• Cadastre-se
  • Equipe
  • Contato Brasil, 28 de fevereiro de 2021 15:11:37
Em Tempo Real
  • 22/12/2020 07h46

    SUCESSÃO NA CÂMARA: Natália Bonavides descarta apoio a Frente Ampla que une partidos de esquerda a DEM, MDB e PSDB para eleição à presidência da Câmara

    Petista potiguar acredita que apoio de esquerdistas ao grupo de Maia, é ser “cúmplice do programa ultraneoliberal”; líder do PSOL diz que partido debaterá se integrará, ou não, Frente Ampla anunciada na última sexta
    Foto: site Nominuto

    Natália Bonavides, no plenário da Câmara, antes da pandemia

    ( Publicada originalmente às 16h00 do dia 21/12/2020) 

    (Brasília-DF, 22/12/2020) A deputada Natália Bonavides (PT-RN) descartou nesse último domingo, 20, apoio a Frente Ampla anunciada na última sexta-feira, 18, que uniu os líderes de seis partidos de esquerda (PT, PDT, PSB, PCdoB, PV e Rede Sustentabilidade) na Câmara dos Deputados aos líderes das agremiações de centro e de centro-direita como Cidadania, DEM, MDB, PSDB e PSL para eleição à presidência da Câmara, que acontecerá em 1º de fevereiro de 2.021.

    Para a petista potiguar, o apoio dado pelos companheiros de esquerda ao grupo político encabeçado pelo atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), representa ser “cúmplice do programa ultraneoliberal” desenvolvido pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) e que conta com o apoio das quatro legendas de centro e centro-direita que tem como missão tentar evitar a vitória do líder do PP, Arthur Lira (AL), para comandar aquela Casa a partir de fevereiro do próximo ano.

    Neste sentido, o ex-líder do PT, deputado Paulo Pimenta (RS), já colocou seu nome à disposição para que os parlamentares de esquerda tenham uma opção em que votar na eleição de presidente da Câmara, que não seja o alagoano Lira, nem o candidato a ser escolhido pelo grupo encabeçado por Maia. A Frente Ampla que conta com o apoio de dez líderes partidários, que vão da esquerda a centro-direita, estuda lançar como candidato a sucessão de Maia os deputados Aguinaldo Ribeiro (PP-AL), Baleia Rossi (MDB-SP), ou Elmar Nascimento (DEM-BA).

    “É preciso muita mobilização e unidade para derrotarmos Bolsonaro. Cada batalha é importante. A maioria da bancada do PT aprovou composição com o bloco formado por Rodrigo Maia e alguns partidos de oposição na disputa para a mesa diretora. Não concordei com essa posição, pois acho que deveríamos buscar construir um bloco próprio da oposição”, comentou Bonavides.

    “Com essa composição com Maia, sai fortalecido um setor da direita que ganhou as eleições municipais de 2020 e que é cúmplice do programa ultraneoliberal. Considero que este é um momento de acúmulo de forças em que não podemos confundir a classe trabalhadora. É pela esquerda que podemos derrotar o bolsonarismo e seus aliados. Por isso, seguimos agora defendendo e lutando por uma candidatura de esquerda para a presidência da Câmara!”, complementou a petista aliada da governadora do RN, Fátima Bezerra.

    Debate

    Já a líder do PSOL, deputada Fernanda Melchiona (RS), diz que o seu partido debaterá se integrará, ou não, a Frente Ampla anunciada na última sexta.

    “Temos diferenças econômicas profundas com Maia mas igualar ele com um fascista é um erro que só ajuda o fascista a eleger seu candidato a presidente que é Artur Lira. Tudo que ajuda Bolsonaro sou contra. Por isso, defendo participação no bloco democrático. O PSOL fará esse debate”, completou a líder pessolista.

     

    (por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)