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  • Contato Brasil, 23 de novembro de 2020 13:06:08
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  • 20/11/2020 08h16

    VACINA: Simone Tebet pede que Alcolumbre crie uma comissão externa para acompanhar as análises e registros das vacinas contra a covid

    Emedebista sul-mato-grossense falou, ainda, que imunização da população brasileira contra doença que já matou mais de 167 mil brasileiros não pode ser politizada e muito menos partidarizada
    Foto: Arquivo da Política Real

    Simone Tebet

    ( Publicada originalmente às 18h 30 do dia 19/11/2020) 

    (Brasília-DF, 20/11/2.020) A senadora Simone Tebet (MDB-MS) pediu nesta quinta-feira, 19, que o presidente da Casa e também do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (DEM-AP), crie uma comissão externa mista para que os parlamentares possam acompanhar as análises e os registros das vacinas contra o novo coronavírus (covid-19), que começam a ser disponibilizadas.

    Na declaração, feita durante a sessão deliberativa do Senado, a emedebista sul-mato-grossense falou, ainda, que a imunização da população brasileira contra doença que já matou mais de 167 mil brasileiros não pode ser politizada e muito menos partidarizada. Segundo ela, a maioria da população já entendeu que precisará a vacina, seja ela da China, dos Estados Unidos, ou da Rússia, para conseguir retomar sua vida mais próxima da normalidade de como era antes da pandemia chegar ao país no último mês de março.

    A senadora que preside a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, e cotada para suceder Alcolumbre em fevereiro do próximo ano, destacou também a importância que a criação de uma comissão externa, suprapartidária, teria neste momento em que começam a surgir possibilidade de algumas vacinas.

    “Fazendo até uma defesa do Senado, não está tarde, não está cedo, está na hora certa. Por que só agora efetivamente nós conseguimos ver que o mundo tem pelo menos três vacinas, que já passaram pela fase três, e que agora precisam do registro e da análise dos respectivos órgãos de saúde, no caso do Brasil, a Anvisa. Nós no Brasil temos pelo menos duas possibilidades de vacina. Uma, com o Instituto Butantan, e a outra que está via governo federal. Nós não podemos partidarizar essa questão, nós não podemos politizar esta questão, nós não podemos trazer qualquer tipo de ideologia com relação a essa questão”, afirmou.

    “Nos últimos dias, eu ouvi no meu estado, pela primeira vez, pessoas falando assim, que tomariam a vacina ‘a’, ou vacina ‘b’, dizendo o seguinte: a segunda onda está chegando, não conheço mais uma família que não tenha tido coronavírus, ou que perdeu um parente, um amigo, para esse vírus, que infelizmente é traiçoeiro. E as pessoas, agora, estão começando a entender, que não importa se a vacina vem da China, dos Estados Unidos, ou da Rússia. Se ela tiver mais de 90% de eficácia, as pessoas vão querer tomar. Então, neste aspecto, e, por isso, acho importante que uma comissão externa seja aprovada imediatamente, garantindo a proporcionalidade partidária, para não fazer disto uma polêmica e que nós possamos com toda técnica, amparado por nossas equipes de auxiliares, podemos estar acompanhando e falando também em nome do Senado e do Congresso Nacional, passando as informações necessárias para a população”, observou.

    “Agora é a hora da serenidade e da calma. Nós não garantiremos a serenidade e nem a calma para a população brasileira, se nós não informamos e levarmos a verdadeira e correta informação. A imprensa faz o seu papel e, agora, é a hora do Congresso Nacional fazer o seu. Então fioca aqui o meu pedido de que nós possamos terminar hoje com a aprovação e criação de uma comissão externa para que possamos acompanhar a análise, o registro, a condição e depois, obviamente, a distribuição deste medicamento”, finalizou.

    (por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)