31 de julho de 2025

Nordeste e a Construção Civil.

A região vem sendo onde os preços do setor mais evoluem mas ainda tem o menor custo nominal; Em junho, índice nacional da construção civil foi 0,68 por cento.

Publicado em

( Brasília-DF, 06/07/2005)  O Índice Nacional da Construção Civil, calculado pelo IBGE em convênio com a Caixa Econômica Federal, variou 0,68% em junho, recuando 0,79 ponto percentual em relação a maio (1,47%). Como já tinha ocorrido no mês anterior, os reajustes salariais em alguns estados tiveram expressiva participação no índice. No ano, o acumulado é de 4,86% e nos últimos doze meses, 10,86%. O custo nacional por metro quadrado passou para R$ 532,39, sendo R$ 310,66 relativos aos materiais e R$ 221,73 à mão-de-obra.

 

            Na comparação com junho de 2004 (0,74%), o índice atual ficou 0,06 ponto percentual abaixo.

 

            Tanto os materiais como a mão-de-obra apresentaram desaceleração em relação a maio. A mão-de-obra, por conta dos reajustes nos estados, ainda apresentou taxa bem superior aos materiais, que passaram de 0,77% para 0,25% em junho (menos 0,52 ponto percentual), enquanto a mão-de-obra recuou de 2,48% para 1,29% (1,19 ponto percentual).

 

            No ano, a parcela dos materiais acumula taxa de 4,16%, e nos últimos doze meses, 12,56%. Para a mão-de-obra, as variações foram 5,87% e 8,57%, respectivamente.

 

 

 

Com variação de 1,65%, região Sul registrou o maior índice -  Com alta de 1,65%, a região Sul foi o destaque em junho, sendo esta taxa influenciada fortemente pelo acordo coletivo no Paraná. Na região Norte (1,11%), a pressão foi exercida pelos reajustes salariais de Rondônia.

 

Os demais resultados regionais, todos abaixo do índice nacional (0,68%), foram, em ordem decrescente, 0,65% no Nordeste; 0,36% no Sudeste e 0,29% no Centro-Oeste.

 

Quanto às taxas acumuladas no ano, o Norte ficou com a mais elevada (5,54%), seguido do Sul  (5,01%). Na seqüência, ficaram Sudeste (4,95%),  Nordeste (4,63%) e  Centro-Oeste (4,23%).

 

Nos últimos doze meses, considerando-se os índices mais acentuados, a liderança coube ao Nordeste (11,95%) seguido do Sul (11,43%). Os demais resultados neste período foram: 10,51% no Sudeste; 10,13% no Norte e, finalmente, 9,37 % no Centro-Oeste.

 

Os custos regionais foram: R$ 572,26 (Sudeste, 1); R$ 538,76 (Sul, 1); R$ 508,22 (Centro-Oeste, 1); R$ 507,48 (Norte) e R$ 485,22 (Nordeste).

 

 

Reajustes salariais pressionaram índices em alguns estados  -   Dentre os índices estaduais, alguns ficaram mais altos em conseqüência dos reajustes da mão-de-obra: 4,16% em Rondônia; 3,38% no Paraná; 2,61% no Espírito Santo e 2,50% em Alagoas.

 

Os menores resultados no mês foram de Mato Grosso (0,06%), Paraíba (0,10%) e Rio de Janeiro (0,12%).

 

O Amapá apresentou o maior acumulado no ano (10,28%) e em doze meses (15,03%).

 

( da redação com informações do IBGE)