Maranhão. Governo do Estado e Vale discutem implantação de siderúrgica no Estado; Ainda vai depender dos chineses.
A Política Real teve acesso.
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( Brasília-DF, 16/05/2007) A Política Real teve acesso. A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) vai estudar a possibilidade da construção de um pólo siderúrgico no Maranhão, como defende o governador Jackson Lago.
O presidente da companhia Roger Agnelli, disse, durante encontro hoje no Palácio dos Leões com o governador Lago - que o assunto será tratado com os empresários chineses da Baosteel, parceira da CVRD no investimento. O projeto inicial prevê a implantação da siderúrgica em São Luís, mas o governador, preocupado com a questão ambiental, espera que ela seja construída no município de Bacabeira, a 50 quilômetros da capital.
“Foi uma reunião construtiva, importante e madura em que, de maneira aberta, se discute a importância de uma siderúrgica para o desenvolvimento econômico do estado, ao mesmo tempo em que se considera a necessidade de um exame correto da realidade ambiental do local onde essa siderúrgica for instalada”, disse Jackson Lago. O governador entende que essa questão tem que ser discutida entre a Vale e seus sócios e que ela deve ser amadurecida “à luz da realidade ambiental de São Luís e à luz dos interesses econômicos da população da capital e de todo o Maranhão”.
Agnelli destacou que o Maranhão é local ideal em termo de desenvolvimento de um projeto siderúrgico por ter boa infra-estrutura, com destaque para o Porto do Itaqui. “Eu estava falando para o governador que é um sonho trazer uma siderúrgica para a região. Eu gostaria de encaminhar de forma positiva a instalação desse empreendimento no Maranhão”, disse. “Os chineses estão voltando daqui a uma semana e são eles os sócios majoritários. A nossa idéia é continuar conversando e mostrar onde é o melhor lugar tecnicamente”, completou.
O local, segundo Agnelli, será escolhido levando em consideração a viabilidade técnica e econômica e será decidido pela Baosteel. Ele destacou que questões ambientais devem ser avaliadas com muito cuidado e que os impactos da construção da siderúrgica poderão ser superados. “O impacto maior de uma siderúrgica é o que ela traz: inúmeras novas empresas para a região, em função dos serviços que o empreendimento requer”, contou.
Ele se mostrou satisfeito com a abertura que o governo está dando para o diálogo e de juntos poderem analisar, com cautela, a questão. “Esse diálogo contribui para acelerar decisões e para ter convicção das decisões que estão sendo tomadas. Com naturalidade estamos caminhando e essa é a melhor forma de fazer as coisas”, observou Agnelli. O presidente da Vale disse que a companhia precisa do governo e acredita que a sociedade maranhense reconhece na CVRD um instrumento de crescimento e desenvolvimento.
Projeto – Originalmente o projeto de construção de uma siderúrgica no Maranhão, que deve ser implantado pela Vale, em parceria com a empresa chinesa Baosteel, vislumbra a implantação da usina na Ilha de São Luís.
A posição do governo de querer a implantação do empreendimento em Bacabeira, por onde passa a Estrada de Ferro Carajás, leva em consideração fatores como a minimização dos transtornos da relocação de moradores e preservação da área para outros possíveis empreendimentos de menor porte. Em São Luís, os custos ambientais e sociais são grandes em razão da poluição que o uso do carvão vai gerar, da enorme quantidade de água que vai consumir, além de ter de deslocar 14 mil pessoas.
A siderúrgica é muito importante para o Maranhão, mas o governo espera que ela seja implantada em local adequado, garantindo certeza de ganhos para a sociedade local. As negociações buscam acordo que seja lucrativo tanto para a CVRD e Baosteel quanto para o governo e a sociedade. É preciso que o investimento tenha o menor custo possível e o maior ganho viável para o povo maranhense. A usina está projetada para até 7,5 milhões de toneladas em duas etapas, com investimento total de cerca de US$ 4 bilhões.
Além do presidente da Vale, participaram da reunião os diretores da companhia, Tito Martins, Carlos Anísio (Relação Institucional), José Carlos Sousa e os secretários de Estado, Abdelaziz Santos (Planejamento), Júlio Noronha (Indústria e Comércio), Luiz Pedro (secretário-chefe de Gabinete do Governador), Rubens Pereira (secretário-adjunto de Gestão Integrada da Casa Civil) e Raimundo Azevedo (Projetos Especiais).
Durante a reunião foram tratados outros assuntos como a realização de projetos na área de educação e ambiental. O governo deve realizar parcerias com a Vale para realizações de ações no município de Estreito, onde está sendo construída uma hidrelétrica. “O desenvolvimento econômico do Maranhão tem muito a ver com as decisões da Vale, que não é mais uma estatal, mas é brasileira e tem compromisso com o social”, destacou o governador Jackson Lago. A Vale é responsável atualmente pela geração de 13.108 empregos diretos no estado.
