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  • 09/06/2021 07h56

    CPI DA PANDEMIA: Marcelo Queiroga disse que o Ministério da Saúde não tem competência para barrar o evento; ele disse que o evento não vai oferecer risco adicional

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    Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

    Marcelo Queiroga na CPI da Pandemia

    ( Publicada originalmente às 12h 00 do dia 08/06/2021) 

    (Brasília-DF, 09/07/2021) O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, é novamente convodado para falar na Comissão Parlamentar de Inquérito(CPI)  da Pandemia. Nesta terça-feira, 8, ele falou sobre a realização da Copa América no Brasil marcada para se iniciar neste próximo dia 13 de junho.  Ele foi questionado pelo senador Renan Calheiros( MDB-AL), relator do colegiado, sobre a realização do torneio de seleções de futebol mais antigo no Mundo durante a pandemia.  Ele  disse que o evento é privado e que tem competência para impedir a relização do evento,   Ele entende que a Copa América no Brasil não tem um motivo epidemiológico que justifique a sua não realização.

    “Então, eu não vejo, do ponto de vista epidemiológico, uma justificativa que fundamente a não ocorrência do evento. Agora, a decisão de fazer ou não o evento não compete ao Ministério da Saúde.”, disse.

    Queiroga disse que os protocolos que serão seguidos pela Conmebol garantem a realização do evento no nosso país.

    “O que o Presidente me pediu foi que avaliasse os protocolos, e nós avaliamos os protocolos da CBF e da Conmebol, e são protocolos que permitem a segurança para a ocorrência dos jogos no Brasil.”, disse.

    O senador Renan Calheiros quertionou sobre os riscos. “Quais são os riscos para as delegações, para a população e para o Sistema Único de Saúde com relação a esse evento aqui no Brasil?”, disse

    Queiroga disse que não haveria riscos adicionais.

    “Não estou assegurando que não há risco. Estou dizendo que não existe risco adicional.”, disse.

    Veja a íntegra da declaração dada na CPI, após questionamento feito pelo relator senador Calheiros:

    O SR. MARCELO ANTÔNIO CARTAXO QUEIROGA LOPES – Senador, a prática de esportes e de jogos é liberada no Brasil: Campeonato Brasileiro de Futebol aconteceu com mais de cem partidas, dentro de um ambiente controlado, sem público nos estádios, e houve apenas um caso positivo, o paciente ficou hospitalizado, e não houve consequências; está acontecendo a Taça Libertadores da América; estão acontecendo as Eliminatórias da Copa do Mundo; a Sul-Americana; esse final de semana, um Campeonato Pan-Americano de Ginástica, no Rio de Janeiro, de tal sorte que o esporte está liberado no Brasil e não existem provas de que essa prática aumenta o nível de contaminação dos atletas.

    Os exames de RT-PCR, que são requeridos para entrada de cidadãos desses países da Copa América, ocorrem normalmente, independentemente de futebol: qualquer cidadão da Argentina, do Equador e dos países da Copa América entram no Brasil com o exame de RT-PCR. O transporte dos jogadores nos ônibus ocorre de maneira controlada, com o uso de equipamento de proteção individual, de face shield; os atletas saem do ônibus, vão para o hotel; no hotel, eles ficam isolados num quarto. Eu pedi à diretora do Departamento de Ciência e Tecnologia pra fazer uma revisão sistemática da literatura e, nessa revisão sistemática que eu posso passar para os senhores, não consta – não consta – que essa prática aumente o risco de circulação do vírus que possa colocar em risco a vida dos jogadores ou a vida dos membros da comissão técnica.

    Então, a minha função, nesse episódio, não foi dar aval pra acontecer ou não a Copa América no Brasil, porque isso não é a função do Ministério da Saúde. O que o Presidente me pediu foi que avaliasse os protocolos, e nós avaliamos os protocolos da CBF e da Conmebol, e são protocolos que permitem a segurança para a ocorrência dos jogos no Brasil.

    Destaco também que as autoridades dos Estados que aceitaram realizar a copa aqui – Brasília, Goiânia, Mato Grosso e Rio de Janeiro –, elas estão de acordo com esse tipo de atividade, e a fiscalização se dará por parte das autoridades sanitárias desses Municípios.

    Então, eu não vejo, do ponto de vista epidemiológico, uma justificativa que fundamente a não ocorrência do evento. Agora, a decisão de fazer ou não o evento não compete ao Ministério da Saúde.

    ( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)