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  • Contato Brasil, 19 de setembro de 2021 19:51:49
Magno Martins
  • 15/04/2021 09h21

    Mão amiga na pandemia

    Quando ainda atuava no Diário de Pernambuco, convidado pelo empresário, estive Ribeirópolis, na Serra do Machado, em Sergipe, seu Estado natal

    João Carlos Paes Mendonça( Foto: Arquivo do colunista)

    (Recife-PE) Quando fez a travessia dos seus negócios de supermercados para shoppings, o empresário João Carlos Paes Mendonça, da antiga grife Bompreço, ampliou ainda mais os projetos sociais que vinham sendo postos em prática como contribuição ao País para amenizar a fome e reduzir as desigualdades sociais. Em seus shoppings no Recife, Fortaleza, Aracaju e Salvador é possível ver a olho nu os resultados das ações empreendidas com seriedade e rigor pelo Instituto JCPM de Compromisso Social.

    Quando ainda atuava no Diário de Pernambuco, convidado pelo empresário, estive Ribeirópolis, na Serra do Machado, em Sergipe, seu Estado natal. Sai de lá impressionado com o conjunto da obra social mantido pela Fundação Pedro Paes Mendonça, aberta há muito tempo com o nome do seu pai, com quem deu os primeiros passos no comércio numa bodegazinha. Símbolo vivo da terra seca euclidiana, Serra do Machado serviu de espelho e inspiração para essa solidariedade humana ser estendida a outros Estados.

    Há um ano, o Brasil vive a era da pandemia, de dias cruéis, com a fome estampada em todos os lares da pobreza nordestina. O fechamento de shoppings pelas medidas de restrição, a queda nas vendas e as intempéries da covid-19 não foram impedimentos para o Instituto JCPM suspender seu guarda-chuva solidário. Pelo contrário. Só com a pandemia foram aplicados R$ 5,3 milhões, beneficiando famílias em situação de vulnerabilidade, jovens matriculados no IJCPM e pessoas atendidas por entidades sociais da comunidade, como Igrejas e ONGs nos Estados de Sergipe, Bahia, Ceará e Pernambuco.

    Uma das iniciativas de maior relevância foi a distribuição de alimentos, com a doação de 37.988 cestas básicas, das quais 2.730 em Aracaju, 1.219 na Serra do Machado, 19.216 em Recife e Caruaru, 7.829 em Fortaleza e 6.974 em Salvador, totalizando R$ 3,5 milhões com a iniciativa. Entre os beneficiados estão alunos do IJCPM, pescadores, cooperativas de catadores e de taxistas que atuam nos empreendimentos do Grupo e famílias atendidas por mais de 40 entidades que desenvolvem iniciativas sociais nas comunidades.

    A mão estendida pelo Instituto foi mais além. Uma das primeiras medidas, tomadas em março, quando os dias de aflição se instalaram na sociedade, foi a doação de 10 respiradores nos quatro Estados nordestinos, investimento da ordem de R$ 880 mil. Ainda em Sergipe, além de cestas básicas doadas aos alunos do IJCPM, a instituições do Santa Maria e povoado Areia Branca, a moradores da Serra do Machado e aos associados da Cooperativa dos Agentes Autônomos de Reciclagem de Aracaju que atuam nos shoppings Jardins e Riomar, o Grupo doou dois respiradores ao Hospital da Universidade Federal de Sergipe e firmou parceria com a Prefeitura de Aracaju, cedendo espaço e apoio logístico para a vacinação drive-thru contra a gripe no estacionamento do Riomar Shopping.

    Se todo empresário agisse assim, com o coração e alma impregnados de amor pelo próximo, talvez o tamanho da fome e a extensão da doença na sociedade estivessem, hoje, em proporções bem menores, sem tanta dor, sem tamanho sofrimento. A solidariedade é, sem dúvida, o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana.

