Nordeste e a Câmara.
Oposição repudia urgência para CPI da Compra de Votos; Severiano Alves (BA) líder do PDT diz que Severino traiu bancada do seu partido ao aceitar manobras governistas descumprindo acordo.
(Brasília-DF, 29/06/2005) A oposição e os governistas trocam acusações em plenário por causa da tentativa do governo de criar, na sessão extraordinária que ocorre neste momento, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Compra de Votos. A comissão proposta pelo líder do PL, deputado Sandro Mabel (GO), tem como objetivo investigar as denúncias de pagamento de "mensalão" a parlamentares do PL e do PP em troca de apoio ao governo, além das suspeitas de compra de votos para que a emenda da reeleição fosse aprovada em 1997.
O deputado Severiano Alves(BA), líder da Bancada do PDT, disse que o presidente Severino Cavalcanti(PP-PE) os teria “ traído”, contrariando a argumentação de outros que se diziam envergonhados pelo fato do presidente da Câmara Federal ter aceitado que fosse revogada a proposta de MP do Timemania por outra MP encaminhada hoje pelo Governo.
Logo depois da retirada de pauta da Medida Provisória 249/05 (em virtude da edição da MP 254/05, também sobre a Timemania), os governistas apresentaram um pedido de urgência para criar a CPI, o que revoltou a oposição.
Fim da sessão - Os oposicionistas reagiram pedindo o fim da sessão extraordinária, porque ela havia sido iniciada com pauta definida - justamente a MP 249/05, que acabou sendo retirada. "É um desrespeito ao Regimento da Casa", definiu o líder do PFL, Rodrigo Maia (RJ), ao saber que o presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, determinou a votação do pedido de urgência para a CPI. Severino pediu ordem aos deputados.
Na avaliação dos oposicionistas, a CPI da Câmara sobre a compra de votos seria uma estratégia para "abafar" a CPMI dos Correios, que já está em andamento no Congresso.
( da redação com informações de Toni Duarte e Genésio Junior)