Ceará. Deputados estaduais defendem mobilização pela siderúrgica para o Ceará.
Líder tucano disse que foi uma navalha nos planos do Ceará.
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(Brasília-DF, 24/05/2007) A Política Real teve acesso. Vários deputados reclamaram nesta quinta-feira ,24, na Assembléia Legislativa, contra a decisão do presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, que descartou a implantação da siderúrgica no Ceará. O deputado Fernando Hugo (PSDB) anunciou que vai reapresentar, para ser votado amanhã ,25, requerimento apresentado por ele, no dia dois de março deste ano, solicitando uma moção de protesto contra o presidente da empresa. Ele lembrou que havia retirado o requerimento, atendendo à solicitação do líder do Governo, deputado Nelson Martins (PT).
O deputado Cirilo Pimenta (PSDB) destacou que o Ceará se preparou para receber a siderúrgica que viria como "consolo" no lugar da refinaria. "E agora, como ficaremos", questionou, criticando que a ampliação do Porto do Pecém agora "vai servir para plantar mandioca". "É possível que a gente consiga uma casa de farinha", ironizou. "É um momento de profunda tristeza, de quebra de expectativa, de esperança que o povo do Ceará teve. A esperança é que o governo está investindo na área social. Mas não podemos sobreviver com Bolsa Família. Quero deixar registrada aqui toda essa mágoa que foi gerada no coração do cearense", lamentou.
Para o deputado Nelson Martins, o mais urgente é reunir a classe política para "que possamos forçar o mais rápido possível uma posição do presidente da República, porque Lula prometeu a siderúrgica na sua campanha eleitoral e disse para o governador Cid Gomes (PSB) que a questão estava resolvida. Pessoalmente, acredito que Lula vai cumprir com a sua palavra", afirmou.
Já o deputado Júlio César Costa Lima (PSDB) defendeu que o momento é de crise e decisiva para a bancada federal cearense. "A bancada cearense tem que tomar uma decisão. "Ciro Gomes (PSB), Tasso Jereissati (PSDB), Patrícia Saboya (PSB), assim como outros parlamentares têm que cobrar o compromisso do presidente. Esperamos que a bancada federal se pronuncie porque será julgada pela população cearense. Não podemos ficar calados", cobrou.
O deputado Moésio Loiola (PSDB) disse que Sérgio Gabrielli apenas cumpre uma determinação. "Eu tinha certeza que a siderúrgica não viria para o Ceará. Não adianta botar culpa no Gabrielli. Foi o presidente Lula que prometeu", lembrou. Para Moésio, nenhuma das obras prometidas pelo governo federal para o Ceará está andando, enquanto que no resto do país "as obras não andam, correm", criticou.
TUCANOS- O líder do PSDB, deputado João Jaime, criticou, nesta quinta-feira foi duro. "Foi uma navalha nos planos do Ceará. Ele castrou todos os sonhos dos cearenses que lutam há tantos anos para viabilizar uma empresa desse porte para o Estado", lamentou.
João Jaime lembrou o esforço da comissão pro-refinaria, quando os parlamentares, liderados pelo deputado Chico Lopes (PCdoB), visitaram estados da região Nordeste e, o Governo do Estado, chamado pela Petrobras, apresentou as condições técnicas que viabilizariam a vinda da refinaria para o Ceará. "No momento da reunião realizada em setembro de 2005, já pressentimos que não teríamos a refinaria. A Petrobras já sinalizava que não forneceria gás para siderúrgica. A dúvida foi plantada naquela época", disse o parlamentar.
Na avaliação do líder do PSDB, a decisão não deve partir da estatal. "É uma decisão de Estado não cabe ao presidente Gabrielli", opinou. João Jaime criticou as declarações "fulminantes" do presidente da empresa, alegando que ele (Gabrielli) não teve isenção. "Não estamos aqui discutindo se é importante para a empresa se instalar no Ceará, se vai ou não ter lucro. A discussão é se o Estado do Ceará precisa de um empreendimento de porte para poder dar um salto de desenvolvimento econômico", alegou, lamentando que enquanto parlamentares de outros estados se unem para defender os interesses das suas regiões, "a bancada cearense está desunida", disse.
"O Ceará não pode mais viver de pequenas indústrias, marcando passo, principalmente porque já estivemos em situação melhores e agora estamos ficando atrás, nós que já encostamos no PIB de Pernambuco", citou.
Para João Jaime, "neste Governo, infelizmente, o Ceará foi totalmente esquecido. Todas as obras que foram lançadas aqui nenhuma está em andamento. O Metrofor está parado há cinco anos, a transposição das águas do rio São Francisco não sai do canto. O programa Bolsa Família é importante, mas o Ceará não pode viver só de esmola", criticou.