    Crise braba – O presidente Jair Bolsonaro disse, ontem, que o Brasil está na iminência de uma “crise enorme”. Afirmou que só aguarda uma “sinalização” do povo para agir, sem detalhar o que seria essa ação. Bolsonaro também criticou recentes decisões do STF e medidas de isolamento social para conter a pandemia. Falou que dá tempo de evitar o “aumento da temperatura” no País. “É só parar de usar menos a caneta e um pouco mais o coração”, afirmou. “O Brasil está no limite. O pessoal fala que eu devo tomar uma providência. Estou aguardando o povo dar uma sinalização porque a fome, a miséria e o desemprego está aí [sic], só não vê quem não quer. Ou quem não está na rua. Eu sempre estive na rua”, disse.

    Aumento de roubos – Em março, quando Pernambuco completou um ano de confirmação dos primeiros casos de Covid-19 e de medidas restritivas para conter a pandemia, o Estado registrou 4.081 roubos. O número, de acordo com a Secretaria de Defesa, é 21% menor que em março de 2020, quando houve 5.166 queixas de Crimes Violentos contra o Patrimônio. Com relação a fevereiro, a redução foi de 0,99%. Nos três primeiros meses do Estado, a SDS contabilizou 12.944 roubos. Comparando-se ao primeiro trimestre de 2020, foi uma redução de 25,4%. Os casos englobam roubos de veículos, celulares e carga, bem como investidas em ônibus.

    Maioria oposicionista – O apoio ao governo de Jair Bolsonaro deve ser minoria no colegiado da CPI da Pandemia, já que há apenas quatro senadores que são mais ligados ao Planalto e outros sete que são oposicionistas ou independentes. Entre os que apoiam o governo estão os senadores Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do PP; o líder do DEM no Senado, Marcos Rogério (RO); o senador Jorginho Mello (PL-SC) e o senador Marcos do Val (Podemos-ES). Já na oposição estão Humberto Costa (PT-PE) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP). O grupo dos independentes pode dar trabalho a Bolsonaro, já que seus integrantes votam junto com o governo em diversas matérias, mas são críticos à administração e ao combate à pandemia em diversos pontos.

    Shoppings fechados – Dados da Associação Brasileira de Shopping Centers mostram que 233 shoppings dos 601 existentes no Brasil estavam fechados. Entre os outros 368, nenhum está funcionando normalmente, mas sim com algum tipo de restrição. Para o presidente da entidade, Glauco Humai, isso representa uma incongruência, já que outros setores da economia funcionam quase totalmente. “Os shoppings estão fechados, mas a construção civil está funcionando, a indústria está aberta, a agropecuária está aberta, até as igrejas estão abertas. Não tenho nada contra esses setores, mas quero que todos funcionem, inclusive os shoppings. Porque na rua as lojas estão abertas, o que está fechado é o varejo formal “, diz

    O exemplo de Curitiba – O mesmo grupo de cientistas que previu o aumento de mortes por covid-19 em Curitiba, no início de março, divulgou novo artigo, ontem, mostrando que a adoção de isolamento social mais rígido após o alerta, entre os dias 13 de março e 4 de abril, reduziu a média de óbitos e ajudou a salvar pelo menos 1, 5 mil vidas. O documento, que também foi encaminhado às autoridades locais, aponta que apesar de positivas as medidas ainda não foram suficientes para frear uma nova onda de contágio, podendo ocorrer novo aumento de casos em maio com o afrouxamento das regras que valem desde 5 de abril.

    CURTAS

    SEM VACINA – Três das 27 capitais brasileiras paralisaram a aplicação da primeira dose contra a Covid, ontem, por falta de doses: João Pessoa – que também deixou de aplicar a segunda dose –, Rio Branco e Salvador. Além delas, em Curitiba, a ampliação primeira dose para pessoas com 66 anos ou mais, que começou na terça-feira passada, foi suspensa ontem. Outros grupos que já vinham recebendo a primeira dose seguem sendo imunizados.

    INTERNET – Em um ano, o número de internautas no Brasil aumentou em 6,1 milhões de pessoas. Havia no País, ao final de 2019, 143,5 milhões pessoas conectadas à internet (78,3%). Os números são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad C), com levantamento feito no 4º trimestre de 2019, divulgada, ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Perguntar não ofende: A CPI da pandemia servirá apenas de palanque eleitoral?