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  • Contato Brasil, 23 de janeiro de 2021 04:55:00
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  • 13/01/2021 08h01

    SUCESSÃO NO SENADO: “Independência no comando do Legislativo é de fundamental importância nesse período de crise”, afirmam emedebistas, no lançamento de candidatura de Simone Tebet

    Ela ressaltou José Sarney e Renan Calheiros
    Foto: imagem de Streaming

    Simone Tebet fala ao lado de senadores que foram ao lançamento da candidatura

    ( Publicada originalmente às 19h 00 do dia 12/01/2021) 

    (Brasília-DF, 13/01/2021) A senadora Simone Tebet (MDB-MS) foi confirmada nesta terça-feira, 12, como candidata da legenda à presidência do Senado. Na ocasião, em nota oficial assinada pelos 13 senadores do partido, os emedebistas argumentaram que “independência no comando do Legislativo é de fundamental importância nesse período de crise”.

    Esta é a segunda vez que a senador sul-mato-grossense é candidata a presidir o Senado Federal. Na primeira vez, foi candidata de forma avulsa, sem o apoio formal da legenda que tinha decidido lançar o senador Renan Calheiros (MDB-AL) para concorrer ao cargo contra o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), que venceu a disputa numa acirrada e conturbada eleição realizada na primeira semana de fevereiro de 2019.

    “A Bancada do MDB no Senado Federal reafirma sua responsabilidade para com a condução equilibrada da pauta legislativa no atual cenário político, social e econômico, quando o país ainda sofre o impacto avassalador da pandemia do novo coronavírus. A independência no comando do Legislativo é de fundamental importância nesse período de crise, em que o interesse público precisa estar acima de qualquer disputa ideológica e política na reconstrução da economia e na imunização universal e gratuita contra a covid-19”, falou o líder da legenda, senador Eduardo Braga ao iniciar a leitura da nota emitida pelos 13 parlamentares do partido.

    “É nesse cenário que a Bancada do MDB, com o maior número de parlamentares no Senado Federal, reafirma sua unidade em torno da candidatura da senadora Simone Tebet (MS) para a Presidência da Casa, na eleição do próximo dia 1º de fevereiro. A candidatura de Simone Tebet, que sempre primou por uma postura política independente e corajosa, é também uma manifestação do enorme respeito do MDB por todas as mulheres, que têm conquistado avanços significativos no Congresso Nacional e no Brasil, em diversas áreas. Tanto vale destacar que esta é a primeira vez, na história do país, em que uma grande bancada apresenta uma mulher como candidata ao comando do Senado Federal e do Congresso Nacional”, complementou o emedebista amazonense que retirou sua pré-candidatura que tentaria presidir o Senado.

    “Reafirmamos, também, o compromisso do MDB com a responsabilidade fiscal e social, com uma agenda de reformas estruturais urgentes, com a sustentabilidade ambiental, a redução das desigualdades sociais, a adoção de políticas capazes de frear o desemprego e alavancar a economia, além de um amplo programa nacional de imunização contra o covid-19. Portanto, o MDB por deliberação da sua bancada apresenta a senadora Simone Tebet, por aclamação, como nosso candidata ao Senado da República e ao Congresso Nacional”, completou o líder emedebista.

    Primeira mulher

    Simone Tebet é a primeira mulher a se candidatar, com aval do partido, à presidência do Senado. Antes, sua candidatura ocorrida em 2.019 foi avulsa, em represália pela decisão da maioria da bancada que tinha decidido apoiar a candidatura do emedebista alagoano. Agora, como candidata do MDB à presidência do Senado Federal, Tebet fala que sua candidatura é uma vitória do momento harmonioso que a bancada vive.

    Filha do ex-presidente do Senado, Ramez Tebet, já falecido, que também era do MDB, Simone destacou que sua candidatura, agora, em 2.021 servirá para mostrar que “o Congresso Nacional não teria razão de existir se fosse apenas para homologar qualquer projeto que venha de qualquer presidente, ou chefe do Poder Executivo”. Segundo ela, que agradeceu a todos os senadores da bancada, sua candidatura é a construção da união. Ela enfrentará na disputa pelo comando daquela Casa legislativa o líder do DEM, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que conta com o apoio do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e também da bancada do PT.

    “Muitos não acreditavam que chegaríamos, neste momento, mais unidos que o início da nossa caminhada. Muitos me questionavam como seria possível uma bancada tão grande apresentar quatro nomes e, ainda, conseguir chegar num consenso, por aclamação, e chegar unidos e mais fortes que antes. Pois bem, o momento chegou. Essa caminhada é a cara do partido que eu represento, que nós representamos. O MDB não seria democrático, não poderia pregar a democracia se não a exercesse constantemente e internamente. E foi isso que aconteceu nestes dias”, falou a senadora sul-mato-grossense.

    Ela fez questão de citar ex-presidente do Senado e que eram do MDB, José Sarney e Renan Calheiros de quem teve diferenças na disputa de 2018.

    “Nos momentos mais difíceis da nossa história, isso eu me lembro contato pelo nosso presidente Sarney e muitas vezes relatado pelo senador Renan Calheiros. Nos momentos mais difíceis da nossa história foi o Senado Federal e o Congresso Nacional achou as saídas dentro das instituições, da democracia e do Estado Democrático de Direito. E não vai ser agora diferente. O Congresso Nacional tem uma grande responsabilidade a partir [deste] ano em ajudar o governo federal no plano nacional de imunização para que nós possamos voltar a nossa rotina e salvar vidas. Estar junto com o governo federal na apresentação, elaboração e aprovação das reformas estruturantes, tirando o excesso”, finalizou.

    (por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)