Bahia.
Coordenador adjunto da Bancada do Nordeste escreve sobre a cidade de Feira de Santana.
( Brasília-DF, 22/09/2005) O deputado Fernando de Fabinho(PFL-BA), coordenador adjunto para a Bahia da Bancada do Nordeste, divulgou comentário, a que a Política Real teve acesso, em que ele saúda a passagem de aniversário da cidade de Feira de Santana, uma das mais importantes da Bahia.
Confira, na íntegra:
“Feira de Santana
No dia 9 de maio de 1833, o município e a vila foram criados
com a denominação de Vila do Arraial de Feira de Santana, tendo sido o território
desmembrado de Cachoeira, constituída pelas Freguesias de São José das
Itapororocas (sede), Sagrado Coração de Jesus do Perdão e Santana do
Comissão, atual município de Ipirá. Embora a data de criação do município tenha
ocorrido a 18 de setembro do mesmo ano, quando foram empossados os
primeiros vereadores: capitão Manoel da Paixão Bacellar e Castro - primeiro
presidente -, reverendos Luiz José Antônio
Manoel Vitorino e Antônio Manoel Paulino
Nascimento, capitão Joaquim José Pedreira
Mangabeira e Joaquim Caribé Meretova. O
primeiro intendente, a partir da proclamação
da República, foi Joaquim de Melo Sampaio.
A Lei Provincial nº 1.320, de 16 de junho de
1873, elevou a vila à categoria de cidade. A partir daí, passou a ser chamada de Cidade Comercial de Feira de Santana. Os Decretos Estaduais nºs 7.455 e 7.479, de 23 de junho e 8 de agosto de 1931, respectivamente, simplificaram o nome para Feira. O Decreto Estadual nº 11.089, de 30 de novembro de 1938, oficializou a denominação do Município: Feira de Santana, uma homenagem ao casal Domingos Barbosa de Araújo e Ana Brandão, considerados fundadores no século XVII, quando ergueram sua Fazenda Santana dos Olhos d’água, em homenagem à sua santa de devoção, Senhora Santana.
A partir daí, começa a nascer um ponto obrigatório de tropas, viajantes e tropeiros vindos do alto sertão baiano e de outros estados a caminho do porto de Cachoeira - nessa época a vila mais importante da Bahia -, sedimentando um comércio de gado importante ao lado de uma feira que passou a acontecer sempre.
Com o crescimento do povoado, foi preciso organizar as ruas alargando-as,
surgindo assim inúmeras casas comerciais que se instalaram para atender a população que crescia e se instalava e também a população flutuante.
Com uma área de 1.339 quilômetros quadrados,
Feira de Santana está localizada na zona de planície entre o
recôncavo e os tabuleiros semi-áridos do nordeste baiano,
distando 108 quilômetros da capital, Salvador, e está a 234
metros acima do nível do mar. Esse contingente corresponde a
quase o dobro da terceira cidade, Vitória a Conquista, com
262.585 habitantes, e a quarta, Ilhéus, com 221.883 habitantes, ocupando a 34ª colocação no ranking nacional, sendo maior que oito capitais: Aracaju, Vitória, Florianópolis, Rio Branco, Palmas, Porto Velho, Boa Vista e Macapá, conforme dados do Censo Demográfico 2000, do IBGE.
Seus principais rios são Jacuípe e Paraguaçu. Tem uma população, conforme
último censo, de 480.949 habitantes. Os residentes na zona urbana são 431.730, e, na zona rural, 49.219. Sua densidade demográfica é de 359.230 habitantes por quilômetro quadrado. É o quarto município baiano em participação no PIB e também o 4º no IDH.
Pela importância de sua localização geoeconômica, Feira de Santana lidera a
macrorregião, abrangendo 96 municípios, com população de 2.705.634 habitantes, sendo um dos maiores entroncamentos rodoviários do interior do País e o maior do Norte e Nordeste, cortado por três rodovias federais: BRs-101, 116 e 324, e quatro rodovias estaduais: BA 052, 502, 503 e 504, favorecendo uma corrente e concentração de fluxo de população, mercadorias e dinheiro, num
entreposto que liga o Nordeste ao Centro-Sul do Brasil, na fronteira da capital Salvador com o sertão, do recôncavo aos tabuleiros do semi-árido da Bahia.
A atividade industrial no Município de Feira de Santana é bastante diversificada.
As indústrias ficam concentradas no Centro Industrial do Subaé - CIS, com duas áreas, uma localizada no Bairro do Tomba e outra às margens da BR-324, distantes 5 quilômetros do centro urbano, limitado pela Rodovia Feira São Gonçalo e pelo anel de contorno rodoviário da Cidade. O
CIS tem como destaque na sua produção os setores da metalurgia, metal-mecânica, borracha, química, alimentos, transporte, material plástico, bebidas e embalagem.
Segundo dados do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, do Programa
das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD, no período 1970/1991, o IDH-M – Índice Municipal de desenvolvimento Humano - de Feira de Santana cresceu 57,5%, passando de 0,409, em 1970, para 0,644, em 1991. Em relação aos outros Municípios do Brasil, Feira de Santana apresenta uma situação boa: ocupa a 1.358ª posição, e, no Estado, a 3ª posição. Feira de Santana é hoje um dos pólos de maior desenvolvimento regional do Brasil em educação superior, transformando-se em um centro de ensino superior, através de suas
ações acadêmicas - ensino, pesquisa e extensão distribuídas em uma universidade pública, UEFS - Universidade Estadual de Feira de Santana, um dos maiores centros de excelência do interior do Brasil, que oferece 48 cursos de graduação, com 5.805 alunos matriculados, 65 cursos de especialização, 10 de mestrado e 3 de doutorado, com 4 faculdades particulares.
A rede de ensino em Feira de Santana possui 223 escolas de ensino pré-escolar,
443 de ensino fundamental, 38 de ensino médio. No ensino profissionalizante, contamos com o SENAI - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial e com o CETEB - Centro Educacional de Tecnologia do Estado da Bahia.
No que diz respeito à saúde, Feira de Santana tornou-se um grande pólo na área
de assistência médico-sanitária, principalmente na rede pública, atraindo a população de toda a microrregião em busca de atendimento. São oferecidos 66 estabelecimentos de saúde, com 1.358 leitos disponíveis e 2.522 profissionais de saúde: 2,4 médicos por mil habitantes; 3 leitos
hospitalares por mil habitantes.
Estão instaladas no centro industrial indústrias do porte da Pneus Pirelli,
Cervejaria Kaiser, Siemens, Avipal, Jossan da Bahia, Química Geral do Nordeste, Brasfrut, dentre outras. O setor industrial arrecadou, em 1999, 43,1 milhões de ICMS, o que corresponde a 38,54% do total arrecadado no Município, e de IPI, 44,37 milhões, em 1998.
O processo acelerado de urbanização do Município, o qual, sendo territorialmente
pequeno e fortemente urbanizado, tende, a exemplo do que já aconteceu com os Municípios da Região Metropolitana de Salvador, a forçar a diminuição da importância da agricultura tradicional.”
( da redação com informações do Informativo do PFL)