31 de julho de 2025

Paraíba. Presidente da Aspetro admite alinhamento de preços em depoimento na PF.

Ele disse que alinhava para garantir a sobrevivência da categoria.

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(João Pessoa-PB, 14/05/2007) A prorrogação da prisão temporária de quatro pessoas investigados pela operação 274 da polícia federal seria mantida até meia noite deste domingo, mas eles foram soltos graças ao habeas corpus. Os empresários Sérgio Tadeu, Evandro Tadeu, Delfim Jorge e Marcelo Tavares de Mello.

O delegado da PF, Marcos Cotrim, avaliou a primeira etapa das investigações. Ele acaboiu revelando que o presidente da Associação Paraibana de Revendedores de Derivados de Petróleo (Aspetro), Sérgio Tadeu, confessou a prática do cartel e negou que as ameças aos empresários do setor.

“Sérgio Tadeu, presidente da Aspetro, admitiu ao final do depoimento que realmente eram adotadas praticas de alinhamento e cartelização, mas não aceitou a imputação de que haviam sido ameaçados os empresários. Na verdade, esse é um trabalho de convencimento. E, para justificar a necessidade do alinhamento e da cartelização ele chamou a atenção para o alto índice endividamento da maioria dos empresários do setor varejista de combustível de João Pessoa e também a grande quantidade de postos e não teria nenhuma alternativa hoje a não ser estabelecer o preço alto e manter alinhado. E essa é a tese que ele apresentou para justificar as suas condutas que, certamente, nós não concordamos e vamos continuar interrogando pessoas do setor para provar que, até certo ponto, as motivações talvez não tenham sido estas proque ele foi bastante taxativo”, revelou Cotrim.

Já o curador do consumidor, Demétrios Castor, informou que ainda não tem uma data definida para dar entrada no pedido de desconstituição da Aspetro, mas garantiu que o cartel acabou.

“Caso nós verificarmos que ainda existe pressão para que empresários façam o alinhamento de preços, com certeza entraremos com uma ação civil públicas, mas está caracterizado e devidamente demonstrado que os preços baixaram aqui na Capital do Estado. E, os donos de postos estão praticando o preço nas bombas de acordo com a sua possibilidade de venda”, justificou Castor.

(Da redação)