 1,2 milhão) tiveram participação de apenas 3,7%. Em conjunto, os três grupos de empresas com menor faturamento (que representam 94,1% das empresas e 40,9% do pessoal ocupado) contribuíram com apenas 9,9% do valor de transformação industrial.

A PIA-Empresa mostra também que, em 2005, a região Sudeste concentrou mais da metade do pessoal ocupado (54,3%) e do valor de transformação industrial (63,5%). A segunda região mais importante em termos de pessoal ocupado foi a Sul, com 25,2% do pessoal ocupado e 17,7% do valor da transformação. As outras três regiões apresentaram valores percentuais mais próximos para as duas variáveis: Nordeste, com 12,4% do pessoal ocupado e 9,3% do VTI; Centro-Oeste, com 4,5% e 3,7%, respectivamente; e Norte, com o menor percentual de pessoas ocupadas (3,6%) e 5,8% do VTI.

Na análise regional da relação valor da transformação industrial por pessoal ocupado, observa-se que as regiões Sudeste (R$ 94 mil) e Norte (R$ 131 mil) têm produtividade acima do total do país (R$ 80 mil), enquanto Centro-Oeste (R$ 65 mil), Nordeste (R$ 60 mil) e Sul (R$ 56 mil) ficam abaixo da média global. A estrutura industrial do Norte é marcada pela indústria amazonense, em que predominam as grandes empresas, basicamente do ramo de bens de consumo duráveis, o que explica a elevada produtividade neste estado.

( da redação com informações do IBGE)