31 de julho de 2025

Nordeste e o Emprego. IBGE apontou variação de 0,4% no emprego industrial em março.

Emprego na índústria nordestina evolui com destaque, especialmente no mercado de bebidas e refino de petróleo.

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( Brasília-DF, 14/05/2007) A Política Real teve acesso. O IBGE divulgou, a pouco, a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário. Em março, o emprego industrial apresentou variação de 0,4% em relação ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, terceira taxa positiva consecutiva, acumulando aumento de 1,2% desde dezembro passado. Frente a março de 2006 o crescimento foi de 1,7%, maior taxa desde maio de 2005 (2,0%). No fechamento do primeiro trimestre de 2007, o pessoal ocupado aumentou 1,2% em relação a igual período de 2006 e foi 0,5% maior que o do trimestre imediatamente anterior (série ajustada sazonalmente). O indicador acumulado nos últimos doze meses apresentou variação positiva de 0,4%. O indicador de média móvel trimestral permaneceu em trajetória ascendente, aumentando 0,4% entre os trimestres encerrados em março e fevereiro.

No índice mensal, o crescimento de 1,7% foi decorrente, sobretudo, das contratações em onze dos quatorze locais e doze dos dezoito segmentos pesquisados. Os locais responsáveis pelos principais impactos positivos no cômputo geral foram: São Paulo (2,7%), região Nordeste (2,8%) e região Norte e Centro-Oeste (2,5%). Na indústria paulista, entre os quinze ramos que aumentaram o emprego, alimentos e bebidas (4,8%), têxtil (10,5%) e refino de petróleo e produção de álcool (28,1%) exerceram as influências mais importantes no índice geral.

Na indústria nordestina, alimentos e bebidas (6,8%) e refino de petróleo e produção de álcool (42,4%), refletindo o dinamismo do setor sucroalcooleiro, representaram os impactos mais significativos entre os sete segmentos com resultados positivos. Na região Norte e Centro-Oeste, o aumento do emprego foi observado predominantemente em alimentos e bebidas (14,6%). Em sentido contrário, as pressões negativas se concentraram no Rio Grande do Sul (-2,2%), Minas Gerais (-0,9%) e Bahia (-0,6%) sobressaindo, respectivamente, os setores: calçados e artigos de couro (-14,4%, 1); vestuário (-17,0%, 1); e minerais não-metálicos (-16,1%).

Ainda no confronto março 07/ março 06, no total do país, as principais contribuições positivas no resultado global vieram de alimentos e bebidas (6,7%), produtos de metal (5,6%) e meios de transporte (3,9%), enquanto, em sentido oposto, calçados e artigos de couro (-6,6%), vestuário (-5,0%) e madeira (-4,2%) exerceram as pressões negativas mais significativas na indústria geral.

No fechamento do primeiro trimestre de 2007 (1,2%), dez locais e onze ramos aumentaram o contingente de trabalhadores. No âmbito nacional, as principais contribuições positivas vieram de alimentos e bebidas (6,5%), produtos de metal (4,7%) e meios de transporte (4,1%). No corte regional, São Paulo (2,1%), região Nordeste (2,5%) e região Norte e Centro-Oeste (2,8%) exerceram os principais impactos positivos. Pressionando negativamente, Rio Grande do Sul (-3,3%) e Minas Gerais (-0,8%) figuraram como as principais influências entre os locais e, calçados e artigos de couro (-8,1%) e vestuário (-5,6%), entre os setores.

A análise trimestral mostra que a elevação no ritmo de crescimento do emprego industrial, observada a partir do segundo semestre de 2006, se ampliou no primeiro trimestre de 2007. Entre o quarto trimestre de 2006 (0,6%) e o primeiro deste ano (1,2%), oito setores aumentaram suas participações no resultado global, com destaque para máquinas e equipamentos, que passou de -2,2% para 1,7%, refletindo a maior produção de bens de capital e a retomada da produção agrícola, e produtos de metal (de 2,2% para 4,7%). A maioria (10) dos quatorze locais pesquisados apresentou, no primeiro trimestre, melhora nos índices frente aos do quarto trimestre de 2006, com destaque para Rio Grande do Sul (de -7,0% para -3,3%) e Paraná (de -1,0% para 1,8%).

Em síntese, acompanhando o movimento de recuperação observado no ritmo da atividade industrial, os índices do emprego mostraram um quadro positivo segundo diferentes comparações. Nos confrontos contra iguais períodos do ano anterior, o emprego vem sustentando resultados positivos: o indicador mensal cresce desde julho de 2006 e o trimestral avança desde o terceiro trimestre do ano passado. Outro sinal favorável vem das comparações livres de influências sazonais, onde o número de pessoas ocupadas mostra resultado de 0,4% em março, sustentando taxa positiva pelo terceiro mês consecutivo, período em que acumula um incremento de 1,2%. Na passagem do quarto trimestre de 2006 para o primeiro de 2007, o índice passa de -0,1% para 0,5%.

( da redação com informações do IBGE)