31 de julho de 2025

Alagoas

Tucanos temem que discussão promovida na CCJ possa prejudicar lisura nas eleições de Alagoas; Professor do ITA disse que não pode confirmar se houve fraudes nas eleições do Estado.

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(Brasília-DF, 29/03/2007) Parlamentares dos PSDB entraram um um embate hoje com outros membros a Comissão de Constituição e Justiça por causa do depoimento do Professor Clóvis Torres Fernandes, do ITA, de que 44,19 % das urnas de Alagoas das ultimas eleições podem ter sido violadas. Os tucanos ficaram preocupados que afirmações podem prejudicar legitimidade da eleição do governador Teotônio Vilela Filho e iniciaram uma série de perguntas sobre o trabalho de avaliação feito pelo professor nas urnas do estado.

 

O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) se irritou com a atitude dos tucanos e pediu mais respeito em relação ao convidado. “Eu não posso aceitar indelicadezas por parte dos deputados dessa comissão pois o professor foi convidado para audiência como técnico expert no assunto”, afirmou o parlamentar. “Eu não duvido da integridade das respostas do professor. Mas o fato real é que o o caso de Alagoas foi citado como exemplo. O meu dever partidário é defender a lisura e integridade moral das eleições de Alagoas”, afirmou o deputado Jutahy Junior (PSDB-BA).

 

O professor do ITA afirmou que usou o exemplo das urnas de Alagoas, pois foi a única experiência que teve na prática. “Eu fiz o trabalho de avaliar as urnas de Alagoas no sentido de analisar o sistema para promover melhoras. Eu usei aqui o caso de Alagoas para exemplificar porque é o único que tenho”, disse Clóvis Fernandes. Ao ser questionado sobre a conclusão da análise que fez nas urnas do estado o professor argumentou que apenas detectou possibilidades de fraude, mas nada que possa ser comprovado. “Não posso afirmar que houve fraude, nem que não houve fraude”, declarou.

 

O autor do requerimento para realização da audiência, deputado Maurício Quintella Lessa (PR-AL), esclareceu que o objetivo do debate era recolher sugestões para melhorar sistema de urnas eletrônicas. “Eu conheço a integridade do governador Teotônio Vilela Filho e duvido que ele tenha patrocinado fraude nas eleições de Alagoas. Mas não significa que algum grupo não possa ter feito a fraude”, alegou o deputado.

 

Outros parlamentares presentes no encontro criticaram a ausência de um representante do TSE para discutir a melhora do sistema eleitoral. “Não estamos nos colocando contra o voto eletrônico, apenas queremos aperfeiçoar o sistema”, declarou Vital Rêgo Filho (PMDB-PB).

 

(por Liana Gesteira)