Bahia.
Deputado defende o fim do contingenciamento; Parlamentar baiano trata do assunto justo no momento em que se discute LDO e se fala em zerar orçamento.
( Brasília-DF, 07/07/2005) O deputado Cláudio Cajado(PFL-BA) teve publicado comentário em que trata do fim do contingenciamento no orçamento da União. A tese tem relação com a defesa do orçamento impositivo.
Cajado destacou sua defensa contra o contingencimento justo no momento em que o Governo discute a tese do deputado Delfim Neto(PP-SP) de deficit zero.
Confira a íntegra do comentário que foi publicado no informativo do PFL, na Câmara, de hoje:
“Não ao contingenciamento!
Está em pauta na Comissão Mista de Orçamento a votação do projeto sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Em que pese o bom trabalho realizado pelo deputado Gilmar Machado, entendemos que não adianta o Congresso Nacional aprovar leis de diretrizes orçamentárias sem que haja a execução dos recursos nelas contidos.
A população não entende como não há recursos para manter as estradas federais minimamente condizentes com o tráfego; como não há recurso para concluir, por exemplo, o Hospital Municipal de Iuiú, com 50% da obra prontos; e por que os recursos orçamentários contidos no Orçamento Geral da União para o exercício de 2005 não são liberados. Como a população pode entender que não chegam os recursos alocados
no orçamento para a conclusão da ponte que liga as cidades de Malhada e Carinhanha, já com 90% da obra física?
No entanto, a população fica boquiaberta ao perceber que
existe dinheiro para se dar ao Partido dos Trabalhadores. Pior: existe
dinheiro para se dar a deputados que recebem o tal mensalão e para se
praticar corrupção nos Correios. E não existe dinheiro para se dar atenção básica à saúde da população que mais precisa.
Fica difícil ter o mínimo de respeito e admiração da opinião
pública, que exige ética dos políticos, dos governantes. Não interessa se o
mandato é de deputado, senador, prefeito, governador ou presidente. Para o
povo, todos são governantes.
Em relação ao superávit, concordamos que haja
responsabilidade fiscal nas contas públicas, mas não dessa forma, com
prejuízos claros para a população, principalmente de baixa renda, e em
detrimento de obras fundamentais, estruturantes, com apelo social enorme,
como as que citei do Hospital de Iuiú, de manutenção das estradas e de
conclusão da ponte Malhada-Carinhanha. Não podemos aceitar que as verbas
orçamentárias não sejam liberadas.
Em nome da população que visitei no fim de semana,
que demonstrou desesperança, tristeza e sofrimento, apelo ao governo
federal que descontingencie pelo menos as verbas das emendas
individuais, faça um programa de investimentos que traduza pelo menos
pequena demonstração de preocupação com a população nordestina.
Neste mês de férias, de alta estação, não temos
condições de promover o turismo em razão de as estradas estarem
completamente destruídas na Bahia.
E não basta ficar aqui falando. Precisamos unir esforços para fazer com que não
haja contingenciamento de obras imprescindíveis ao desenvolvimento econômico e social dos estados, principalmente os nordestinos e, pari passu, não seja possível o descontingenciamento de emendas individuais, a fim de que, quando visitarmos os municípios, não apenas nos festejos juninos, não sejamos cobrados injustamente por ações pelas quais não temos responsabilidade.”
( da redação com informações do Informativo do PFL)