31 de julho de 2025

Nordeste e o Emprego. Folha de pagamento real caiu 3,7 %.

O Nordeste teve destaque positivo, o terceiro, comparado com março de 2.006.

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( Brasília-DF, 14/05/2007) A Política Real teve acesso. Em março, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria, ajustado sazonalmente, recuou 3,7% em relação ao mês passado, após avançar 13,0% nos dois meses anteriores. Com isso, o indicador de média móvel trimestral apresentou crescimento de 2,7% entre os trimestres encerrados em fevereiro e março, sustentando a terceira taxa positiva consecutiva, acumulando ganho de 6,3% no primeiro trimestre de 2007.

Nos demais indicadores, o valor real da folha de pagamento foi positivo: 3,7% em relação a março de 2006, 4,4% no acumulado no ano, e 2,3% no indicador acumulado nos últimos doze meses, mantendo a trajetória ascendente desde dezembro de 2006.

No confronto março 07/ março 06, a folha de pagamento real apresentou incremento de 3,7%, com taxas positivas nos quatorze locais pesquisados. A principal contribuição positiva veio de São Paulo (1,5%), por conta, principalmente, de alimentos e bebidas (6,0%), meios de transporte (2,7%) e minerais não-metálicos (12,5%). Em seguida, vale citar região Norte e Centro-Oeste (9,9%), em função de alimentos e bebidas (20,6%) e de produtos químicos (22,6%, 1); e região Nordeste (7,9%), devido a alimentos e bebidas (12,7%) e refino de petróleo e produção de álcool (33,9%). Vale mencionar, ainda, em menor medida, Minas Gerais (5,7%), Rio Grande do Sul (5,0%) e Santa Catarina (4,5%).

Em termos setoriais, ainda no indicador mensal, doze das dezoito atividades pesquisadas assinalaram incremento na folha real de pagamento. As maiores influências positivas vieram de alimentos e bebidas (9,1%), meios de transporte (3,7%) e indústria extrativa (13,7%). Por outro lado, as pressões negativas mais significativas foram observadas em papel e gráfica (-5,4%), máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-3,3%) e madeira (-5,1%).

O indicador acumulado no ano cresceu 4,4%, com resultados positivos em treze das dezoito atividades. Alimentos e bebidas (9,5%), indústria extrativa (14,8%) e produtos químicos (7,8%) foram os maiores impactos positivos, enquanto papel e gráfica (-4,0%), madeira (-6,0%) e calçados e artigos de couro (-3,2%) foram as principais pressões negativas. Em termos regionais, os principais destaques na expansão do valor real da folha de pagamento foram São Paulo (2,7%), sobretudo devido a alimentos e bebidas (8,5%) e produtos químicos (7,5%, 1); região Nordeste (7,8%), por conta de alimentos e bebidas (11,9%) e refino de petróleo e produção de álcool (29,7%, 1); e Minas Gerais (6,5%), em função de metalurgia básica (10,3%) e indústria extrativa (16,6%).

Na comparação contra igual trimestre do ano anterior, verificaram-se taxas positivas há treze trimestres consecutivos e trajetória ascendente desde o segundo trimestre de 2006 (0,8%). A aceleração no ritmo de expansão do valor real da folha de pagamento, na passagem do último trimestre de 2006 (2,3%) para o primeiro trimestre deste ano (4,4%), reflete os ganhos em treze das dezoito atividades e em onze dos quatorze locais. Setorialmente, os destaques vieram de alimentos e bebidas (de 3,9% para 9,5%), metalurgia básica (2,3% para 8,7%) e meios de transporte (-1,2% para 1,3%). Entre os locais que mais aceleraram, vale citar Rio Grande do Sul (-7,5% para 4,1%), Bahia (-1,2% para 4,8%) e Ceará (2,4% para 7,3%).


( da redação com informações de assessoria)