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  • Contato Brasil, 05 de maio de 2021 21:31:58
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  • 04/05/2021 07h48

    SOCORRO AO SETOR DE EVENTOS: Bolsonaro anuncia vetos à proposta aprovada pelo Congresso Nacional

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    Foto: Isac Nóbrega/PR

    Bolsonaro e Guedes explica os vetos

    ( Publicada originalmente às 19h 40 do dia 03/05/2021) 

    (Brasília-DF, 04/05/2021) O presidente Jair Bolsonaro(sem partido) não é muito de falar à imprensa, prefere pronunciamentos a seus apoiadores, mas nesta segunda-feira, 3, sem destacar no início do dia em sua agenda, ele e sua equipe econômica, no início da noite no salão nobre do Palácio do Planalto anunciou que vai realizar vetos Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse).

    Ele estava acompanhado do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do secretário de produtividade, emprego e competividade da pasta, Carlos da Costa.

    Em 7 de abril o Congresso Nacional aprovou  e tinha eu ser sancionado por Bolsonaro, hoje.  A medida aprovada prevê o parcelamento de débitos de empresas do setor de eventos com o Fisco federal, além de outras ações para compensar a perda de receita em razão da pandemia de covid-19.

    Quem

    O foco é beneficiar empresas de hotelaria em geral, cinemas, casas de eventos, casas noturnas, casas de espetáculos, e empresas que realizem ou comercializem congressos, feiras, feiras de negócios, shows, festas, festivais, simpósios ou espetáculos em geral e eventos esportivos, sociais, promocionais ou culturais, além de entidades sem fins lucrativos.

    O projeto prevê alíquota zero do PIS/Pasep, da Cofins e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) por 60 meses e a extensão, até 31 de dezembro de 2021, do Programa Emergencial de Acesso a Crédito para as empresas do setor.

    E é justamente a redução de impostos um dos itens que serão vetados por Bolsonaro. "Alguns vetos se farão necessários, para se evitar até uma judicialização", justificou o presidente.

    Segundo Carlos da Costa, o motivo do veto é técnico.  "Isso, neste momento, nós vamos ter que vetar, por um motivo muito simples. Não existia uma estimativa que coubesse dentro das compensações tributárias que precisariam ser feitas. O volume de compensações tributárias que deveriam ser feitas, caso tudo fosse sancionado, ele teria um aumento de imposto sobre outros setores, que é algo que o presidente sempre falou que é contra. Nós não aumentamos impostos nesse governo", afirmou.

    Segundo o secretário, o governo vai negociar diretamente com o setor para focalizar a redução de impostos sobre aquelas empresas que realmente necessitam.

    "Aquelas empresas desses setores que não tiveram queda na receita não precisam dessa ajuda. Empresas muito grandes, por exemplo, também não precisam dessa ajuda. A solução deverá se centralizar naquelas empresas que mais sofreram e que não sejam tão grandes assim, porque daí o volume de compensação é muito menor do que aquele que seria necessário. É um veto que não elimina a vantagem tributária que nós vamos dar", explicou.

    O ministro  da Economia, Paulo Guedes, assegurou que os vetos serão pontuais "no sentido de aperfeiçoamento" do projeto, para, segundo ele, evitar "imperfeições jurídicas que acabem atrapalhando". O Diário Oficial da União desta terça-feira, 4, trará a publicação dos vetos.

    A medida aprovada no Parlamento, além das compensações tributárias, vai permitir que empresas do setor usem recursos do Fundo Garantidor para Investimentos na concessão de garantia a empréstimos concedidos pelo setor bancário.

    Para financiamentos tomados no âmbito do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, 20% do total disponível serão destinados a empresas do setor de eventos e hotelaria.

    ( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)