( da redação com informações de assessoria)
O presidente da companhia Roger Agnelli, disse, durante encontro hoje no Palácio dos Leões com o governador Lago - que o assunto será tratado com os empresários chineses da Baosteel, parceira da CVRD no investimento. O projeto inicial prevê a implantação da siderúrgica em São Luís, mas o governador, preocupado com a questão ambiental, espera que ela seja construída no município de Bacabeira, a 50 quilômetros da capital.
“Foi uma reunião construtiva, importante e madura em que, de maneira aberta, se discute a importância de uma siderúrgica para o desenvolvimento econômico do estado, ao mesmo tempo em que se considera a necessidade de um exame correto da realidade ambiental do local onde essa siderúrgica for instalada”, disse Jackson Lago. O governador entende que essa questão tem que ser discutida entre a Vale e seus sócios e que ela deve ser amadurecida “à luz da realidade ambiental de São Luís e à luz dos interesses econômicos da população da capital e de todo o Maranhão”.
Agnelli destacou que o Maranhão é local ideal em termo de desenvolvimento de um projeto siderúrgico por ter boa infra-estrutura, com destaque para o Porto do Itaqui. “Eu estava falando para o governador que é um sonho trazer uma siderúrgica para a região. Eu gostaria de encaminhar de forma positiva a instalação desse empreendimento no Maranhão”, disse. “Os chineses estão voltando daqui a uma semana e são eles os sócios majoritários. A nossa idéia é continuar conversando e mostrar onde é o melhor lugar tecnicamente”, completou.
O local, segundo Agnelli, será escolhido levando em consideração a viabilidade técnica e econômica e será decidido pela Baosteel. Ele destacou que questões ambientais devem ser avaliadas com muito cuidado e que os impactos da construção da siderúrgica poderão ser superados. “O impacto maior de uma siderúrgica é o que ela traz: inúmeras novas empresas para a região, em função dos serviços que o empreendimento requer”, contou.
Ele se mostrou satisfeito com a abertura que o governo está dando para o diálogo e de juntos poderem analisar, com cautela, a questão. “Esse diálogo contribui para acelerar decisões e para ter convicção das decisões que estão sendo tomadas. Com naturalidade estamos caminhando e essa é a melhor forma de fazer as coisas”, observou Agnelli. O presidente da Vale disse que a companhia precisa do governo e acredita que a sociedade maranhense reconhece na CVRD um instrumento de crescimento e desenvolvimento.
Projeto – Originalmente o projeto de construção de uma siderúrgica no Maranhão, que deve ser implantado pela Vale, em parceria com a empresa chinesa Baosteel, vislumbra a implantação da usina na Ilha de São Luís.
A posição do governo de querer a implantação do empreendimento em Bacabeira, por onde passa a Estrada de Ferro Carajás, leva em consideração fatores como a minimização dos transtornos da relocação de moradores e preservação da área para outros possíveis empreendimentos de menor porte. Em São Luís, os custos ambientais e sociais são grandes em razão da poluição que o uso do carvão vai gerar, da enorme quantidade de água que vai consumir, além de ter de deslocar 14 mil pessoas.
A siderúrgica é muito importante para o Maranhão, mas o governo espera que ela seja implantada em local adequado, garantindo certeza de ganhos para a sociedade local. As negociações buscam acordo que seja lucrativo tanto para a CVRD e Baosteel quanto para o governo e a sociedade. É preciso que o investimento tenha o menor custo possível e o maior ganho viável para o povo maranhense. A usina está projetada para até 7,5 milhões de toneladas em duas etapas, com investimento total de cerca de US$ 4 bilhões.
Além do presidente da Vale, participaram da reunião os diretores da companhia, Tito Martins, Carlos Anísio (Relação Institucional), José Carlos Sousa e os secretários de Estado, Abdelaziz Santos (Planejamento), Júlio Noronha (Indústria e Comércio), Luiz Pedro (secretário-chefe de Gabinete do Governador), Rubens Pereira (secretário-adjunto de Gestão Integrada da Casa Civil) e Raimundo Azevedo (Projetos Especiais).
Durante a reunião foram tratados outros assuntos como a realização de projetos na área de educação e ambiental. O governo deve realizar parcerias com a Vale para realizações de ações no município de Estreito, onde está sendo construída uma hidrelétrica. “O desenvolvimento econômico do Maranhão tem muito a ver com as decisões da Vale, que não é mais uma estatal, mas é brasileira e tem compromisso com o social”, destacou o governador Jackson Lago. A Vale é responsável atualmente pela geração de 13.108 empregos diretos no estado.
( da redação com informações de assessoria)