Nordeste e Operação Navalha. Ciro Gomes diz que não tem nada com isso, defende citados e diz que tem proposta para acabar com as emendas.
Ele estuda uma solução de mudança da LDO e CF, mas sugere que não vai ser mover agora.
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(Brasília-DF, 25/05/2007) O deputado federal Ciro Gomes(PSB-CE) que está participando do encontro dos governadores organizado pelo seu irmão Cid Gomes, na capital cearense, falou longamente aos jornalistas que cobrem o evento - num intervalo auto-concedido às conversações entre os titulares de Executivo. Ele acabou falando também sobre os primeiros resultados e “vítimas” da Operação Navalha.
Quando perguntado sobre a recente operação da PF e sobre uma CPI das Empreiteiras “ou dos mimos” ele escapou e depois foi adiante:
- E eu com isso!? Tenho nada a ver com isso. Bem, historicamente as CPIs vêm se tornando palco para ações espetaculosas, mas, eu pergunto: e os efeitos práticos da CPI do Mensalão( dos Correios)?! No que deu?! Eu sou a favor de investigações que sejam responsáveis e ofereçam soluções à sociedade. Deu entender que não vai assinar a proposta de investigação que já tem duas assinaturas de petistas e algumas de socialistas.
Ele acabou reclamando muito da imprensa, reclamou do trabalho de uma jornalista de um jornal de Fortaleza que teria publicado que o Governo do Estado iria bancar um segurança para ele, em Brasília, dizendo que a jornalista não o tinha procurado. Ele disse que o funcionário vai trabalhar com ele no gabinete, mas não será para funcionar como segurança.
Ele defendeu o ex-ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau, que acabou caindo com a divulgação de imagens de um assessor do MME recebendo um envelope de uma das assessoras de Zuleido Veras, da Gautama. Não por acaso, Rondeau, era um dos que mais tentava buscar uma solução para o impasse a que chegou a instalação da Ceará Steel, um empreendimento que envolve investidores da Coréia e da Itália, no Estado. Ele também reclamou da “TV Bandeirantes”,que teria divulgado notícia apontando que “fontes da PF” teriam citado o nome de Gilmar Mendes, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, como um dos favorecidos pela Gautama. Para tanto, ele defendeu o padrão Globo, que mesmo tendo os nomes que a PF divulgou, evitou divulgar.
FIM DAS EMENDAS - Ele disse que não é deputado de emenda.
- Não sou de emenda. Sou contra! – disse.
A partir desse ponto, o questionamos sobre o fato dele acreditar que caberia aos “burocratas” de Brasília o monopólio da indicação das verbas.
Ele reclamou do questionamento:
- Olha só. Lá vem ele. Eu sou deputado, rapaz! Sei que os deputados são medidos mais pela quantidade de verbas que levam a seus estados e municípios que pelos discursos que fazem em Plenário, mas existem outras alternativas.
Ele defende que a Lei de Diretrizes Orçamentárias,LDO, poderia limitar temporariamente as emendas para determinada área a cada ano. “Por exemplo, este ano, seriam destinados recursos em emendas para saneamento e educação, só”, disse.
Questionei-o se ele iria encaminhar proposta de emenda à LDO, ou a própria Constituição Federal, ou se serviria do “bloquinho”, grupo de partidos, como o PSB, PDT, PC do B e PMN, que forma a nova arrumação dos partidos mais à esquerda dentro da base governista – para tanto.
Ele disso que não era tempo para tal. Numa referência a prática comum, no Congresso, de que nos momentos de grande tensão não se deve fazer propostas de mudanças radicais pois elas acabam não sendo levadas adiante.
( por Genésio Araújo Junior)
Quando perguntado sobre a recente operação da PF e sobre uma CPI das Empreiteiras “ou dos mimos” ele escapou e depois foi adiante:
- E eu com isso!? Tenho nada a ver com isso. Bem, historicamente as CPIs vêm se tornando palco para ações espetaculosas, mas, eu pergunto: e os efeitos práticos da CPI do Mensalão( dos Correios)?! No que deu?! Eu sou a favor de investigações que sejam responsáveis e ofereçam soluções à sociedade. Deu entender que não vai assinar a proposta de investigação que já tem duas assinaturas de petistas e algumas de socialistas.
Ele acabou reclamando muito da imprensa, reclamou do trabalho de uma jornalista de um jornal de Fortaleza que teria publicado que o Governo do Estado iria bancar um segurança para ele, em Brasília, dizendo que a jornalista não o tinha procurado. Ele disse que o funcionário vai trabalhar com ele no gabinete, mas não será para funcionar como segurança.
Ele defendeu o ex-ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau, que acabou caindo com a divulgação de imagens de um assessor do MME recebendo um envelope de uma das assessoras de Zuleido Veras, da Gautama. Não por acaso, Rondeau, era um dos que mais tentava buscar uma solução para o impasse a que chegou a instalação da Ceará Steel, um empreendimento que envolve investidores da Coréia e da Itália, no Estado. Ele também reclamou da “TV Bandeirantes”,que teria divulgado notícia apontando que “fontes da PF” teriam citado o nome de Gilmar Mendes, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, como um dos favorecidos pela Gautama. Para tanto, ele defendeu o padrão Globo, que mesmo tendo os nomes que a PF divulgou, evitou divulgar.
FIM DAS EMENDAS - Ele disse que não é deputado de emenda.
- Não sou de emenda. Sou contra! – disse.
A partir desse ponto, o questionamos sobre o fato dele acreditar que caberia aos “burocratas” de Brasília o monopólio da indicação das verbas.
Ele reclamou do questionamento:
- Olha só. Lá vem ele. Eu sou deputado, rapaz! Sei que os deputados são medidos mais pela quantidade de verbas que levam a seus estados e municípios que pelos discursos que fazem em Plenário, mas existem outras alternativas.
Ele defende que a Lei de Diretrizes Orçamentárias,LDO, poderia limitar temporariamente as emendas para determinada área a cada ano. “Por exemplo, este ano, seriam destinados recursos em emendas para saneamento e educação, só”, disse.
Questionei-o se ele iria encaminhar proposta de emenda à LDO, ou a própria Constituição Federal, ou se serviria do “bloquinho”, grupo de partidos, como o PSB, PDT, PC do B e PMN, que forma a nova arrumação dos partidos mais à esquerda dentro da base governista – para tanto.
Ele disso que não era tempo para tal. Numa referência a prática comum, no Congresso, de que nos momentos de grande tensão não se deve fazer propostas de mudanças radicais pois elas acabam não sendo levadas adiante.
( por Genésio Araújo Junior)