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  • Contato Brasil, 23 de novembro de 2020 13:07:27
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  • 18/09/2020 08h08

    EDUCAÇÃO: Milton Ribeiro disse que por ele escolas voltariam agora, mas disse que tinha que haver cuidados; ele anunciou recursos que estão sendo ajustados por conta da pandemia

    Ele falou em encontro com deputados e senadores na comissão mista do Covid-19
    Foto: Imagem da TV Senado

    Milton Ribeiro falou a primeira vez a deputados e senadores em audiência

    ( Publicada originalmente às 16h 30 do dia 17/09/2020) 

    (Brasília-DF, 18/09/2020) O ministro Milton Ribeiro, da Educação, participou de sessão da Comissão Mista da Covid-19, na manhã desta quinta-feira,17. Foi sua primeira experiência com os congressistas, mas em caráter virtual, e não presencial.  Ele disse que por ele escolas de todo o país “voltariam amanhã, mas temos os riscos”.

    "Ninguém, absolutamente nenhum país, até os mais desenvolvidos, tem uma resposta final a respeito do assunto da covid e retorno às aulas, que é um dos temas mais provocantes e atuais que nós temos”, disse.

    Ele anunciou que está em elaboração um protocolo de biossegurança para a retomada do funcionamento das escolas, com foco na educação básica.

    “É uma questão de segurança, não podemos colocar em risco as crianças e os adolescentes. Estamos trabalhando para o retorno o mais breve possível, para a gente pegar esse fim de ano e deixar a criançada animada para o ano que vem”, disse, também.

    As medidas estão sendo elaboradas epelo Ministério da Educação (MEC) em coloaboação eom entidades como o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

    Milton Ribeiro criticou a decisão do Colégio Pedro II do Rio de Janeiro, mantido pelo governo federal, que suspendeu todas as atividades devido à pandemia de covid-19. O ministro reprovou declarações do reitor da escola, Oscar Halac, em entrevista ao programa Fantástico, da Rede Globo. No último domingo (13), o dirigente afirmou que decidiu interromper inclusive as atividades remotas porque 30% dos estudantes não têm acesso a internet.

    “É uma lógica que a gente não pode entender. É a mesma coisa que tivéssemos um barco afundando com 100 pessoas e apenas 70 salva-vidas. Por que não tem salva-vidas para os 100, todo mundo morre afogado? É uma lógica incompreensível. É a inclusão pela exclusão”, disse Milton Ribeiro.

    Recursos

    Milton Ribeio disse que. O Ministério da Educação vai liberar R$ 525 milhões para que escolas de alfabetização e educação básica se preparem para uma eventual retomada das aulas durante a pandemia de coronavírus.

    A verba faz parte do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) e seria originalmente usada para a contratação de auxiliares que atuam dentro da sala de aula. De acordo com o ministro, os recursos vão beneficiar 116,7 mil escolas públicas, que atendem 36,8 milhões de crianças.

    “É uma ação bem deliberada de mudar essa rubrica orçamentária e auxiliar a escola lá na ponta para receber os alunos com uma condição mínima de segurança nesse possível retorno as aulas, que é o que vamos buscar. A destinação é para itens de consumo para higiene do ambiente e das mãos, contratação de serviços especializados para desinfecção, realização de pequenos reparos, adequação das salas e melhoria do acesso a internet para alunos e professores.”, explicou.

    Milton Ribeiro anunciou ainda a liberação de R$ 187,8 milhões em recursos extras para hospitais universitários vinculados a universidades federais, mantidas pelo Ministério da Educação. São 41 estabelecimentos com 55 mil servidores que atuam diretamente no combate à pandemia de coronavírus. De acordo com o ministro, a manutenção de cada hospital universitário custa, em média, R$ 400 milhões por ano.

    O Ministério da Educação destinou ainda R$ 39,7 milhões para apoiar universidades federais que mantêm cursos de medicina, mas não contam com hospitais universitários. O dinheiro será usado para pagar o treinamento dos formandos em hospitais particulares. Milton Ribeiro lembrou que a pasta autorizou a colação de grau antecipada de alunos de medicina, enfermagem, farmácia e fisioterapia para atuarem no enfrentamento ao coronavírus.

    Universidades e institutos federais

    O ministro informou que 15 das 69 universidades federais monitoradas pela pasta tiveram suspensão total das aulas. As demais mantiveram atividades de ensino a distância. Entre os 41 Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs), quatro interromperam totalmente a atuação pedagógica.

    Corupção

    Milton Ribeio disse ter solicitado ao Tribunal de Contas da União (TCU) a investigação de 94 prefeituras que não conseguiram prestar contas de recursos enviados pelo governo federal. Ele reconheceu que alguns municípios podem não ter comprovado os gastos “por falta de adequação e conhecimento administrativo”. Mas ressaltou que em outros casos houve “gestão criminosa dos recursos públicos”.

    “Não tenho nenhuma intenção de tolerar o mínimo que seja de qualquer malversação dos valores públicos. Temos que zelar e honrar esses recursos. No meio dessa pandemia, o cobertor encurtou mais ainda. Nada vai ser feito apenas por questões políticas, sem observância da questão técnica necessária”, afirmou.

    Milton Ribeiro afirmou ainda que tem sido criticado por “instituições que estão mais à direita do espectro ideológico” por conversar com “figuras que são tidas como pessoas de um radicalismo ideológico”. Mas reiterou que pretende “ouvir a todos e pacificar” o Ministério da Educação.

    “Não é possível o MEC viver num embate ideológico e deixar a qualidade da educação em segundo plano. Sou conservador. Se quiserem me rotular como de direita, eu sou. Mas, como sou oriundo da universidade, acredito que não sou dono da verdade. Eu gostaria de ouvir a todos. A universidade tem esse nome não é à toa: é uma universidade de ideias e pensamentos que precisamos respeitar”, disse.

    (da redação com informações de assessorias. Edição: Genésio Araújo Jr)