Por fim, João Jaime considerou a atitude do presidente da Petrobras como "desmoralizante", argumentando que "Sérgio Gabrielli trata o cearense como se tivesse o hábito de dar calote. Nunca houve um caso de calote. Muito pelo contrário: o Ceará paga a sua dívida em dia. Ele defende o lobby do aço, esta é a verdade. O lobby do aço é muito forte e ele está se rendendo. Estamos num momento critico. Não é a Petrobras que fala, mas o governo", finalizou.
( da redação com informações de assessoria)
O deputado Cirilo Pimenta (PSDB) destacou que o Ceará se preparou para receber a siderúrgica que viria como "consolo" no lugar da refinaria. "E agora, como ficaremos", questionou, criticando que a ampliação do Porto do Pecém agora "vai servir para plantar mandioca". "É possível que a gente consiga uma casa de farinha", ironizou. "É um momento de profunda tristeza, de quebra de expectativa, de esperança que o povo do Ceará teve. A esperança é que o governo está investindo na área social. Mas não podemos sobreviver com Bolsa Família. Quero deixar registrada aqui toda essa mágoa que foi gerada no coração do cearense", lamentou.
Para o deputado Nelson Martins, o mais urgente é reunir a classe política para "que possamos forçar o mais rápido possível uma posição do presidente da República, porque Lula prometeu a siderúrgica na sua campanha eleitoral e disse para o governador Cid Gomes (PSB) que a questão estava resolvida. Pessoalmente, acredito que Lula vai cumprir com a sua palavra", afirmou.
Já o deputado Júlio César Costa Lima (PSDB) defendeu que o momento é de crise e decisiva para a bancada federal cearense. "A bancada cearense tem que tomar uma decisão. "Ciro Gomes (PSB), Tasso Jereissati (PSDB), Patrícia Saboya (PSB), assim como outros parlamentares têm que cobrar o compromisso do presidente. Esperamos que a bancada federal se pronuncie porque será julgada pela população cearense. Não podemos ficar calados", cobrou.
O deputado Moésio Loiola (PSDB) disse que Sérgio Gabrielli apenas cumpre uma determinação. "Eu tinha certeza que a siderúrgica não viria para o Ceará. Não adianta botar culpa no Gabrielli. Foi o presidente Lula que prometeu", lembrou. Para Moésio, nenhuma das obras prometidas pelo governo federal para o Ceará está andando, enquanto que no resto do país "as obras não andam, correm", criticou.
TUCANOS- O líder do PSDB, deputado João Jaime, criticou, nesta quinta-feira foi duro. "Foi uma navalha nos planos do Ceará. Ele castrou todos os sonhos dos cearenses que lutam há tantos anos para viabilizar uma empresa desse porte para o Estado", lamentou.
João Jaime lembrou o esforço da comissão pro-refinaria, quando os parlamentares, liderados pelo deputado Chico Lopes (PCdoB), visitaram estados da região Nordeste e, o Governo do Estado, chamado pela Petrobras, apresentou as condições técnicas que viabilizariam a vinda da refinaria para o Ceará. "No momento da reunião realizada em setembro de 2005, já pressentimos que não teríamos a refinaria. A Petrobras já sinalizava que não forneceria gás para siderúrgica. A dúvida foi plantada naquela época", disse o parlamentar.
Na avaliação do líder do PSDB, a decisão não deve partir da estatal. "É uma decisão de Estado não cabe ao presidente Gabrielli", opinou. João Jaime criticou as declarações "fulminantes" do presidente da empresa, alegando que ele (Gabrielli) não teve isenção. "Não estamos aqui discutindo se é importante para a empresa se instalar no Ceará, se vai ou não ter lucro. A discussão é se o Estado do Ceará precisa de um empreendimento de porte para poder dar um salto de desenvolvimento econômico", alegou, lamentando que enquanto parlamentares de outros estados se unem para defender os interesses das suas regiões, "a bancada cearense está desunida", disse.
"O Ceará não pode mais viver de pequenas indústrias, marcando passo, principalmente porque já estivemos em situação melhores e agora estamos ficando atrás, nós que já encostamos no PIB de Pernambuco", citou.
Para João Jaime, "neste Governo, infelizmente, o Ceará foi totalmente esquecido. Todas as obras que foram lançadas aqui nenhuma está em andamento. O Metrofor está parado há cinco anos, a transposição das águas do rio São Francisco não sai do canto. O programa Bolsa Família é importante, mas o Ceará não pode viver só de esmola", criticou.
Por fim, João Jaime considerou a atitude do presidente da Petrobras como "desmoralizante", argumentando que "Sérgio Gabrielli trata o cearense como se tivesse o hábito de dar calote. Nunca houve um caso de calote. Muito pelo contrário: o Ceará paga a sua dívida em dia. Ele defende o lobby do aço, esta é a verdade. O lobby do aço é muito forte e ele está se rendendo. Estamos num momento critico. Não é a Petrobras que fala, mas o governo", finalizou.
( da redação com informações de assessoria)