31 de julho de 2025

Nordeste e as Rodovias.

Nordeste tem cinco das dez piores rodovias do país; CNT divulga resultados da “Pesquisa Rodoviária 2.005”.

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( Brasília-DF, 21/09/2005)  Em sua décima edição a “Pesquisa Rodoviária CNT 2005” avaliou, mais uma vez, 100% da malha rodoviária federal pavimentada e também os principais trechos sob gestão estadual e sob administração terceirizada.  Segundo a pesquisa da CNT cinco das dez piores rodovias nacionais estão no Nordeste ao tempo que a região não tem nenhuma das suas vias entre as dez melhores.

 

 

Durante 32 dias, 15 equipes de pesquisadores da CNT avaliaram 81.944 km de rodovias em todo País para analisar o seu estado geral de conservação, levando em conta a qualidade do pavimento, a sinalização e a geometria das vias.

 

 

O estudo também verifica a infra-estrutura de apoio ao transporte rodoviário, observando a existência de praças de pedágio, controladores de velocidade (radares) e balanças, entre outros fatores.

 

 

Em relação ao estado geral das rodovias, a PESQUISA RODOVIÁRIA CNT 2005 constatou que 72,0% dos 81.944 km avaliados, ou seja, o equivalente a 59.029 km apresentaram algum grau de imperfeição, sendo que 31,8% foram considerados Deficientes (26.063 km), 22,0% Ruins (18.057 km) e 18,2% Péssimos (14.909 km).

 

 

Apenas 28% da malha rodoviária pesquisada este ano obtiveram a classificação Bom (17,0% ou 13.922 km) e Ótimo (11,0% ou 8.993 km).

 

 

"O panorama lamentável de nossas rodovias não mostra sinais de efetiva recuperação. Isto apesar de todos os apelos feitos pela sociedade organizada para que as esferas de poder invistam na solução do problema. A CNT, por meio da Pesquisa Rodoviária 2005, contribui com informações fundamentais para modificar definitivamente esta questão, que afeta a todos nós”, afirma o presidente da CNT, Clésio Andrade.

 

 

Foram pesquisados 8.736 km na região Norte, 23.976 km no Nordeste, 11.740 km no Centro-Oeste, 22.997 km na região Sudeste e 14.495 km no Sul.

 

 

Algumas conclusões:

 

 

A PESQUISA RODOVIÁRIA CNT 2005 mostra que:

 

 

54,6% da extensão pesquisada encontram-se com Pavimento em estado Deficiente, Ruim ou Péssimo (44.733 Km, 1);

 

 

60,7% da extensão pesquisada apresentam Sinalização em estado inadequado (49.715 Km, 1);

 

 

39,6% da extensão avaliada não possuem acostamento (32.474 Km, 1);

 

 

 

 

8,5% da extensão pesquisada têm o acostamento tomado pelo mato (6.955 km, 1);

 

 

10,1% da extensão avaliada não têm placas (8.304 km, 1);

 

 

 

 

40,6% da extensão avaliada (33.309 km) não têm a presença de placas de limite de velocidade.

 

 

“A situação da malha rodoviária brasileira, que continua em estado crítico, ao invés de ser um fator favorável ao desenvolvimento nacional, prossegue como um sério entrave ao progresso econômico e social do país. As precárias condições das rodovias aumentam o custo do transporte, encarecem produtos e elevam os riscos de acidentes. É preciso que as autoridades agilizem um programa emergencial de recuperação de nossa malha viária, para que possamos sair do apagão logístico que nos encontramos”, alerta Clésio Andrade.

 

 

Ranking - A Pesquisa Rodoviária 2005 aponta – como já fez em anos anteriores – os 10 melhores e piores corredores rodoviários brasileiros.

 

 

Os melhores:

 

 

1º - Limeira (SP)/ São José do Rio Preto (SP)

 

 

2º - São Paulo (SP)/ Itaí (SP)/ Espírito Santo do Turvo (SP)

 

 

3º - São Paulo (SP)/ Limeira (SP)

 

 

4º - Sorocaba (SP)/ Cascata (SP)/ Mococa (SP)

 

 

5º - São Paulo (SP)/ Uberaba (MG)

 

 

6º - São Paulo (SP)/ Taubaté (SP)

 

 

7º - Araraquara (SP)/ São Carlos (SP)/ Franca (SP)/ Itirapuã (SP)

 

 

8º - Campinas (SP)/ Jacareí (SP)

 

 

9º - Engenheiro Miller (SP)/ Jupiá (SP)

 

 

10º - Piracicaba (SP)/ Mogi-Mirim (SP)

 

 

Os piores:

 

 

1º - Maceió (AL)/ Salgueiro (PE)

 

 

2º - Araguaína (TO)/ Picos (PI)

 

 

3º - Posse (GO)/ Ilhéus (BA)

 

 

4º - Manaus (AM)/ Boa Vista (RR)/ Pacaraíma (RR)

 

 

5º - Maceió (AL)/ Paulo Afonso (BA)

 

 

6º - Curvelo (MG)/ Ibotirama (BA)

 

 

7º - Alta Floresta (MT)/ Cuiabá (MT)

 

 

8º - Salvador (BA)/ Paulo Afonso (BA)

 

 

9º - Teresina (PI)/ Barreiras (BA)

 

 

10º - Belém (PA)/ Guaraí (TO)

 

 

“A solução para os investimentos nas rodovias passa pelo uso dos recursos da CIDE, atendendo à destinação original para a qual a contribuição foi criada. E ainda pelo avanço das Parcerias Público-Privadas (PPPs). O Brasil do século 21 não pode mais conviver com uma infra-estrutura viária que é um obstáculo ao crescimento do país”, conclui o presidente da CNT.

 

 

( da redação com informações da CNT)