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  • Contato Brasil, 28 de fevereiro de 2021 15:50:13
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  • 15/01/2021 07h40

    SUCESSÃO NA CÂMARA: Arthur Lira fala que governo Bolsonaro se adequou a realidade para governar com o centrão

    O pepista alagoano, que está em campanha se tentar se eleger o novo presidente da Câmara a partir de fevereiro, defendeu ainda a democracia e dos partidos de centro, que, segundo ele, voltarão a se unir após a disputa pela sucessão de Maia
    Foto: site Veja

    Bolsonaro com a cúpula pepista do Centrão

    ( Publicada originalmente às 20h 00 do dia 14/01/2021) 

    (Brasília-DF, 15/01/2021) O deputado Arthur Lira (PP-AL) afirmou nesta quinta-feira, 14, que o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se adequou a realidade para governar com o centrão. Na afirmação, o pepista alagoano fez questão de frisar que tanto ele, quanto o principal concorrente na disputa pelo comando da Câmara, o deputado Baleia Rossi (MDB-SP), são do centrão e integram a base de apoio do atual governo federal.

    De acordo com ele, “a realidade [eleitoral e política] é bem diferente” e “nós temos que saber em compreender isso fazendo a correlação de forças sabendo que os problemas do Brasil são muito maiores que os quatro anos de mandato de que qualquer governo”. Candidato à presidência da Câmara com apoio de Bolsonaro, Lira observou “só quem não muda de ideia é louco, é doido!”

    “Você tem que se adequar a realidade. Uma coisa é você está do lado de lá e [outra do lado do] presidente Bolsonaro, [mas] quando [ele] se elegeu, ele se elegeu com [mais de] 50 milhões de votos e tem que administrar um país para 220 milhões de brasileiros”, comentou.

    “Então que ninguém se engane. O nosso sistema político eleitoral, pluri-partidário, com vinte e tantos partidos tendo participação na Câmara dos Deputados, por mais que um presidente faça uma bancada como o presidente Bolsonaro fez, o PSL com 53 deputados, [isso] é 10% da Câmara. E tem que haver governo de coalizão, se não as pautas não andam, as matérias não andam. É o que nós defendemos? Não!”, exclamou.

    Centrão

    Na sequência, o parlamentar alagoano deu a visão dele da importância do centrão para manter a democracia, a economia e o desenvolvimento do país.

    “Eu queria começar de trás para frente para que a gente não tivesse nenhum tipo de mal entendimento. O centrão, ou o centro, ou o centro democrático, ou como eu chamei na semana passada no O Globo de o outro centro do b, né? Ele, todos nós do centro, somos da base de apoio do governo. Todas as matérias importantes, difíceis, áridas, tiveram a participação dos partidos de centro para a sua aprovação. O nosso desafio, como eu disse aqui, é que o dia 2 de fevereiro, é que nós tenhamos tranquilidade para que a disputa à presidência passou e precisamos estar todos juntos irmanados para o que o Brasil precisa em 21”, observou.

    “Nós estamos alterando a legislação eleitoral para que haja diminuição paulatina de partidos políticos, para que o eleitor possa se identificar mais com um partido e não com o candidato como é hoje. Então condenar, trazer falas pejorativas para os partidos que sempre contribuíram com as matérias mais importantes, não tenha a dúvida disso, todas as reformas que foram aprovadas, e as que virão, todas as matérias importantes para a recuperação da economia deste país em 2.021 terão que ter o apoio maciço dos partidos de centro”, completou.

    Democracia

    E destacou que chegar ao cargo de presidente da Câmara é chegar no principal posto da democracia do país.

    “Muito me honra disputar essa cadeira, por que essa a principal cadeira da democracia. Essa cadeira tem que ser ocupada para servir ao país de maneira tranquila, não sendo maior que o poder e ouvindo a todos os deputados e com todos os deputados tendo participação nas decisões”, encerrou.

    (por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)